quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Autarquias

Câmara de Ourém pede indemnização a empresas por erros no projecto do novo edifício dos Paços do Concelho
A Câmara Municipal de Ourém pediu uma indemnização de 211 mil euros a duas empresas por erros e omissões relativas ao projeto do novo edifício dos Paços do Concelho, disse hoje o presidente da autarquia, Paulo Fonseca (PS).
A acção da autarquia foi interposta no Tribunal Administrativo de Leiria e visa a empresa projectista e a consultora responsável pela análise e saneamento do projecto.
“Em causa está a realização de trabalhos a mais, com os quais a Câmara foi confrontada, numa obra cujo prazo de conclusão foi também ultrapassado”, esclareceu o autarca à agência Lusa, acrescentando que a acção foi interposta em Maio deste ano.
O edifício dos Paços de Concelho foi adjudicado em 2006 pelo executivo liderado por David Catarino (PSD) e inaugurado três anos depois pelo Presidente da República, Cavaco Silva, em Junho de 2009.
O custo da obra atingiu os 7,5 milhões de euros, tendo-se registado uma derrapagem na ordem dos 1,5 milhões de euros, segundo o presidente da Câmara de Ourém.
Duas semanas antes da inauguração, há dois anos, a autarquia admitia que o acréscimo de valor se devia a “erros e omissões, nomeadamente trabalhos de contenção periférica”.
“Sobre derrapagens, posso falar, por exemplo, no atraso da obra, que nos custou 600 mil euros, do redimensionamento dos pilares e fundações, mais 153 mil euros, e do piso -2, que nem estava contabilizado”, elencou hoje o autarca. Ao todo, acrescentou, “a derrapagem foi de 1,5 milhões de euros”.
O problema, disse, “é que a maior parte das obras foi aprovada pela anterior Câmara e os 211 mil euros é a parte que não está aprovada” e a única à qual a autarquia se pode cingir no pedido de indemnização.
Em Novembro de 2010, Paulo Fonseca disse à Lusa que os actuais Paços do Concelho não eram funcionais, anunciando a decisão de recuperar os antigos, num investimento orçado em 880 mil euros.
@Lusa
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Cultura

Secretário de Estado da Cultura garante preservação do alambor do Castelo de Tomar
O secretário de Estado da Cultura garantiu hoje a preservação de parte do alambor do castelo templário de Tomar e afastou a ideia de que tenha sido cometido qualquer crime contra o património.
Essa ideia “nem sequer se coloca”, sublinhou Francisco José Viegas, admitindo que um dos objectivos da sua visita ao Convento de Cristo foi precisamente para “desfazer equívocos em relação a essa descoberta”.
Acompanhado pelo director do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR), da responsável pelo Convento de Cristo e pelo presidente da câmara de Tomar, o secretário de Estado da Cultura sublinhou que não possui “qualquer razão para duvidar da qualidade dos técnicos, quer das intenções de todas as partes envolvidas”.
Afinal, acrescentou, “não é intenção de ninguém, nem da câmara, nem do IGESPAR, nem da direcção do museu prejudicar seja o que for que constitua parte desse monumento”.
As declarações foram realizadas no final de uma visita ao Convento de Cristo que serviria para "proceder a uma avaliação no terreno dos projectos de execução em curso".
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Autarquias

Autarquia de Ourém rescinde contrato com empresa “Aquino Construções”
A Câmara Municipal de Ourém anunciou a intenção de rescindir o contrato com a Aquino Construções, SA, empresa à qual tinha sido adjudicada a requalificação urbana da Avenida D. José Alves Correia da Silva.
Em comunicado, o presidente da autarquia, Paulo Fonseca, explica “não existirem condições objectivas para garantir a conclusão da obra em tempo útil, colocando em risco o acesso ao financiamento” comunitário, “sem o qual esta obra não será exequível”.
Paulo Fonseca lembra que existe “um apertado calendário que se impõe cumprir”, de forma a garantir uma comparticipação no montante de 80 por cento do investimento elegível.
A empresa – que em final de Julho entrou em processo de insolvência - teria 450 dias para a concluir obra, mas até ao momento apenas três por cento da empreitada foi realizada.
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Autarquias

Autarquia de Ourém atribui meio milhão de euros a três corporações de bombeiros voluntários do concelho
Três associações humanitárias de bombeiros voluntários do concelho de Ourém vão receber meio milhão de euros no âmbito de protocolos estabelecidos com a Câmara Municipal local.
A verba destina-se “a apoiar as condições efectivas para a protecção de pessoas e bens” até 2013, segundo um comunicado do município de Ourém.
A autarquia tinha já celebrado dois protocolos para a realização de obras: um com os bombeiros de Caxarias, num total de 122 mil euros, e outro com os bombeiros de Ourém, no valor de 117 mil euros.
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Economia

Cêrca de nove dezenas de empresas no distrito de Santarém encerraram desde o início do ano
Encerraram 94 empresas no distrito de Santarém desde o início do ano, segundo dados publicados no Diário de Notícias.
Segundo este número conclui-se que este distrito é o sétimo com mais falências a nível nacional.
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Ambiente

Sardoal: FAJUDIS realiza campo de voluntariado visando a preservação e valorização das florestas
A Federação de Associações Juvenis do Distrito de Santarém (FAJUDIS) vai realizar um campo de voluntariado junto às piscinas naturais do Penedo Furado, em Sardoal, numa iniciativa que visa “preservar e valorizar” as florestas.
A decorrer entre os dias 27 de Agosto e 3 de Setembro, o acampamento vai reunir cerca de duas dezenas de jovens de Santarém e de Lisboa sob o lema “Atitude Ambiental”, com acções previstas de protecção, preservação e valorização das florestas, recorrendo a actividades de limpeza, observação, vigilância, prevenção e sensibilização.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da FAJUDIS, Jorge Claro, afirmou que o objectivo deste campo de voluntariado jovem é “sensibilizar e consciencializar os jovens para a mudança de comportamentos e atitudes” na interacção com o meio ambiente.
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Autarquias

Câmara de Tomar aprova novo tarifário para serviços prestados pela Protecção Civil Municipal
A Câmara de Tomar aprovou um novo tarifário para os serviços prestados pela Protecção Civil Municipal e espera com esta medida arrecadar anualmente mais 50 mil euros de receita, disse hoje à Lusa o vereador Luís Ferreira.
Os novos preços aprovados na quinta-feira entram em vigor a partir de 15 de Setembro e pretendem reduzir o deficit anual de 800 mil euros naquela área, o valor apurado em 2010, adiantou o responsável pelo pelouro da Protecção Civil Municipal.
Os serviços de ambulância vão registar um aumento médio de 25 por cento, correspondente à taxa de inflação que se verificou na última década, mas cuja actualização nunca foi reflectida nos preços.
“A partir de 15 de Setembro vai ser feita uma uniformização e as pessoas que pagavam mais por viverem a cinco quilómetros do quartel dos bombeiros vão passar a pagar o mesmo que todos”, destaca Luís Ferreira, o vereador que apresentou a proposta.
“Até hoje, apenas os serviços de ambulância eram cobrados, todos os outros eram gratuitos”, sublinha, por seu turno, o presidente da Câmara de Tomar, Corvelo de Sousa, referindo-se a um tarifário que inclui valores para serviços de transporte de água, de reboque, corte de árvores e lavagem de pavimentos, por exemplo.
No entanto, o autarca entende que apesar da receita estimada em 50 mil euros anuais “não terá grande impacto nas contas da autarquia”, preferindo sublinhar “o esforço em dar alguma ordem a algo que funcionava de forma menos clara”.
As famílias carenciadas estarão isentas de pagamento e os titulares do rendimento social de inserção vão beneficiar de um desconto de 20 por cento, assim como todos os sócios da Liga de Amigos dos Bombeiros de Tomar.
Associações e outras instituições vão passar a pagar metade do valor inscrito no tarifário.
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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Sociedade

Casal detido na freguesia de Olaia por indícios de plantação de cannabis
Um casal foi detido na quarta-feira na sua residência na freguesia de Olaia, concelho de Torres Novas, por indícios de cultivo de produção de planta cannabis, de acordo com dados da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A GNR adianta em comunicado que o homem e a mulher, com 38 e 34 anos respectivamente, foram detidos cerca das 09:00 de quarta-feira na freguesia de Olaia, concelho de Torres Novas, distrito de Santarém, após uma investigação levada a cabo pelo núcleo de investigação criminal do destacamento territorial da GNR de Torres Novas.
Na residência foram apreendidas 300 pés de cannabis, bem como material necessário à sua produção e venda, tal como sistema de irrigação, estufa, aparelhos de secagem e extracção de ar e ainda balanças de precisão, refere a GNR.
O casal vai ser presente hoje a tribunal.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Arqueologia

Tomar: Descoberto um troço de alambor do século XII
O presidente da Câmara de Tomar anunciou hoje à Lusa ter sido descoberto na envolvente ao Convento de Cristo um troço do alambor datado do século XII, que circunda o castelo templário.
O anúncio de Corvelo de Sousa à Lusa aconteceu menos de 24 horas após dois blogues de defesa do património de Tomar que davam como certa a destruição de uma parte substancial do alambor em resultado de obras que estão a cargo da autarquia.
Este alambor, uma rampa muito inclinada construída junto à base da muralha para dificultar o assalto, é tido como o primeiro e maior existente em Portugal.
O Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) confirmou à Lusa que “foram encontrados vestígios do alambor nordeste”.
Segundo o Departamento de Salvaguarda do IGESPAR “foram de imediato dadas instruções à Câmara de Tomar no sentido de se preservar e valorizar esses vestígios”.
O autarca confirma que o achado foi feito após “uma movimentação de terras”, que os técnicos que acompanham a obra “constataram de imediato isso” e que “se adaptou desde logo o desenho da obra”.
Uma das intervenções que está a decorrer sob a responsabilidade do município passa precisamente pela criação de um muro de suporte, inserido no reordenamento da envolvente norte do Convento de Cristo e que o IGESPAR garante estar a acompanhar.
A primeira denúncia, documentada por fotografias tiradas por António Francisco Rebelo, um professor aposentado, mostra escavações feitas por máquinas no local e imagens da pedra depositada nas traseiras do Convento de Cristo.
A autora de um outro blogue centrado sobre o património tomarense, Margarida Pardal, já escreveu ao município, garantindo que iam seguir queixas para diversas entidades, tais como a UNESCO e o IGESPAR.
O IGESPAR, entretanto, já assegurou à Lusa que “as obras têm decorrido normalmente”.
Já o presidente da Câmara de Tomar assegura que “não há problema nenhum”, sublinhando que estamos perante “uma descoberta interessante” que “vai ficar à mostra de todos”, acrescentando que as “pedras não foram mexidas e vão ficar protegidas”.
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Autarquias

Câmara de Abrantes prorroga prazo à “RPP Solar” para a entrega de garantias da conclusão do empreendimento industrial
A Câmara de Abrantes anunciou hoje a prorrogação de prazo à RPP Solar para junção de documentos de garantia da efectiva conclusão das obras da unidade industrial de painéis solares ali em construção.
A decisão surge na sequência de um pedido do promotor, o empresário Alexandre Alves, para que a autarquia concedesse um prazo adicional de 15 dias para a entrega de garantias da conclusão do empreendimento industrial, procurando evitar assim a declaração de caducidade de licenciamento da obra.
Segundo informou a autarquia, “não sendo a tramitação desejada”, dado os sucessivos atrasos no início da produção da unidade, “a Câmara decidiu conceder a prorrogação do prazo de audiência prévia de modo a que a deliberação definitiva seja tomada com base no maior número de dados sobre o ponto de situação do investimento e dos seus constrangimentos”.
A nova fábrica de painéis solares do empresário Alexandre Alves, que está a ser construída em Pego, Abrantes, num terreno com 82 hectares de área, anunciava a “agregação” de toda a cadeia de produção de energia solar, implicando um investimento global de “mais de mil milhões de euros e a criação de 1.900 postos de trabalho” até 2013.
Os sucessivos atrasos no início da produção, que estava anunciada para o início de 2010, levaram o executivo da Câmara de Abrantes, de maioria socialista, a propor a caducidade do alvará de licenciamento daquela unidade industrial pela não conclusão das obras no prazo fixado na licença.
“Há limites para tudo e este caso ultrapassa os limites de tudo o que é razoável”, disse na ocasião à Lusa a presidente da autarquia.
Maria do Céu Albuquerque estabeleceu então um prazo de 15 dias para que o promotor do investimento se pronunciasse em audiência escrita sobre a intenção da declaração de caducidade, findo o qual o teor da deliberação produziria os seus efeitos definitivos, um prazo agora prorrogado.
Segundo Céu Albuquerque, as obras registam um atraso “muito significativo”, tendo observado estarem “esgotadas todas as condições para continuar à espera”.
A deliberação de caducidade da licença atribuída ao empreendimento industrial, segundo a autarca, visa “pressionar” o promotor de modo a que este apresente no espaço de tempo referido uma “recalendarização” de todo o processo, “provas” de que o edifício fabril em construção “está livre de penhoras ou hipotecas” e “novas garantias” de que o empresário dispõe de condições económicas e financeiras para executar o projeto.
Os 15 dias úteis do prazo adicional decorrem a partir do dia 25 de Agosto.
A Lusa contactou o empresário Alexandre Alves para uma reacção a esta decisão da autarquia tendo aquele remetido declarações para “mais tarde”.
@Lusa
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Autarquias

Cartaxo: Deputados do BE na Assembleia Municipal vão propor referendo sobre concessão a privados do parque de estacionamento na cidade
Os deputados do Bloco de Esquerda (BE) na Assembleia Municipal do Cartaxo anunciaram hoje que vão propor a realização de um referendo local sobre a concessão a privados do parque de estacionamento central da cidade.
Na proposta que o BE quer apresentar na próxima reunião da Assembleia Municipal, os dois deputados sugerem que os eleitores do concelho sejam chamados a pronunciar-se sobre duas questões.
“Concorda que a Câmara Municipal do Cartaxo contratualize a concessão de exploração do parque público de estacionamento coberto, e de mais 620 lugares de estacionamento dispersos nas ruas circundantes ao centro que são, neste momento, públicos, por um prazo de 30 anos a uma empresa privada?” é a primeira das questões proposta.
A segunda questiona os munícipes: “Concorda que a gestão do estacionamento em espaço público no Município do Cartaxo deve ser feita pelos serviços da autarquia e as receitas do mesmo devem reverter para a Câmara Municipal”.
Segundo a mesma proposta do BE, esta concessão já foi deliberada favoravelmente pela câmara municipal e pela assembleia, pressupondo agora que a autarquia adopte a modalidade de “diálogo concorrencial” para seleccionar a empresa que ficará com a concessão deste parque de estacionamento coberto.
Para o BE, “o prazo de concessão previsto 30 anos (360 meses) corresponde a 7,5 mandatos autárquicos e as suas implicações condicionarão futuras decisões do foro urbanístico no centro do Cartaxo”.
Devido a este prazo, os eleitos do Bloco propõe que sejam os cidadãos do concelho a decidir sobre a melhor solução a adoptar.
“Depois de assistir a uma concessão do abastecimento de água e saneamento, por igual período, que até à data se manifestou totalmente prejudicial para os cidadãos, o executivo prepara-se para repetir a receita, hipotecando mais uma vez o futuro dos cartaxeiros”, alega o partido.
Em causa neste processo estão 814 lugares de estacionamento, dos quais 620 são à superfície e serão concessionados em conjunto com os novos lugares que estão a ser criados no parque subterrâneo coberto que está em construção junto ao edifício dos Paços do Concelho.
Este novo parque central irá unir dois jardins da cidade e, segundo dados da autarquia, deverá estar concluído ainda em 2011, num investimento total a rondar os 4,5 milhões de euros, com 85 por cento de comparticipação de fundos do QREN.
As obras foram alargadas também à zona envolvente e prevêem a instalação de um parque infantil e sénior, a requalificação das zonas pedonais e da praça do município e ainda a criação de zonas de bares e de restaurantes.
@Lusa
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saúde

Dezenas de idosos de Benavente manifestaram-se em Lisboa em defesa do acordo sobre cuidados de saúde entre a ARS e a Misericórdia local
Quase uma centena de idosos de Benavente manifestaram-se hoje junto à Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa para exigir a restituição da comparticipação nas consultas de especialidade no hospital da Misericórdia local, prevista num acordo com aquela entidade.
As cerca de 80 pessoas concentraram-se em frente à ARS de Lisboa e Vale do Tejo, empunhando cartazes com frases como "Exigimos o cumprimento do acordo em vigor entre a ARS e a Misericórdia de Benavente" e "A saúde é um direito, não um negócio", enquanto a comissão de utentes de Benavente e autarcas do concelho ribatejano se reuniram com o director daquela entidade estatal, Rui Portugal.
À saída da reunião, o porta-voz da comissão de utentes de Benavente, Domingos David, disse aos jornalistas que "já houve serviços que foram desbloqueados, como o acesso ao serviço de fisioterapia na Santa Casa”, mas que “falta resolver o resto” do que estava acordado nesse protocolo.
“O número de consultas contratadas, que, por um lado, o director da ARS diz que vai negociar, falta a cardiologia, oftalmologia e cirurgia geral, áreas onde estamos excluídos [do hospital da Misericórdia] quando utentes de outros concelhos vizinhos de Benavente continuam a poder usufruir”, enumerou Domingos David.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Óbito

Faleceu a pintora Maria Lucília Moita
Lucília Moita nasceu em Alcanena em 1928 mas, embora longe dos grandes centros artísticos e culturais, não deixou de fortalecer uma carreira, tornando-se numa personalidade cultural contemporânea e uma das pintoras mais conhecidas e premiadas da região.
Abrantes foi a sua terra de acolhimento, ali residindo desde 1954.
Há alguns anos que na sua própria casa abria as portas do seu atelier a visitas de grupos escolares, num gesto de serviço à comunidade local. «A pintura para mim não é um passatempo, é uma exigência», costumava dizer.
A sua arte está representada em colecções particulares nacionais e estrangeiras e ainda em museus como o do Chiado, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Museu José Malhoa, Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Museu de Setúbal e outros.
Em comunicado, a Câmara Municipal de Abrantes «lamenta com pesar o desaparecimento de uma figura ímpar da cultura local e nacional, recordando a vasta obra artística e o seu carácter humanista».
Maria Lucília Moita cedeu uma grande parte do seu espólio ao município de Abrantes, do qual fazem parte quadros a óleo, um vasto conjunto de desenhos e diversa documentação que enquadra a sua vida e obra, peças e material que integrarão o núcleo de pintura com o seu nome, a instalar no futuro Museu Ibérico de Arqueologia e Arte.
O corpo encontra-se em câmara ardente na Capela de Santana, em Abrantes. O funeral realiza-se na terça-feira, com missa de corpo presente, na Igreja de S. Vicente, seguindo depois para Lisboa.
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Sociedade

Santarém: Vereador da Protecção Civil vai passar um dia no quartel dos Bombeiros Voluntários
O vereador da protecção civil da câmara de Santarém vai passar a terça-feira no quartel dos bombeiros voluntários da cidade para conhecer de perto a realidade da corporação.
Respondendo a um convite feito pelos bombeiros, António Valente vai “instalar” provisoriamente o seu gabinete no quartel dos voluntários de Santarém e acompanhar as situações operacionais que possam ocorrer durante o dia.
“Será uma oportunidade de conhecer melhor o trabalho desta corporação e de valorizar aquilo que fazem diariamente”, disse à agência Lusa o autarca, acrescentando que está disponível para acompanhar de perto alguma situação de emergência que ocorra.
Na agenda de terça-feira estarão também os problemas financeiros da corporação para com a qual a autarquia está atrasada no pagamento de verbas de um protocolo na área da protecção civil.
Segundo disse à agência Lusa o comandante dos bombeiros voluntários de Santarém, Paulo Santos, esta corporação não recebe qualquer verba da autarquia, ao abrigo desse protocolo, há mais de um ano.
Para o vereador António Valente, a questão financeira “é importante mas não é a que mais interessa neste dia”.
Ainda assim, o autarca lembrou que a câmara de Santarém continua a pagar a sua parte da prestação de um empréstimo, que serviu para a construção do novo quartel dos voluntários de Santarém, adiantando que as verbas do protocolo será uma questão que a “câmara irá resolver dentro do possível”.
Na agenda deste dia estará também o relacionamento entre os bombeiros municipais, tutelados pela autarquia, e os bombeiros voluntários.
“Quando cheguei a esta corporação encontrei um clima de costas voltadas entre os bombeiros voluntários e os municipais”, afirmou o comandante Paulo Santos, frisando que esta iniciativa de convidar o vereador tem também o objectivo de “trabalhar com a autarquia a aproximação das duas corporações”.
O vereador sublinhou também que câmara autarquia continuará a dar “apoio incondicional” aos bombeiros e anunciou que tem marcada uma iniciativa semelhante no quartel dos bombeiros voluntários de Alcanede, estando ainda por definir uma data para a corporação dos voluntários de Pernes.
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Santarém festeja, a 30 de outubro, o seu 140.º aniversário, sendo a segunda corporação mais antiga do país, a seguir aos voluntários de Lisboa.
Segundo Paulo Santos, “apesar das dificuldades financeiras, a corporação tem capacidade operacional para ir respondendo aos pedidos de socorro que recebe”.
O comandante lamenta apenas que a Autoridade Nacional de Protecção Civil não tenha ainda disponibilizado uma verba para pagar o arranjo de um veículo de combate a incêndio que ficou destruído no verão passado e que ainda não foi substituído.
@Lusa
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Sociedade

Meteorologista amador de Abrantes presta serviço importante à comunidade
Apaixonado pelos fenómenos da meteorologia, Hélder Silvano faz estudos, compilações, projecções e análises ao minuto de tal forma fiáveis que os bombeiros e a protecção civil distritais não dispensam os seus préstimos.
Hoje com 50 anos, o professor reformado dedica o seu tempo a múltiplas actividades recreativas, lúdicas e culturais mas a menina dos seus olhos é a estação meteorológica de última geração que tem no telhado de sua casa e o sítio na internet (meteoabrantes.pt) onde disponibiliza os seus estudos e projecções.
No fim de contas, um aparelho de medição de ultima geração com sistema de sensores que permitem medir a velocidade do vento, a temperatura e humidade relativa do ar, a quantidade de precipitação e a pressão atmosférica, para além de medir também a radiação solar e a radiação ultravioleta.
“Tudo começou com um percalço”, disse à Lusa, lembrando um passeio de barco pela albufeira de Castelo do Bode: “Era um dia típico de verão e estava sozinho em plena albufeira quando o meu barco se avariou. De repente, vinda do nada, uma tempestade brutal com trovoadas, raios e relâmpagos. E eu ali”.
Ao ver os raios a caírem à sua volta, atraídos pela água, Hélder Silvano teve a noção que o seu corpo estaria a servir de para raios e que o seu fim estaria próximo. Acabou por ser salvo por um campista mas, “a partir daquele momento comecei a ler e a interessar-me pelo estudo deste tipo de fenómenos”, recordou.
Mais do que um passatempo, a interacção entre bombeiros e protecção civil projectam hoje a sua actividade para um “espírito de missão”, fruto da fiabilidade das suas projecções resultantes do cruzamento de dados com redes de meteorologistas amadores de todo o mundo.
Adelino Gomes, presidente da Federação distrital dos Bombeiros de Santarém e comandante do corpo de bombeiros de Constância, confirmou que não dispensa as consultas ao trabalho desenvolvido por aquele meteorologista amador, um trabalho que classificou de excepcional.
“A estação, o trabalho e a investigação que desenvolve é excelente e é através do seu sistema que fazemos os nossos briefings por ser muito fiável, por vezes mais fiável do que os dados disponibilizados pelo Instituto de Meteorologia”, acrescentou.
Além de ter sido dos primeiros a detectar a tempestade tropical ‘Grace’ ou de ter alertado para as condições propícias à formação do tornado que viria a assolar as localidades de Tomar, Sertã e Ferreira do Zêzere, em 2010, Hélder Silvano passou a encarar o seu passatempo com um espírito de missão depois de ter sido o responsável pela resolução de um incêndio de grandes proporções.
“Um incêndio enorme estava incontrolável e aproximava-se da povoação de Mouriscas quando detectei uma súbita mudança de direcção e de velocidade, típico dos finais de tarde. Alertei os bombeiros no terreno, eles reposicionaram-se e o fogo foi ter com eles. Morreu ali”.
@Lusa
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Saúde

Comissão de Utentes de Benavente vai realizar concentração junto da Administração Regional de Saúde
A comissão de utentes de Benavente anunciou hoje que vai realizar, na terça-feira, uma concentração junto à Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) em defesa da realização de consultas de especialidade na Misericórdia local.
“Vamos entregar uma primeira tranche com cerca de mil assinaturas para mostrar que não abdicamos de um direito e não aceitamos este tratamento discriminatório”, afirmou hoje à Lusa o porta-voz da comissão de utentes, Domingos David.
Os utentes estão impedidos, desde o dia 01 de Julho, de usufruir das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no recurso às consultas da especialidade, exames e tratamentos na Santa Casa da Misericórdia de Benavente, apesar do acordo assinado em Março entre a instituição e a ARS-LVT.
O problema é motivado por um procedimento administrativo que obriga os médicos a encaminharem os utentes do concelho de Benavente para o hospital de Vila Franca de Xira ou para hospitais de Lisboa quando necessitam de consultas de especialidade, exames ou tratamentos, ao contrário dos utentes dos concelhos vizinhos.
Uma reunião recente entre a direcção da Misericórdia e a ARS conduziu ao desbloqueamento das consultas de dermatologia e fisioterapia, mas os utentes do concelho de Benavente reclamam a disponibilização de todas as especialidades que estavam estipuladas no acordo anteriormente assinado entre as duas entidades.
“O Presidente da República e o primeiro-ministro têm afirmado que uma medicina de proximidade passa por colocar as misericórdias ao serviço das populações”, frisou o porta-voz da comissão para reclamar: “só pedimos é que ajudem a resolver este problema que só vem onerar o SNS”.
Segundo Domingos David, “já há pessoas que deviam estar em tratamentos, mas como não têm dinheiro para se deslocar, estão a abdicar de um direito”.
A comissão de utentes assegura “não parar, enquanto o problema não for resolvido”.
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Cultura

Santarém congratula jornalista Manuela de Azevedo
A Câmara Municipal de Santarém congratula a ilustre jornalista Manuela de Azevedo pelo 100º aniversário, que comemora no próximo dia 31.
A comemoração do centenário de Manuela Ferreira de Azevedo é celebrada com a Exposição da colecção de Arte contemporânea de Manuela de Azevedo, que está patente no Auditório Virgílio Arruda na Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire.
A exposição temporária anual, que tem bimensalmente em destaque uma das suas obras, reúne parte do espólio doado à Câmara de Santarém, no final dos anos 80, e contempla espólio bibliográfico e artístico: pintura, gravura e cerâmica, de arte contemporânea, de reconhecidos artistas nacionais e internacionais.
Manuela Azevedo decidiu doar parte do seu espólio a Santarém pelo “que a ligava a Camões”, para além da amizade que nutria por Fausto Sacramento Marques, governador civil em Santarém de 1974-1980 e que demonstrou interesse em receber o espólio. A Câmara de Santarém decidiu expor parte desse espólio no Auditório Virgílio Arruda, na Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire, de modo a poder ser visitada.
Manuela Azevedo, a primeira mulher, em Portugal, a receber a carteira profissional de jornalista, também professora, crítica de arte e escritora, completa 100 anos de uma vida dedicada à causa pública.
Foi professora, crítica de arte, escreveu e publicou dezenas de livros de poesia, contos, novelas, ensaios, biografias, crónicas, romance e peças de teatro.
O interesse de Manuela de Azevedo pelo jornalismo surgiu com a leitura do jornal “O Século”, do qual o pai era correspondente em Mangualde.
Em 1935 lançou o livro de poemas “Claridade”, com prefácio de Aquilino Ribeiro, e entrou pouco depois para o mundo do jornalismo, no Jornal “República”. Esteve vários anos no “Diário de Lisboa”, onde assinou dezenas de reportagens, e terminou a sua carreira profissional no “Diário de Notícias”, destacando-se na reportagem e na crítica teatral.
Para além do trabalho como jornalista, Manuela de Azevedo publicou livros de poesia, contos, novelas, ensaio, biografias, crónicas, romance e teatro.
Durante as últimas décadas fundou e dirigiu a Casa-Memória de Camões, em Constância.
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domingo, 21 de agosto de 2011

Meteorologia

Ventos fortes arrancaram telhados e derrubaram árvores no concelho de Rio Maior
Ventos muito fortes que se fizeram sentir na noite de ontem no concelho de Rio Maior arrancaram os telhados a alguns armazéns e arrecadações agrícolas, tal como várias árvores, disse à Lusa fonte do comando distrital de operações de socorro (CDOS) de Santarém.
Arruda dos Pisões, Boiças, Outeiro da Cortiçada, Quintãs e Vale da Rosa, no concelho de Rio Maior, foram as localidades mais atingidas pela "espécie de mini tornado", como descreveu a mesma fonte.
As "rajadas de vento muito forte" fizeram-se sentir pelas 20h30 de sábado, durante "cerca de dez minutos", adiantou a mesma fonte. "Não há conhecimento de que tenham sido afectadas habitações" nem há registo de feridos, acrescentou.
Além de terem destruído total ou parcialmente alguns telhados e de terem arrancado árvores, os ventos "arrastaram pelas ruas contentores de lixo" e "muitos detritos", disse um responsável dos bombeiros voluntários de Rio Maior, que deslocaram para a área afectada treze elementos e quatro viaturas.
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Agricultura

Abrantes: Procura de cabazes hortofrutícolas distribuídos por pequenos agricultores excede expectativas
A procura de cabazes hortofrutícolas distribuídos semanalmente por meia dúzia de pequenos produtores da região de Abrantes excedeu as expectativas, tendo esgotado largamente a capacidade de resposta, disse à Lusa um dos coordenadores do processo.
O projecto PROVE – Promover e Vender é dinamizado em Abrantes, Constância e Sardoal pela TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, no âmbito do Programa Nacional de Desenvolvimento Rural.
O objectivo é a promoção de novas formas de comercialização de circuito curto, nomeadamente de produtos agrícolas entre pequenos produtores e consumidores, contribuindo para o escoamento dos produtos locais.
No Ribatejo Interior, os cabazes hortofrutícolas começaram a ser comercializados em Setembro de 2010, tendo cerca de uma centena de consumidores aderido à iniciativa, comprometendo-se a adquirir um cabaz semanalmente sendo este composto por variadas frutas e vegetais, provenientes das hortas de seis produtores da região.
O peso por cabaz varia entre os sete e os 9 quilos, ao preço unitário de dez euros.
João Dias, produtor de agriões em modo biológico e um dos coordenadores do projecto PROVE em Abrantes, disse à Lusa que, em apenas um mês, o número de aderentes ao projecto subiu de 32 para 80 e que hoje, quase um ano volvido, “existe uma lista de espera de 100 pessoas” uma vez que os agricultores não têm capacidade de resposta a todas as solicitações.
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sábado, 20 de agosto de 2011

Cultura

Alpiarça: Aldeia avieira do Patacão acolhe II Festival após acção de limpeza
Três mil pessoas são esperadas para o II Festival do Patacão, aldeia avieira desabitada há vários anos e que hoje foi alvo de uma ação de limpeza e reabilitação por um grupo de cidadãos.
A decorrer entre os dias 26 e 28 de agosto, o II Festival do Patacão é organizado pela Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça (AIDIA), entidade que organizou pelo terceiro sábado consecutivo operações de limpeza naquela aldeia avieira candidata a património nacional.
Em declarações à agência Lusa, João Serrano, presidente da AIDIA, membro do consórcio dos avieiros, disse que na campanha participaram cerca de 30 pessoas, munidos de máquinas e ferramentas e imbuídos do espírito de valorização do projeto de defesa da cultura avieira.
“Promover a limpeza da aldeia avieira do Patacão, da sua praia fluvial, areal e envolvência natural é um orgulho para nós uma vez que estamos assim a valorizar o nosso património cultural e a valorizar a candidatura da cultura avieira a património nacional e da UNESCO”, observou.
“A aldeia está desabitada há 25 anos mas as casas permanecem habitáveis, tirando as silvas e as ervas. No Patacão parece que o tempo parou”, referiu João Serrano, acrescentando que o projecto de recuperação visa a reabilitação da aldeia para a incluir nos roteiros do turismo cultural português.
O II Festival do Patacão, “Patacão Summer Party”, no dizer do dirigente associativo, vai decorrer no interior das casas desabitadas e estender-se-á pelo areal da praia fluvial, à luz de velas, fogueiras e archotes.
“No Patacão não existe electricidade pelo que recorreremos a um gerador”, afirmou o responsável, tendo assegurado que o “ponto forte da festa” é a iluminação a gerador.
“Em cada árvore vamos ter luz indirecta com recurso a projectores que também vão estar direcionados para o areal. Na praia, as fogueiras e as tendas junto às marachas, com choupos, salgueiros e freixos, proporcionam uma ambiência mística e única”, relevou.
Para os três dias em que a aldeia do Patacão recupera a sua vida, a organização preparou noites românticas com destaque para as baladas e para a música de dança, tendo convidado para o efeito vários artistas amadores da região.
Actividades de lazer e de contacto com a natureza, insufláveis e jogos de paint ball estão também incluídos no Festival do Patacão, evento que tem entradas livres.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Empresas

“Águas do Ribatejo” anuncia conclusão de obras no concelho de Salvaterra de Magos
A empresa intermunicipal de águas e saneamento, Águas do Ribatejo, anunciou hoje que estão a ser concluídas obras no valor 7 milhões de euros em Salvaterra de Magos.
Segundo informa a empresa em comunicado, as referidas obras de saneamento e abastecimento de água estão integradas na primeira fase da intervenção neste concelho.
O investimento mais significativo neste plano de obras foi o da construção da rede de drenagem de águas residuais domésticas na freguesia do Granho, uma obra que custou 1,2 milhões de euros e que tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2012.
Concluídas estão já as obras das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Glória do Ribatejo (825 mil euros), de Várzea Fresca (830 mil euros), de Granho (740 mil euros) e de Foros de Salvaterra (1 milhão de euros), adianta o comunicado da Águas do Ribatejo.
Em curso está também a execução dos subsistema de abastecimento Muge/Sabugueiro, com um furo de captação e um reservatório apoiado em Muge, uma empreitada com custo estimado de 500 mil euros e deve ficar pronta até ao final do ano.
Segundo a Águas do Ribatejo, estas obras orçadas em 7 milhões estão integradas no investimento de 15 milhões de euros previsto para este concelho e a realizar até 2015.
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Sociedade

Movimento Cívico pede esclarecimentos ao governo sobre situação da Estrada Regional 361
O Movimento Cívico pela Repavimentação da Estrada Regional 361 escreveu ao primeiro-ministro a pedir esclarecimentos sobre os atrasos das obras no troço entre Alcanede e Alcanena, de acordo com o comunicado a que Lusa teve hoje acesso.
O movimento criticou, no mesmo comunicado, a alegada falta de respostas da empresa Estradas de Portugal aos pedidos de esclarecimento sobre os atrasos no lançamento do concurso da primeira fase desta beneficiação.
Na carta, enviada a Pedro Passos Coelho e ao ministro da Economia e das Obras Públicas, Álvaro Santos Pereira, o movimento acusou o Estado de “defraudar as expectativas de mais de 4.600 cidadãos eleitores que assinaram uma petição e que acreditam no início das obras, pelo menos na primeira fase, entre Alcanede e Amiais de Cima".
O movimento sublinhou que esta situação é "um exemplo ruinoso de como o Estado português tem tratado as empresas e as pessoas” e questionou “por que razão o governo não disponibiliza, a quase insignificante quantia de um milhão e 700 mil euros, que é quanto custa a primeira fase da obra e que tantos benefícios trará à região?”.
O anúncio da adjudicação desta obra foi feito em Outubro do ano passado mas, segundo o movimento de cidadãos, faltam as assinaturas do contrato entre a Estradas de Portugal e a empresa vencedora do concurso público, a Construções Júlio Lopes.
Em Abril do ano passado, este movimento realizou uma grande marcha de protesto que juntou centenas de pessoas e automobilistas contra o mau estado do pavimento desta estrada regional que faz a ligação entre a freguesia de Alcanede (concelho de Santarém) e o concelho de Alcanena.
@Lusa
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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Autarquias

Autarquia de Rio Maior homenageou Eugénia Lima
O Município de Rio Maior homenageou simbolicamente a acordeonista Eugénia Lima pela passagem do seu 40.º aniversário de residência no concelho.
Eugénia Lima, nascida em Castelo Branco a 29 de Março de 1926, fixou residência na cidade Riomaiorense, em Agosto de 1971.
O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Carlos Frazão, declarou , “é com todo o prazer que a Câmara Municipal presta esta singela homenagem a Eugénia Lima, manifestando o agradecimento por tudo aquilo que tem feito nestes 40 anos, tendo levado bem longe o nome de Rio Maior”.
Eugénia Lima agradeceu esta homenagem e emocionada afirmou que “40 anos de Rio Maior são uma vida. Eu já conhecia Rio Maior desde os meus 15 anos e sempre gostei bastante desta terra, mas estava longe de imaginar que iria cá acabar os meus dias. Rio Maior é uma cidade que se tem projectado não só através do país mas através do mundo, pelos seus mais diversos feitos”
A conceituada acordeonista disse a terminar que estava bastante agradecida à Câmara Municipal, “é mais uma homenagem na minha carreira e as que vêem de Rio Maior são sempre mais gratas”.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Saúde

Médicos da Costa Rica continuam sem dar consultas no distrito
Segundo comunicado do Bloco de Esquerda (BE), os médicos Costa-Riquenhos, colocados no distrito de Santarém, continuam sem poderem dar consultas.
Diz a nota da força partidária, “apresentados há meses como um valioso contributo para resolver a falta de médicos de família no distrito de Santarém, cerca de uma dezena de médicos oriundos da Costa Rica continua sem documentação que os habilite a dar consultas e, portanto, sem trabalhar” adiantando, “na altura, da chegada dos médicos a Centros de Saúde como Almeirim, Torres Novas e Entroncamento, mobilizaram-se os mais diversos recursos para assegurar o concurso dos clínicos, estando inclusivamente algumas autarquias a suportar as respectivas despesas de alojamento. Após três meses a receber vencimentos no nosso país, nenhum dos médicos da Costa Rica ainda viu sequer um doente. Dos cofres do Estado já terão saído mais de 50 mil euros, para manter cerca de 10 médicos inactivos”, sublinha o documento, “numa altura em que há milhares de utentes do distrito de Santarém sem médico, é inadmissível a subsistência deste quadro”, conclui.
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sábado, 13 de agosto de 2011

Instituições Sociais

Atalaia no concelho de Vila Nova da Barquinha tem nova Creche e Centro de Dia
Trinta anos depois de pensada a obra, a nova creche e centro de dia de Atalaia, em Barquinha, vai entrar em funcionamento, anunciaram os responsáveis do Centro Social Paroquial local.
Com um investimento de 700 mil euros, comparticipado pelo programa governamental PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais), o novo centro de dia, creche e serviço de apoio domiciliário vai criar 18 postos de trabalho e servir cerca cinco dezenas de idosos e mais de trinta crianças.
Em declarações à agência Lusa, o padre José Manuel Laranjeira afirmou sentir “orgulho de ser padre numa terra de gente tão teimosa”, lembrando as três décadas de trabalho e angariação de fundos e boas vontades para a concretização daquele equipamento.
“O meu orgulho é hoje uma honra, porque a teimosia deste povo tornou-se persistência”, afirmou, lembrando que o equipamento vai ser alvo de uma bênção este domingo, por ocasião das festas populares da freguesia.
“A ideia decorreu das necessidades sentidas nos anos oitenta e o pároco meu antecessor e a comissão paroquial de então procurou dar-lhe corpo”, lembrou, tendo acrescentado que o que se conseguiu foi um terreno e um anteprojecto.
“Não tendo sido possível reunir os apoios necessários a ideia ficou na gaveta”, continuou, observando que, no entanto, o seu antecessor “conseguiu o mais difícil: que a ideia entranhasse, tornando-se um sonho colectivo.
“E os sonhos colectivos não morrem”, vincou.
A entrada em funcionamento daquelas três valências está agendada para o início de Setembro, a inauguração oficial fica para “quando for possível”.
A creche terá capacidade para 33 crianças entre os 3 meses e os 3 anos de idade, ao passo que o centro de dia ficará apto para acolher 25 utentes e prestar apoio domiciliário a cerca de 20 idosos.
Fernando Freire, vereador com o pelouro da acção social, manifestou à Lusa a sua “alegria e satisfação” pela concretização de uma antiga aspiração da comunidade de Atalaia, tendo acrescentado que o progresso de um município “mede-se, em boa medida, pela criação de um sólida rede social para todos, com capacidade de encontrar respostas às necessidades humanas em todas as idades, desde as crianças aos idosos, e em especial às famílias mais carenciadas”.
Segundo adiantou, em breve irá nascer também em Vila Nova da Barquinha um lar residencial e residências autónomas direccionadas especialmente para o deficiente adulto, um investimento que tem financiamento “assegurado”.
@Lusa
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sociedade

Cartaxo: Homem desaparece nas águas do Tejo
Um homem de 35 anos desapareceu hoje à tarde nas águas do rio Tejo, junto ao cais de Valada, no concelho do Cartaxo, informou fonte dos bombeiros.
Segundo o comandante dos bombeiros municipais do Cartaxo, Mário Silvestre, o homem desapareceu cerca das 14:30 de hoje, quando estava a tomar banho numa zona interdita, junto do cais dos barcos, na freguesia de Valada.
A vítima, natural de Vila Franca de Xira, estava acompanhada pela filha que conseguiu sair da água, acrescentou o responsável.
As buscas decorrem desde as 15:00 e deverão ser interrompidas cerca das 19:30.
Mário Silvestre explicou que esta zona estava interdita a banhos porque aqui existem correntes fortes e zonas com uma profundidade de 6 metros.
Um familiar da vítima sofreu um ataque cardíaco e foi transportado ao hospital de Vila Franca de Xira para ser assistido.
No local estiveram um barco dos bombeiros do Cartaxo, duas ambulâncias, uma Viatura Médica de Emergência (VMER) do Hospital de Santarém e a GNR.
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Saúde

Benavente: População do concelho pode usufruir de consultas de dermatologia e tratamentos de fisioterapia na Santa Casa da Misericórdia
A população do concelho de Benavente vai poder usufruir de consultas de dermatologia e tratamentos de fisioterapia na Santa Casa da Misericórdia local, afirmou hoje à Lusa o provedor da instituição.
“Ficou acordado com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) que iriam permitir que os médicos pudessem referenciar os utentes de Benavente nas áreas da dermatologia e fisioterapia”, explicou o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Benavente (SCMB), Norte Jacinto.
Os utentes estavam impedidos, desde o dia 01 de Julho, de usufruir das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no recurso às consultas da especialidade, exames e tratamentos na Misericórdia, apesar do acordo assinado em Março entre a instituição e a ARS-LVT.
O problema motivou uma reunião entre a Santa Casa e a ARS, na qual esteve em cima da mesa os incómodos causados por um procedimento administrativo que obrigava os médicos a encaminharem os utentes do concelho de Benavente para o hospital de Vila Franca de Xira ou para hospitais de Lisboa quando necessitavam de consultas de especialidade, exames ou tratamentos, ao contrário dos utentes dos concelhos vizinhos.
“Estamos a aguardar que a situação seja desbloqueada ainda durante esta semana”, adiantou o provedor.
Sublinhando a importância do regresso das consultas de dermatologia e dos tratamentos de fisioterapia, o responsável assegurou, no entanto, que a Misericórdia “não vai parar” até conseguir o regresso de todas as especialidades acordadas em protocolo.
“Não se faz um protocolo para se pôr na gaveta”, por isso, “vamos continuar a pugnar pelo seu cumprimento”, disse.
Uma opinião partilhada pela comissão de utentes de Benavente que está a promover um abaixo-assinado para entregar ao presidente da ARS-LVT a exigir o acesso a todas as consultas de especialidade na Misericórdia.
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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Autarquias

Autarquia da Chamusca espera receber em breve verbas indevidamente cativas pela Administração Central
A câmara da Chamusca espera começar a receber em breve as verbas indevidamente retidas pela administração central desde Janeiro, num valor próximo dos 600.000 euros, fundamentais para pagar a fornecedores, disse hoje à Lusa o presidente da autarquia.
Sérgio Carrinho reuniu-se hoje com o secretário de Estado da Administração Local, um encontro que, disse à Lusa, correu “bem”, já que a reivindicação da autarquia “está a ser objecto de apreciação”.
Em causa está a cativação de 90.000 euros mensais decretada por em 2009 por a Chamusca ter ultrapassado o limite de endividamento líquido, situação que deixou de se colocar no início deste ano, sem que tenha cessado a respectiva cativação.
A Direcção Geral das Autarquias Locais confirmou em Julho a saída de incumprimento e deverá, “dentro de dois ou três dias”, indicar quando vai começar a reembolsar o município pelas verbas indevidamente cativadas e suspender a retenção já a partir da próxima tranche de transferência, afirmou.
Além desta verba, a Chamusca reclama o pagamento de mais de 500.000 euros devidos pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo, correspondentes ao valor pago pelo município para reparação dos diques do concelho.
Segundo Sérgio Carrinho, a ARH assumiu o compromisso de pagar metade dessa verba ainda este ano e a outra metade em 2012, o que a autarquia aceitou por “compreender as dificuldades”.
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Lazer

Vila do Sardoal recebe II Festival Alternativo
A vila do Sardoal recebe, nos próximos dias 19 e 20, o II Festival Sardoal Alternativo 2011, uma mostra de música alternativa que se quer afirmar também no combate pela sustentabilidade do planeta.
Organizado pela Estímulo, Associação de Jovens de Sardoal, o festival conta, dia 19, com as participações dos Bizarra Locomotiva, Phanton Vision, The Grim Reaper Society e os dj Alpha e Mofo e, dia 20, dos Jah Vai, Soul Brothers Empire, Kwantta, P.L.C. e dj Xoices.
A organização quer associar o evento à sensibilização pela sustentabilidade do planeta, através dos princípios do Movimento Zeitgeist (espírito da época), e à solidariedade social, vertente que vai desenvolver com os serviços de acção social do município visando a recolha de alimentos e vestuário para famílias carenciadas.
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Ambiente

Autarquia de Alcanena coloca oleões no concelho
A Câmara Municipal de Alcanena está a colocar oleões – equipamentos de recolha selectiva de óleos alimentares usados – em cada uma das dez freguesias do concelho, estando prevista a disponibilização de um total de 22 exemplares deste novo ecoponto.
Numa primeira fase, foram já colocados 11 oleões: 2 na freguesia de Alcanena (nas localidades de Alcanena e Gouxaria) e 1 em cada uma das restantes sedes de freguesia.
No próximo mês de Setembro arranca a segunda fase deste projecto, com a colocação de mais onze unidades, tendo em vista a disponibilização de pelo menos um equipamento em cada uma das localidades do concelho.
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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sociedade

GNR deteve três homens suspeitos de furtos em residências no concelho de Almeirim
A GNR deteve hoje três homens, residentes nos concelhos de Santarém e Almeirim, por ter encontrado na sua posse artigos provenientes de furtos ocorridos em residências no concelho de Almeirim.
Em comunicado, a GNR afirma que as detenções e as apreensões decorreram durante a execução de dois mandados de busca domiciliária ocorridos em residências situadas nas freguesias de Fazendas de Almeirim e de Santa Iria da Ribeira de Santarém.
Nessas buscas foram apreendidos vários artigos de audiovisual, multimédia, consolas de jogos, suportes magnéticos de filmes e jogos, acrescenta o comunicado.
Os detidos, que têm entre 21 e 25 anos, foram constituídos arguidos.
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Sociedade

GNR recebeu este ano mais de meio milhar de queixas por furto de cobre
O comando territorial de Santarém da GNR recebeu 542 queixas de furtos de cobre nos primeiros sete meses deste ano, um crescimento de 23 por cento em relação a igual período do ano passado (441).
Segundo dados fornecidos à agência Lusa, a grande maioria das queixas apresentadas à GNR são feitas pela EDP (287 em 2010 e 316 este ano), seguindo-se os furtos de cobre em pivôts de rega (44 em 2010 contra 58 este ano).
Os furtos em propriedades agrícolas, residências, obras e armazéns regista igualmente um crescimento (de 39 em 2010 para 64 este ano), o mesmo acontecendo com os furtos de cobre em telecomunicações (com as queixas a subirem de quatro para 24). Seguem-se os “outros” furtos com 80 queixas (contra as 67 do período homólogo).
Apesar da grandeza dos números, o comandante da GNR no distrito, Corte-Real Figueiredo, disse à Lusa que estes ficam muito aquém da realidade, porque muitos agricultores ou não chegam a apresentar queixa ou quando se apercebem dos furtos já passaram alguns dias.
O elevado número de furtos no campo – que, além do cobre, inclui furtos de culturas e gado – deixa os agricultores e as associações que os representam “muito preocupados”.
A tal ponto que os responsáveis de associações contactados pela Lusa pedem para se manterem no anonimato, alegando o receio de estarem perante “criminosos mais ou menos organizados”, que podem “retaliar” junto dos técnicos e dos agricultores que andam “expostos” nos campos.
“Além de policiamento visível, as associações regionais reclamam que as confederações, que possuem juristas, consigam, junto dos ministérios da Agricultura e da Justiça, a alteração das leis”, disse um dos dirigentes à Lusa.
No seu entender, só com penas mais pesadas é que o crime deixará de compensar, pelo que os agricultores querem que os tribunais passem a considerar não apenas o valor do produto furtado mas sim do prejuízo global causado.
Por outro lado, pedem mais fiscalização, tanto policial como das Finanças, quer junto dos receptadores de cobre como junto dos vendedores de beira da estrada.
“Quando numa noite desaparecem de um campo duas ou três toneladas de batata não são para matar a fome de alguém, mas para vender, e isto é dramático porque tem vindo em crescendo”, disse um dos agricultores.
Segundo uma das organizações, os agricultores têm vindo a aderir ao sistema de vigilância que resultou de um protocolo entre o Governo Civil de Santarém e o Ministério da Agricultura, com a colocação de alarmes nos pivôts de rega, mas, frisou, a medida não será eficaz se não houver resposta imediata das forças de segurança.
Por outro lado, estão a inventariar os equipamentos para que as rotas das patrulhas da GNR tenham em conta os locais de potencial risco, disse.
Para o comandante territorial da GNR, é impossível pensar que pode existir um militar junto de cada pivôt ou de cada poste da EDP, pelo que a instalação de alarmes nos pivôts e nos barracões agrícolas, que dão o alerta na sala de situação da GNR, permite uma resposta mais rápida. “Este é o caminho”, disse à Lusa.
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Sociedade

CAP exige patrulhamentos nos campos agrícolas
A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) considera que os furtos nos campos agrícolas estão a assumir uma dimensão preocupante e pediu uma reunião ao ministro da Administração Interna para exigir patrulhamento.
João Machado, presidente da CAP, disse à agência Lusa que espera reunir-se com o ministro Miguel Macedo ainda este mês porque “há questões de matéria urgente e de vida ou morte”, já que há agricultores a perderem a capacidade de voltar a produzir, com risco de “desaparecimento do tecido produtivo”.
Segundo disse o líder da CAP, além dos furtos de cobre, que geram prejuízos avultados pelos danos que provocam, há um número crescente de furtos de gado, de culturas e até relatos de plantas novas de oliveira e vinha arrancadas numa só noite.
Sublinhando que os furtos que se têm vindo a registar nos campos exigem uma “logística” por parte dos assaltantes – num dos assaltos a um barracão foram levadas num camião todas as alfaias agrícolas, que tiveram que ser levantadas com uma grua, exemplifica -, João Machado considera que o problema só se resolve com patrulhamento.
“Queremos maior fiscalização, uma maior presença de forças, sejam da GNR sejam militares, na rua, e sobretudo durante a noite”, afirmou.
Para João Machado, a situação, que já relatou ao primeiro-ministro na reunião da Concertação Social, “é muito grave” e “se não houver segurança (esta actividade económica) vai desaparecer”, porque não são situações esporádicas.
“Andam os agricultores o ano inteiro para colher o que cultivaram e quando vão para colher não está lá? Ouvimos relatos todos os dias, o que é grave. Alguma coisa vai ter que ser feita”, frisou, advertindo que é preciso evitar “que se chegue às milícias populares”.
Segundo disse, já há agricultores a organizarem-se para vigiarem as suas culturas e o gado e, no seu entender, não se pode chegar ao ponto de se ter de ir dormir “de espingardas” para o campo.
“Há uma ameaça interna à segurança dos cidadãos”, disse, sublinhando que se a GNR não tem os meios necessários então que se recorra à ajuda do Exército, já que a sensação actual é de “impunidade total”.
Se os assaltantes não forem apanhados em flagrante não chegam sequer a ir a tribunal, pelo que no, seu entender, só a presença física das forças de segurança pode travar este flagelo.
Além da exigência de patrulhamento, João Machado admitiu a possibilidade de os juristas da confederação estudarem uma proposta de alteração à lei actual, que, segundo os produtores, não é suficientemente pesada quando se consegue que os assaltantes cheguem a julgamento.
@Lusa
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Locais

Mata dos Sete Montes em Tomar dá acesso ao Convento de Cristo
Os visitantes do Convento de Cristo podem agora chegar até ao monumento através de um percurso pedestre, na Mata dos Sete Montes, no qual foram colocados bancos que permitem momentos de repouso.
Este caminho é sugerido pela autarquia como alternativa às calçadas de Santiago e Santo André, que estão condicionadas devido às obras em curso na envolvente do convento.
O percurso da Mata dos Sete Montes é uma das obras da intervenção global prevista pelo PIVUT - Programa Integrado de Valorização Urbana de Tomar, que visa aproximar o Convento de Cristo ao centro histórico da cidade.
A obra (orçada em cerca de 200 mil euros) incluiu instalação de rede de iluminação e de sanitários e foi aproveitada para dotar o monumento de uma rede de saneamento para drenagem dos esgotos domésticos, refere a autarquia em comunicado.
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Sociedade

Detidos em Santarém quatro suspeitos de vários furtos
O núcleo de investigação criminal da PSP de Santarém deteve quatro homens, com idades entre os 20 e os 30 anos, suspeitos de serem os autores de vários furtos e roubos ocorridos nos últimos dias, tendo ainda apreendido diversos objectos.
Em comunicado, a PSP refere que os detidos, que foram constituídos arguidos, são suspeitos da prática de furtos de e no interior de viaturas, a estabelecimentos e a residências, bem como de alguns roubos.
Na operação, a PSP apreendeu tabaco que havia sido furtado de uma máquina que os assaltantes levaram de uma associação recreativa da cidade através do arrombamento da porta com recurso a um automóvel.
Foram ainda apreendidas duas viaturas que haviam sido furtadas, projectores de vídeo, autorádios, telemóveis e relógios, que estão a ser verificados e entregues aos proprietários.
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Cultura

Câmara de Santarém promove visitas à Casa-Museu da Fundação Passos Canavarro
A Divisão de Acção Social e Saúde da Câmara de Santarém está a promover visitas guiadas à Casa-Museu da Fundação Passos Canavarro.
Estas visitas têm como destinatários os idosos residentes no Concelho, com o objectivo de ocupar os seus tempos livres, ao mesmo tempo que se promove o Património Cultural.
A DASS desenvolve estas iniciativas, inseridas no Plano Gerontológico Municipal, durante os meses de Agosto, Setembro e Outubro.
Todos os anos são promovidas visitas a um espaço cultural, sendo que este ano convida os idosos a visitar a Casa-Museu, permitindo-lhes “ver o Tejo como Garrett o viu!”
Ao todo vão realizar-se 12 visitas, sendo o transporte disponibilizado pela Câmara de Santarém.
Os interessados devem informar-se e inscrever na Junta de Freguesia da sua área de residência.
A Casa-Museu Fundação Passos Canavarro tem uma localização ímpar. Sedeada na Casa adquirida, em 1841, por Passos Manuel e Gervásia de Sousa Falcão e imortalizada por Almeida Garrett nas “Viagens na Minha Terra” situa-se onde, nas origens da nacionalidade, conforme confrontações históricas, se situava o Paço de D. Afonso Henriques.
Neste propósito escreveu Garrett: “Notável combinação do acaso! Que o ilustre e venerando chefe do partido progressista em Portugal, que o homem de mais sinceras convicções democráticas, e que mais sinceramente as combina com o respeito e adesão às formas monárquicas, esse homem, vindo do Minho, do berço da dinastia e da Nação, viesse fixar aqui a sua residência no alcáçar do nosso primeiro rei, conquistado pela sua espada num dos feitos mais insignes daquela era de prodígios!” (in “Viagens na Minha Terra”, Cap. XXVIII”).
Em 1937, nasceu na Casa-Museu da Fundação Passos Canavarro, no quarto onde pernoitou Garrett, Pedro Canavarro - fundador e doador da Colecção que constitui o espólio desta Casa-Museu.
Em 2010, após uma primeira década de afirmação regional e nacional, iniciou as obras de restauro e reabilitação da sua Sede, situada na Alcáçova de Santarém, e na sua adaptação a Casa-Museu.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ambiente

Quercus contesta tratamento de resíduos hospitalares em incineradora a instalar na Chamusca
A associação ambientalista Quercus quer que os resíduos hospitalares que têm tratamento sejam excluídos da lista dos que serão enviados para a incineradora que vai ser instalada na Chamusca, cujo projecto se encontra em consulta pública.
Em comunicado, a Quercus contesta que a incineradora de resíduos hospitalares possa receber os resíduos de risco biológico (designados de Grupo III), que actualmente são tratados através de autoclavagem (uso do vapor para descontaminação), e os solventes, que estão a ser regenerados para posterior utilização.
Para a Quercus, além da incineração destes resíduos representar um aumento dos custos para o Estado, é também menos amiga do ambiente, já que origina “emissões de poluentes atmosféricos e cinzas perigosas”.
Segundo a associação ambientalista, a opção pela incineração destes resíduos, “além de perigosa para o ambiente, é contrária à nova Diretiva-Quadro sobre resíduos que dá prioridade à reutilização”.
De acordo com a Quercus, quase 50 por cento das 10.000 toneladas que representam a capacidade total do incinerador serão resíduos “que já hoje têm solução”.
Segundo afirma, trata-se de 4,5 toneladas por ano de resíduos do Grupo III, cuja incineração representará mais 3 milhões de euros na factura com o tratamento de resíduos hospitalares, “o que é inaceitável face à actual situação das contas públicas”.
A associação considera que o projecto, a instalar no EcoParque do Relvão, não está de acordo “com os critérios ambientais que a Câmara Municipal da Chamusca tem exigido a outros projectos que ali têm sido instalados”.
Contactado pela agência Lusa, o presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho, afirmou que o comunicado da Quercus será analisado na reunião do executivo autárquico, na próxima segunda-feira, assegurando que continuará a defender o que ofereça “melhores condições ambientais, de saúde e dos interesses das populações”.
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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Economia

Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém requer criação de Plano Nacional de Emergência
O presidente da Federação dos Agricultores do Distrito de Santarém requereu hoje aos deputados da comissão de Agricultura e Mar a criação de um Plano Nacional de Emergência devido aos prejuízos que os produtores de tomate e vinho vão ter.
De acordo com Armando Freitas, os produtores de tomate vão ter prejuízos na ordem dos 25 milhões de euros por causa do mau tempo que se fez sentir desde Maio.
“Ainda corremos o risco de sermos penalizados por Bruxelas por incumprimento das quotas”, acrescentou.
Segundo Freitas, o prejuízo no sector da vinha deve atingir os 75 por cento, mas “há quem diga que as coisas serão piores”.
Ao dar um exemplo, indicou que “a cooperativa de Almeirim, que costuma ter 20 milhões de litros, espera ter três ou quatro”.
Armando Freitas ressalvou aos deputados que, apesar desses prejuízos, as adegas cooperativas vão ter os mesmos gastos.
“A situação é sombria. Se não houver da parte do Governo alguma forma de entreajuda a este sector, as coisas vão complicar-se”, acrescentou.
“Defendemos a criação de um Plano Nacional de Emergência”, disse o presidente da Federação aos deputados.
O deputado do PSD Nuno Serra mostrou-se preocupado com a situação dos agricultores do Ribatejo, que afirmou “não ser habitual”.
Por seu lado, o socialista Miguel Freitas defendeu que “é preciso assegurar que os agricultores não perdem os fundos a que têm direito em Bruxelas”.
Para Manuel Isaac, do CDS-PP, o “grande problema é encontrar soluções para que as seguradoras assegurem estes problemas”.
O deputado Agostinho Lopes, do PCP, considerou que este problema está a atingir “dimensões trágicas para a vitivinicultura portuguesa, um setor estratégico para a economia” do país.
“Precisa de ter uma resposta imediata”, disse.
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Sociedade

Proprietária da instituição acusada de falta de assistência a idoso nega acto negligente
A proprietária da instituição da Póvoa de Santarém acusada de falta de assistência pelo familiar de um idoso, que morreu sábado, negou hoje à Agência Lusa qualquer acto negligente, assegurando que não possui um lar ilegal.
“Tenho uma casa de acolhimento, com três idosos”, disse, assegurando que tem “tudo legal” e atribuindo as acusações a desavenças familiares.
Ana Piedade disse ser falso que não tenha sido prestada assistência ao idoso, garantindo que este morreu no hospital de Santarém.
“Se ele estivesse morto, o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) não o teria levado”, disse.
Terça-feira, João Duarte, filho do idoso, disse à Agência Lusa estar convencido de que o pai já estaria morto quando o foi visitar sábado, acusando a instituição de não lhe ter prestado o devido socorro, o que atribuiu à convicção de que estava em situação ilegal.
Questionada pela Agência Lusa, a presidência do Instituto da Segurança Social (ISS) confirmou não estar licenciado qualquer estabelecimento para receber idosos na morada referenciada, situação que afirmava estar já sinalizada pelos serviços de Santarém ao Departamento de Fiscalização.
Segundo a presidência do ISS, está “neste momento em curso a programação da intervenção adequada”.
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Trânsito

Torres Novas: Homem morreu carbonizado em carro que se incendiou
Um homem morreu hoje carbonizado no interior da sua viatura, que se incendiou após um despiste, junto ao lugar de Sepeira, na freguesia da Meia Via (Torres Novas), disse à agência Lusa fonte da Protecção Civil.
Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro de Santarém, o acidente ocorreu cerca das 11:10, tendo estado no local cinco veículos e 18 elementos dos Bombeiros Voluntários de Torres Novas, o núcleo de investigação de acidentes da GNR e a PSP.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Saúde

Cerca de meio milhar de pessoas reunidas em Benavente iniciam abaixo-assinado para exigir acesso a consultas de especialidade na Misericórdia local
As cerca de 500 pessoas reunidas esta terça-feira à noite no cine teatro de Benavente foram as primeiras a subscrever um abaixo-assinado que exige o acesso às consultas de especialidade, exames e tratamentos na Misericórdia local.
Domingos David, porta-voz da Comissão de Utentes da Saúde de Benavente, disse à Agência Lusa que o objectivo é reunir nos próximos dias o máximo de assinaturas, para que o documento seja entregue ainda este mês, em moldes a definir, mas possivelmente com a presença da população, ao presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Rui Portugal.
“Este é um problema muito urgente, tão urgente que enchemos o cine teatro num mês de férias, [com] gente que veio de todas as freguesias do concelho”, disse, salientando que a reunião contou ainda com as presenças do provedor da Santa Casa da Misericórdia de Benavente (SCMB), de vereadores e presidentes de juntas de freguesia.
A população de Benavente contesta o facto de estar impedida, desde o dia 01 de Julho, de usufruir das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde no recurso às consultas da especialidade, exames e tratamentos na SCMB, ao contrário dos utentes dos concelhos vizinhos.
Em causa estará um procedimento administrativo que obriga os médicos de família a encaminharem os utentes do concelho de Benavente para o hospital de Vila Franca de Xira ou hospitais de Lisboa, apesar de existir um protocolo assinado em Março entre a ARS-LVT e a Misericórdia, que substituiu o que cessou a 30 de Junho, disse.
“Não vamos parar enquanto este protocolo não for respeitado”, afirmou, considerando uma “aberração” que a população que ajudou a construir o hospital da Misericórdia seja agora impedida de o poder usar.
Domingos David referiu ainda o acréscimo de custos que esta medida representa, não só para os utentes que têm de se deslocar, como para o próprio SNS.
“É irracional, além da ilegalidade que é o incumprimento do protocolo”, afirmou.
A comissão de utentes vai avançar com uma queixa junto do Provedor de Justiça e enviar um ofício a denunciar a situação ao Presidente da República e ao presidente da comissão parlamentar de Saúde, para que usem a sua “magistratura de influência”, adiantou.
Quinta-feira, a comissão de utentes será recebida pelos grupos parlamentares do PSD e do Partido Ecologista os Verdes, tendo os deputados António Filipe, do PCP, e João Semedo, do Bloco de Esquerda, entregue já no Parlamento requerimentos ao ministro da Saúde, disse.
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terça-feira, 2 de agosto de 2011

Sociedade

Morte de idoso leva familiar a acusar responsáveis de lar ilegal de não terem prestado o devido socorro
O familiar de um idoso acusou hoje os responsáveis do lar onde aquele se encontrava, na Póvoa de Santarém, que está em situação ilegal, de não lhe terem prestado o devido socorro, acabando por morrer no sábado passado.
A Lusa questionou o Instituto da Segurança Social (ISS), que confirmou não estar licenciado qualquer estabelecimento para receber idosos na morada referenciada, situação já sinalizada pelos serviços de Santarém ao Departamento de Fiscalização.
João Duarte disse à Lusa que no sábado, quando foi visitar o pai, o encontrou lívido, sentado numa cadeira de rodas no meio da sala, entre os outros utentes, tendo de imediato chamado o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
A morte do idoso foi declarada já no hospital de Santarém, mas João Duarte está convencido de que o pai já estava morto quando o encontrou, convicção agravada com a declaração de uma funcionária de que havia avisado há uma semana a sua irmã de que ele não estava a passar bem.
Na ausência de resposta da familiar contactada, a instituição não moveu qualquer diligência no sentido de dar assistência ao seu pai, o que, no seu entendimento, só pode ser explicado com o facto de se tratar de um lar ilegal, afirmou.
João Duarte referiu que no início de Julho visitou pela primeira vez o pai neste lar, uma vivenda “imponente”, vedada aos olhares exteriores por chapas altas, para onde a sua irmã o havia mudado recentemente, e “não gostou” do que viu.
Não tendo encontrado qualquer registo do lar, enviou então um e-mail através da página da Segurança Social, dando conta da sua desconfiança, contou, lamentando que nada tenha sido feito entretanto.
Segundo a presidência do ISS, está “neste momento em curso a programação da intervenção adequada”.
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Autarquias

Câmara de Benavente coloca acção em tribunal contra Estradas de Portugal
A Câmara de Benavente entregou no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria uma acção administrativa comum contra a Estradas de Portugal, por incumprimento de um protocolo assinado em 2002 que estipulava o pagamento à autarquia de uma verba de 5.000 euros por quilómetro para manutenção de um troço de estrada que passou para o município.
A acção reclama o pagamento de 408.242 euros, acrescidos de juros, valor que segundo a autarquia corresponde ao pagamento de 5.000 euros por quilómetro para manutenção da estrada de ligação a Santo Estêvão, desde 2006 até à data.
A estrada foi passada para a responsabilidade da autarquia pelo então ICER, que, juntamente com o ICOR, deu mais tarde lugar ao Instituto de Estradas de Portugal (IEP), agora Estradas de Portugal.
As obras de recuperação foram suportadas pelo IEP através de fundos comunitários, estipulando o protocolo a transferência de verbas para a autarquia garantir a manutenção da via.
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Cultura

Santarém: Mais de sete dezenas de concorrentes ao Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno 2011
O Instituto Bernardo Santareno, criado pela Câmara Municipal de Santarém, recebeu um total de 71 peças originais concorrentes ao Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno, devendo o vencedor ser anunciado até 15 de Outubro.
Mais de metade das obras são de autores residentes na região de Lisboa e Vale do Tejo (51%), seguindo-se o Porto e Norte (18,3%), Centro (5,6%), Sul (4,2%) e Açores (1,4%).
Perto de 10 por cento das obras provêm de autores residentes no estrangeiro (Alemanha, Irlanda, Austrália e Brasil), afirma a autarquia em comunicado.
O júri do Prémio Nacional de Teatro Bernardo Santareno integra o presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José Manuel Mendes, a atriz Carmen Santos, o escritor Fernando Dacosta e o presidente do Instituto Bernardo Santareno, Vicente Batalha.
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Autarquias

Autarquia de Ourém investe em instituições de apoio a idosos
A Câmara Municipal de Ourém anunciou um investimento de 1,6 milhões de euros “para o reforço de respostas sociais” no concelho, tendo assinado contratos-programa nesse sentido na segunda-feira.
O Centro Social dos Bernardos vai receber 74 mil euros destinados à criação de uma valência de apoio domiciliário, enquanto o Centro de Terceira Idade da Gondemaria garante do município uma verba a rondar os 250 mil euros para a realização de obras no lar.
O Centro Social de Matas e a Associação de Bem-Estar da Urqueira são duas outras instituições que vão receber, respectivamente, 685 e 650 mil euros destinados às suas valências de apoio aos idosos.
O presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, salientou o facto de “este esforço adicional” do município acontecer “em tempos de grande atrofio financeiro”, mas permitir ao concelho “ficar um passo à frente no que se refere aos equipamentos de resposta às necessidades sociais”.
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Saúde

População de Benavente reúne-se esta noite para contestar o impedimento de recorrer a consultas de especialidade na Santa Casa da Misericórdia
A população de Benavente reúne-se hoje para contestar o impedimento de recorrer às consultas de especialidade e tratamentos na Santa Casa da Misericórdia, quando utentes de concelhos vizinhos continuam a beneficiar das comparticipações do Serviço Nacional de Saúde.
Domingos David, da Comissão de Utentes da Saúde de Benavente, disse à agência Lusa esperar uma forte participação das populações na reunião desta noite, porque existe “um sentimento de revolta e de injustiça muito grande”.
Segundo o representante, apesar de o protocolo entre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a Misericórdia de Benavente ter sido renovado em Março último, desde o passado dia 01 de Julho (data em que cessou o protocolo anterior) que os utentes são encaminhados pelos médicos de família para tratamentos, exames ou consultas de especialidade para Vila Franca de Xira ou Lisboa.
“É uma autêntica aberração. Os que ao longo de gerações construíram com dádivas e esforço [o hospital da Misericórdia] são agora impedidos de beneficiar desta obra, mas os dos outros concelhos dos agrupamentos de centros de saúde da Lezíria e do Ribatejo podem”, afirmou.
Segundo Domingos David, a Misericórdia de Benavente contestou formalmente o incumprimento do protocolo no passado dia 08 de Julho e a comissão de utentes enviou um ofício ao presidente da Administração da Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT), sem que tenha havido qualquer resposta.
“Não vamos parar até que a situação se resolva”, disse, considerando inadmissível que as pessoas, já com pouca capacidade económica, tenham que ter gastos suplementares com deslocações, ou deixem mesmo de fazer as consultas ou os tratamentos, quando o concelho tem um serviço “que satisfaz, com a qualidade que é requerida”.
A comissão de utentes reuniu-se com os grupos parlamentares do CDS-PP, BE e PCP, tendo uma audiência marcada com o PSD na próxima quinta-feira.
“Alguém com bom senso que ponha travão a isto”, pediu o representante.
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Empresas

Presidente da Câmara de Ourém preocupado com risco de falência da maior empresa privada do concelho
O presidente da Câmara de Ourém, Paulo Fonseca, afirmou hoje à Agência Lusa que o risco de falência da maior empregadora privada do concelho de Ourém, que tem 228 trabalhadores, é “motivo de grande preocupação”.
Na última sexta-feira o Tribunal de Ourém declarou insolvente a empresa Aquino Construções, S.A. e marcou para 27 de Setembro uma assembleia de credores.
“Há a questão social muito delicada, tendo em conta o impacto social que terá nas pessoas que ali trabalham”, disse o presidente da autarquia, garantindo que “a autarquia estará naturalmente disponível para ajudar no que for necessário”.
Por outro lado, Paulo Fonseca, explica que o município não pode ficar indiferente “à situação difícil da família proprietária da empresa, que muita riqueza trouxe ao concelho”.
Outro dos assuntos que preocupa o autarca respeita à requalificação da Avenida D. José Alves Correia da Silva, no centro de Fátima, e que se encontrava a cargo da Aquino Construções.
“A obra é comparticipada por fundos comunitários e há prazos que têm de ser cumpridos”, salienta.
Por esta razão vai solicitar na reunião camarária de terça-feira, marcada para as 09:30 horas, que lhe sejam delegados “poderes de decisão nesta matéria, para que seja possível agir com a maior celeridade possível”, argumenta Paulo Fonseca.
Em cima da mesa pode estar a rescisão do contrato, o que obrigaria a um novo concurso e que se aguardasse por novo visto do Tribunal de Contas.
Outra das hipóteses poderia passar por adjudicar a obra ao segundo classificado do concurso público ganho pela empresa agora envolvida no processo de insolvência.
A verdade é que, reforça o autarca, “é preciso entrar em contacto com o administrador da insolvência, colher contributos de diversas entidades e do Estado para se agir rapidamente, tomando a melhor decisão”.
Fundada em 1977, a Aquino Construções tinha várias obras em curso nos distritos de Santarém e Leiria, dedicando-se essencialmente ao sector de obras públicas.
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