Imagem:A.Anacleto
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Louçã voltou ao Ribatejo
Francisco Louçã, voltou esta 2ª feira, Aniversário da Implantação da República, ao distrito de Santarém para se integrar na campanha do BE às autárquicas.
Após passagem por Coruche e antes de visitar a Feira dos Frutos Secos em Torres Novas, almoçou na Carregueira, concelho da Chamusca, onde no seu discurso criticou o Governo PSD/CDS, na altura liderado por Durão Barroso, por tentar alterar a Constituição para que as «futuras constituições pudessem ser ou republicanas ou monárquicas».
Para Louçã, o princípio republicano «é o princípio elementar da democracia, que é o que torna todos iguais, na República todos são iguais em deveres e direitos, é a força da República». «República e democracia são uma e a mesma coisa», defendeu.
«Na monarquia há súbditos, o poder não é eleito, o poder do chefe de Estado passa dentro da família, por linhagem familiar e não pela responsabilidade da escolha democrática e o país está dividido em duas classes, os soberanos que têm o poder e os súbditos que têm de obedecer aos soberanos. A monarquia é o contrário da democracia», realçou.
«O grande combate pela República não é o que olha para trás, porque essa monarquia e essa arrogância está vencida para todo o sempre, agora é mero folclore dessa cultura reaccionária dos partidos da direita que ainda agitam de vez em quando a saudade do rei ou da corte ou da aristocracia ou dos privilégios. O que é preciso para a República é olhar para a frente, para o futuro, e ser mais exigente, ser mais republicana e ser mais democrática», sublinhou.
A meio da tarde em Torres Novas fez uma visita ao certame dos Frutos Secos, que está a decorrer naquela cidade, onde contactou a população e os expositores, acompanhado por elementos integrantes das listas à autarquia torrejana onde se incluíam Guilherme Pinto e António Gomes, cabeças de listas bloquistas à câmara e assembleia municipal, além de uma comitiva de apoiantes.
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