sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Economia



Imagem:A.Anacleto
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Fábrica centenária de curtumes de Alcanena à venda em leilão
A empresa Motalca – Constantino Mota, SA foi este sábado a leilão, por decisão do Tribunal Judicial de Alcanena, após ter passado por uma situação de insolvência. A empresa com 110 anos de antiguidade, foi uma das pioneiras da indústria de curtumes no concelho de Alcanena. Há alguns anos entrou em dificuldades económicas tendo entrado numa situação de insolvência no passado mês de Fevereiro. Aquela unidade industrial, chegou a empregar mais de quatro centenas de trabalhadores, no entanto, quando entrou em insolvência tinha a laborar cerca de nove dezenas. Deste número cerca de metade, já se integraram nos quadros de outras unidades industriais do concelho.
Durante o leilão que se realizou na tarde deste sábado, foram leiloados vários “lotes”, onde se inseriam, Bens Imóveis, Bens Móveis, Equipamentos Industriais, Material Circulante, Equipamento Energético e Acções próprias pertencentes à empresa.
Um conjunto de lotes, onde constavam os Equipamentos Industriais, foi adquirido por uma proposta no valor de trezentos e trinta mil euros.
Em relação ao maior valor dos bens imóveis da empresa, onde se integram as instalações de fabricação e terrenos anexos, foi apresentado pela empresa leiloeira, um valor base de três milhões e seiscentos mil euros, surgindo apenas uma proposta no valor de quinhentos mil euros, não tendo sido a mesma entregue, ficando esta numa situação de “registo de ofertas” durante um período de trinta dias.
À conversa com Abílio Gomes e Isidro Semião, representantes dos trabalhadores da "Comissão de Credores", estes informaram, “que já foi activado o fundo de garantia ao trabalhadores, mas estes ainda não têm conhecimento quando vai ser liquidado”, esclarecendo ainda aqueles representantes que, “os trabalhadores são credores da empresa, de um montante que ascende a um milhão e novecentos mil euros”, manifestando-se os mesmos preocupados, “que os valores das propostas apresentados no leilão não cheguem a um montante suficiente para que os trabalhadores recebam os créditos que lhe são devidos na totalidade”.
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