quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vida Autárquica

Reunião da Câmara de Almeirim marcada por linguagem obscena

Manuela Cunha, vereadora da CDU na Câmara Municipal de Almeirim acusa o presidente da autarquia, o socialista José Sousa Gomes, de a ter ofendido numa reunião pública, proferindo “palavrões” que “prefere não repetir”.
Aquela vereadora, disse hoje à agência Lusa que mais que as “asneiras”, o que mais a incomodou na reunião pública de quarta-feira foi a “acusação” feita por Sousa Gomes de que a vereadora seria “capaz de empurrar uma criancinha”, num local que denunciava pelos riscos que representa, “só para os culpar”.
“A coordenadora da CDU vai analisar, com juristas, se devemos ou não dar andamento a este caso”, adiantou.
Segundo afirmou, a irritação de Sousa Gomes terá sido provocada pela sua insistência quanto à existência de um local, na rua junto às piscinas, com um pequeno muro de “50 ou 60 centímetros”, do qual as crianças se podem facilmente abeirar e que, do outro lado, tem uma profundidade de seis metros.
Jjá por várias vezes pedi que fossem adoptadas medidas e que a resposta “foi sempre o silêncio”, na reunião desta quarta-feira lembrou “outros acidentes ocorridos no passado”, também em locais para os quais havia lançado alertas, e dos quais resultou, nomeadamente, a morte de um deficiente, para dizer que “se acontecer alguma coisa aqui terão que ser responsabilizados”, disse.
Manuela Cunha disse ainda à Lusa que, “irritado” com a sua insistência em relação a esta situação, Sousa Gomes proferiu as “asneiras” quando abordou a outra questão que tinha agendado para a reunião pública, a da necessidade de serem tomadas medidas para solucionar o excesso de população de pardais em certas zonas da cidade.
Aquela agência noticiosa, tentou contactar o presidente da Câmara Municipal de Almeirim para obter uma reacção a esta denúncia.
Em declarações ao jornal O Mirante, o edil justifica a linguagem utilizada afirmando que com as acusações da vereadora “nem um santo pode ficar impávido”.
“Fez-me alterar o espírito e acabei por utilizar um palavreado que não é normal”, acrescentou o autarca àquele jornal.
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