terça-feira, 22 de março de 2011

Saúde

Sardoal: Deputado António Filipe reclama resolução imediata para suprir problema de falta de médicos de família
O deputado comunista António Filipe reclamou hoje por uma resolução imediata para o problema da falta de médicos de família tendo afirmado que a situação é de degradação e que deriva de razões meramente economicistas.
De visita ao Sardoal, o deputado do PCP eleito pelo distrito de Santarém inteirou-se sobre a falta de médicos de clínica geral no centro de saúde local, um concelho com quatro freguesias e onde habitam cerca de 4.000 pessoas, e onde a população esteve durante “muitos meses” sem um único dos três médicos de clínica geral que ali deveriam prestar cuidados de saúde.
“É um grave problema que preocupa as populações e causa desânimo aos autarcas locais apesar de, recentemente, uma clínica ter começado a prestar serviço profissional, algumas horas por semana, mediante transporte assegurado pela autarquia”, disse à Lusa o deputado, que considerou a medida, “insuficiente” face às necessidades dos utentes locais.
“A situação continua muito precária e é uma fraca solução de recurso tendo em conta que são cerca de 4 mil habitantes, uma população muito envelhecida, distante dos grandes centros urbanos e que não tem asseguradas as condições de acesso à saúde exigíveis e a que têm direito”, advogou.
O deputado comunista afirmou “defender e apoiar a luta das populações e das autarquias” em condições similares, tendo reclamado ao Governo que “assuma as suas responsabilidades e garanta um Serviço Nacional de Saúde (SNS) em condições”.
O Governo, disse, “tem obrigação de encontrar médicos e contratá-los directamente através do SNS sem a intermediação de empresas”, tendo defendido ainda um aumento do número de médicos formados nas faculdades nacionais.
“Não temos médicos em número suficiente mas depois vemos jovens que terminam o ensino secundário com médias altíssimas a não poderem aceder às faculdades de medicina”, observou.
António Filipe defendeu que o Governo adopte “medidas imediatas e de urgência” para garantir a contratação de médicos portugueses e, “a título provisório”, de outras nacionalidades.
*Lusa
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