sábado, 30 de agosto de 2008

Coluna de Opinião

Por considerármos de alta relevância, decidimos transcrever mais um artigo de opinião do Escritor e Jornalista Baptista Bastos, este, publicado no Jornal de Negócios no dia 29.08.08.

A. Anacleto
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OS VELHOS JÁ NÃO CONTAM?

Portugal e a Europa envelhecem e, segundo as advertências de sociólogos e antropólogos, só a imigração pode salvar as veias esclerosadas de um continente sem tino e com poucos jovens propensos à procriação. O sistema capitalista parece ter urdido a teia do seu próprio esvaziamento. A globalização não resultou; ou, esclarecendo ...


A globalização não resultou; ou, esclarecendo: permitiu a acumulação de fortunas colossais e colocou na miséria mais desesperante milhões daqueles para quem o seu trabalho é insuficiente como garantia de subsistência. O excesso de ganância, a finança a sobrepujar a economia e esta a dominar a política resultaram nesta desorientação.
Mário Soares não se cansa de bater na mesma tecla. E se lermos, com a atenção que ela merece, a dr.ª Teodora Cardoso, entre alguns mais, aperceber-nos-emos de que, assim, as coisas do mundo encaminham-se para a catástrofe. O culto da juventude pela juventude, uma das componentes da ideologia do «mercado», fez rasto a partir da sombria década de 80. O Portugal do dr. Cavaco foi reflexo da Inglaterra de Margaret Tatcher e dos Estados Unidos de Ronald Reagan. O fim da História, como remate de uma era e nascimento de outra, promissora, próspera e feliz, fora «decidido» por um pensador menoríssimo, Fukuyama, no trilho de Milton Friedman. Nada de novo. Apenas o remanejar de teses que agitavam alguma nostalgia dos velhos autoritarismos, apoiados em poderosas empresas, nacionais e multinacionais.
Esta criação de «outro modelo» foi desastrosa. Em Portugal, o aparecimento de um magote de clones uns dos outros fez remover, de lugares importantes, não só a competência e a experiência – como, sobretudo, a memória. Um episódio: por esse tempo, fui redactor-principal de uma revista, «Época», do Grupo Impala. O director era Wilton Fonseca, que possuía uma visão aberta do que deveria ser uma publicação daquele tipo. Um grupo de excelentes jornalistas fora atraído pelo projecto de Wilton.
A certa altura, precisámos de um redactor que percebesse de economia. Fui encarregado de os entrevistar. Com a paciência que a minha tradicional impaciência julgava improvável, lá fui escutando os candidatos, para aí uns dez. Até que me surgiu pela frente, desenvolto, sem medo e sem fadiga, um rapaz cheio de gel, e vestido a preceito: fato cinzento, sapatos pretos envernizados, e botões de punho numa imaculada camisa. Entregou-me um currículo assustador. Pela acumulação de empregos onde já estivera e pela acumulação de erros gramaticais, de sintaxe e de bom senso. Devo dizer aos meus Dilectos que não cultivo a compaixão ante a ignorância nem a condescendência perante a soberba. Antes de começar a entrevista, o moço advertiu: «Quero ganhar seiscentos contos livres de impostos, cartão de crédito, e carro.» Ergui-me, estendi-lhe a mão: «Também eu queria.» O rapaz, que era apenas gel e sapatos pretos envernizados, chegou a director de duas publicações e, mais tarde, foi assessor de ministro. Perdi-lhe o trilho, mas mantive a memória.
«Deixem-nos trabalhar!», o estribilho de propaganda do cavaquismo, expunha a aparente virilidade daquela gente desembaraçada num cartaz onde todos estavam de mangas arregaçadas. O mal dos governos anteriores era diminuído com a promessa de novos tempos. Foi o que se viu. Até hoje não se apurou, com rigor e minúcia, o destino de rios e rios de dinheiro provenientes de Bruxelas. Com aquele dinheirão, até eu, chefe nominal de uma família empobrecida, até eu faria uma figuraça. Cavaco não foi tocado pela sensibilidade social, enquadrando esta palavra na mais ampla da sua definição. Além do que demonstra um atroz conservadorismo, cada vez mais evidente, nestas actuais funções. Transformou o dinheiro em betão, e esqueceu-se, por ignorância cava, a instrução, o apoio à investigação, os cuidados com a velhice. O culto da juventude pela juventude é um culto protofascista. Está nos livros e di-lo a experiência histórica. E as coisas não acontecem por acaso: isto anda tudo ligado, como avisou o poeta Eduardo Guerra Carneiro.
Portugal está cada vez mais velho e a precisar dos imigrados como factores determinantes da sua própria continuidade como nação. O racismo, a xenofobia, o desprezo pelo outro atira-nos para o abismo. É uma imprudência que pagaremos caro. Como a supressão dos velhos constitui a legitimação de uma peculiar violência. Quando um homem de quarenta ou cinquenta anos é atirado para o desemprego; quando uma mulher de trinta ou quarenta é estimulada a «reformar-se», fica obstruído o campo livre da memória e da experiência, em favorecimento daquilo que é absolutamente injustificável. A «renovação de quadros» é uma falácia, destinada, somente, a beneficiar a reduzida lista de gente, para a qual o mundo do trabalho será a execução de uma espécie de desprezo.

APOSTILA – A Imprensa, as televisões e as rádios portuguesas pouco nos informa da realidade política no Cáucaso. Escassamente se sabe do que ocorre no «outro lado.» Chega a ser ultrajante o modo e os estilo como «comentadores do óbvio», referem a trágica situação do que ocorre naquela parte da Europa. Temos de ler jornais estrangeiros (e, mesmo assim, nem todos) para obtermos as informações que nos permitem ajuizar os factos. Talvez seja um pouco pedante da minha parte, que não trago a verdade na mão, mas os Dilectos perdoar-me-ão se lhes assinalar um notabilíssimo artigo, «Moscou-Tbilissi: responsabilités partagées», assinado pelo professor de Oxford, Mark Almond, e publicado na edição de sexta-feira, 22 de Agosto, p.p., de «Le Monde.» É um documento admirável pelo registo pedagógico e pelo esclarecimento que faz da gravíssima questão caucasiana. Começa a ser abjecta a posição unilateral dos jornais portugueses sobre numerosos problemas que, directa ou indirectamente, afectam todos nós.
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Baptista Bastos – Escritor e Jornalista

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Eventos

OLHOS DE ÁGUA - FREGUESIA DE LOURICEIRA
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Noite Europeia dos Morcegos

O Centro Ciência Viva do Alviela – CARSOSCÓPIO comemora no próximo dia 30 de Agosto (sábado), pelas 19h30, a Noite Europeia dos Morcegos, evento realizado sob a égide do EUROBATS que será transmitido em directo pela recém inaugurada CvTv.
A “Noite Europeia dos Morcegos”, comemorada anualmente em mais de 30 países, resulta do “Acordo para a Conservação das Populações dos Morcegos Europeus”, a que Portugal aderiu em 1995.
As inscrições já se encontrem já esgotadas. No entanto, a “Noite Europeia dos Morcegos” pode ser acompanhada em directo no canal online da Ciência Viva (CvTv) a partir das 19h00.
Este evento marca ainda o início da disponibilização na internet dos recursos do Observatório dos Morcegos Cavernícolas (OMC) através do lançamento do site “Morcegos na Web”. Conseguido com a colaboração da Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e do PÚBLICO.PT, o site “Morcegos na Web” vai permitir utilizar remotamente os recursos do OMC e acompanhar em tempo real o dia-a-dia dos morcegos do Alviela através de quatro câmaras de infra-vermelhos instaladas nas grutas, manipuladas por um joystick que permite aproximar a imagem sem introduzir perturbação no meio.

AQUI FICA O PROGRAMA:
19:00 – Abertura do Programa Ciência Viva TV; lançamento do WebSite;
19:30 – Início da Noite Europeia dos Morcegos; Apresentação do programa e dos intervenientes;
19:35 – Início da Palestra multimédia (internet) / vídeo-conferência sobre os morcegos; Intervenção do EUROBATS - Acordo sobre a Conservação das Populações de Morcegos Europeus (via web);
20:00 / 21:00 - Observação da actividade das colónias residentes na Lapa da Canada através das câmaras do Observatório dos Morcegos Cavernícolas, com comentários e sessão de perguntas aos especialistas;
20:30 / 21:00 – Visita à Lapa da Canada para observação e detecção acústica das diferentes espécies de morcegos.
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A. Anacleto

Locais...



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Freguesia de Vila Moreira
Concelho de Alcanena


A freguesia de Vila Moreira, foi criada pelo Decreto Nº 994 de 29 de Junho de 1920, constituída a partir da antiga povoação de Casais Galegos.
É uma freguesia, onde sempre predominou a democracia, mesmo durante os tempos difíceis da ditadura do Estado Novo.
Localizada num monte, a dois quilómetros da sede do concelho, confina a norte, com a freguesia de Moitas Venda, pelo sul, com a freguesia de Louriceira, pelo nascente, com a freguesia de Alcanena e com o poente pela freguesia de Monsanto.
A igreja matriz foi começada a construir no ano de 1926. No entanto a primeira missa foi celebrada uma década depois, mais concretamente no dia 25 de Dezembro de 1936, ainda com as instalações incompletas, pois, só mais tarde a mesma foi concluída. O orago da freguesia é Nossa Senhora da Conceição.
Estão localizados nesta freguesia os montes “Penas dos Arrifes”, situados nas fraldas da Serra dos Candeeiros.
Continuam a realizarem-se os festejos populares alusivos ao S. João. Foi uma tradição que praticamente sempre foi preservada pelas gentes de Vila Moreira.
A freguesia sempre foi fértil em beneméritos. No tempo do Estado Novo já possuía Albergue para idosos, Cantina Escolar para crianças e Bairro para Pobres, todos mandados erguer por beneméritos da freguesia.
Ao longo das épocas, sempre primou pelo desenvolvimento industrial, o qual, destacamos a indústria de curtumes. Mas também no comércio e na agricultura sempre teve e continua a manter dinâmica forte.
Actualmente, a freguesia tem uma população de cerca de um milhar de habitantes, para uma área de cinco quilómetros quadrados.

A. Anacleto

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Coluna de Opinião

Por acharmos de elevado relevo, transcrevemos o artigo do Escritor e Jornalista Batista Bastos, publicado no Jornal Diário de Notícias, ontem dia 27.08.08
A. Anacleto
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POBRE POVO NAÇÃO DOENTE

Está uma batalha lá fora e os políticos não encontram melhor forma de reconhecimento do que se passa senão com dizer coisas sem sentido. A violência está a mudar (mudou) a nossa sociedade e põe em causa não apenas a face social do País como favorece a emergência de ataques à liberdade, em nome da segurança. As primeiras páginas dos jornais, os "alinhamentos" dos noticiários televisivos não se baseiam em princípios abstractos: a gestão do medo traduz a realidade do medo, e uma falta de confiança na avaliação dos políticos.
Impressionamo-nos com a crueza das imagens de brutalidade mas, a seguir, admitimo-las porque nos resignámos. Criou-se a mentalidade difusa, volatilizada, de que esta realidade é a concepção subjacente da "modernidade". Oculta-se a verdadeira razão: o capitalismo contemporâneo criou um indivíduo que recusa e resiste a qualquer forma de compromisso. Os laços sociais foram destruídos e o homem "moderno" encerra-se em si próprio, indiferente não só ao "outro" como relapso aos assuntos públicos.
As esferas estão demarcadas. Se, num lado, os guetos não ocultam a injustiça e são alfobres de ressentimento, resultantes das deformações sociais, no outro lado estão os condomínios fechados, que multiplicam as fronteiras entre dois mundos distintos. O que se entrevê como protecção transforma-se em couraça.
As classes dirigentes alteraram, dramaticamente, os espaços de aproximação afectiva. Vivemos num país, numa sociedade, que ignora o conceito de comunidade e de partilha para se converter numa massa esvaziada de substância.
A "prevenção" do crime está certa. Mas as declarações nesse sentido, proferidas por responsáveis da "segurança", desembaraçam-se de qualquer desejo de análise e de racionalidade. "Mais polícia" é paliativo; não é solução. A desumanização social, a deformidade e a abjecção que se encontram na natureza do sistema ganharam raízes na cultura dominante. A desigualdade na distribuição da riqueza é afrontosa. Os jornais informam que aquele multimilionário superou, em fortuna acumulada, aqueloutro; que "gestores" auferem reformas sumptuárias após meia dúzia de meses de exercício de funções; que a fuga aos impostos é uma prática só possível, e permitida, aos ricos - como se o valor de uma pessoa fosse, claramente, inferior ao de outra.
Dostoievski ensinou que o crime compensa. Raskolnikov é, unicamente, castigado pelo remorso. Sentimento que me não parece muito comum entre aqueles indicados. Henri Michaux, poeta de que gosto muito, autor, aliás, de um pequeno livro, Equador, este, sim, maior, escreveu: "Só lutamos bem por causas que nós próprios modelamos e com as quais nos queimamos ao identificarmo-nos com elas."

O português não é mobilizado porque é constantemente desprezado.
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Baptista-Bastos
Escritor e Jornalista
in DN . edic. 27.08.08

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Homenagem...



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Imagens dramáticas da Poluição do Rio Alviela na década de setenta do século passado.
A. Anacleto


“DIABO” vai ter busto junto à sua casa

A Câmara de Santarém atribui medalha de ouro a Joaquim Jorge Duarte o “Diabo”. No dia 6 de Setembro vai ser erguido um busto junto à sua casa em Pernes.
A Câmara de Santarém decidiu, por unanimidade, atribuir a medalha de ouro da cidade ao “Diabo”, pela luta que empreendeu durante décadas pela despoluição do rio Alviela.
Joaquim Jorge Duarte, morreu em 1991, foi um grande defensor pela defesa dos valores da democracia, da cidadania e da natureza até quase ao final da década de oitenta do século passado.
Francisco Moita Flores, Presidente da Câmara Municipal de Santarém disse que a evocação desta personalidade invulgar estará sempre associada à defesa do Alviela, no combate contra a sua destruição, à afirmação do princípio da vida sobre a determinação da morte. “A acção do Diabo, e dos seus companheiros de defesa pelo Alviela, alastrou a vagas crescentes e entusiastas, ultrapassou os limites do concelho e transformou esta causa num objectivo nacional”, pode ler-se na proposta feita pelo autarca e aprovada pelo executivo.
Esta é uma iniciativa que corresponde a diversas recomendações vindas da assembleia municipal.
Assim, no dia 6 de Setembro vai ser colocado o busto de Joaquim Jorge Duarte junto à sua antiga casa localizada na vila Pernense.
No ano de 1957 o Diabo teve a ousadia de organizar um abaixo-assinado dirigido a Salazar. Mais tarde, em Janeiro de 1970 recolheu amostras de água do Alviela em garrafões e levou-as à Assembleia da República, os quais, propositadamente os partiu nas escadarias daquelas instalações.
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A. Anacleto

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Artes...



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Imagens: A. Anacleto
Excerto da exposição de pintura de Orlando Gomes na Casa da Cultura em Alcanena
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QUANDO PINTO

Quando pinto,
escorrem-me entre os dedos
as tintas, belas,
e faço com elas
carícias suaves
às telas

O que pinto
á o teu corpo sensual
de mulher
é em ti que crio, desenho,
pinto e me entrego.
é por ti que me transcendo
e me transformo.

Lanço nas telas
golfadas de cor,.
mas é com o teu corpo
que sonho,
e onde sinto
o meu amor.
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Orlando Gomes - Excerto do livro "Viagem ao Interior da Solidão"

domingo, 24 de agosto de 2008

Outros Locais...



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Imagens: A. Anacleto

ALBURQUERQUE – Vila Histórica na Região Extremenha

A cerca de meia centena de quilómetros das fronteiras de Marvão e de Elvas, localiza-se uma vila espanhola, denominada Albuquerque.
Num roteiro pela mesma, encontrámos espaços de elevado valor histórico. A parte mais nova da vila encontra-se muito bem estruturada na vertente arquitectónica. Enquanto a parte histórica se encontra óptimamente conservada. Destacamos o Bairro Medieval - “Villa Adentro”, a Sinagoga, o Castelo de Luna, o Convento de Madre de Deus, a Igreja de S. Francisco, as Igrejas Paroquial de S. Mateus e de Santa Maria do Mercado, as Muralhas, e as Portas de Valência e La Villa, além de outros...
No âmbito da natureza e ambiental, deparámo-nos com o Rio Gévora, com excelentes galerias formadas por bosques existentes nas suas margens, onde abundam várias espécies de aves.
Se viajar por perto, sugerimos uma visita a esta simpática vila extremenha…

A. Anacleto

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Outros Locais...



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Imagens: A. Anacleto

CÁCERES - PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

Trilhando caminhos além fronteiras, visitámos a cidade histórica de Cáceres, no país vizinho de Espanha.
A pouco mais de cem quilómetros da fronteira de Marvão, deparámo-nos com esta histórica cidade com cerca de noventa e seis mil habitantes.
Cidade bem estruturada em termos arquitectónicos, com excelentes avenidas e com uma extremosa arrumação.
O Centro Histórico da cidade é rico em termos de monumentos. Antes de penetrarmos na parte monumental, encontrámos uma bela Plaza Mayor com uma arquitectura próprial.
Visitámos vários museus, dos quais destacamos o Museu da Cidade de Cáceres, onde se encontram inúmeras peças de arqueologia das épocas do paleolítico, das idades do cobre, do ferro e do bronze, a etnografia também está presente na Casa de las Veletas, no sector das Belas Artes estão presentes várias colecções artísticas da Arte Contemporânea. A peça fulcral que está exposta numa das salas é o quadro de Jesus Cristo Salvador de El Greco. Destacamos também a grandiosa Cisterna subterrânea de estrutura islâmica que ocupou a parte mais alta da cidade entre os séculos IX e XI.
Além do riquíssimo museu a zona histórica é composta por vários outros monumentos dos quais, destacamos a Concatedral de Santa Maria (s. XV-XVI), o Palácio Episcopal (s. XIII-XVIII), a Igreja de S. Francisco Xavier e muitos outros.

Sugerimos uma visita a esta cidade rica em história e arte…
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A. Anacleto

domingo, 17 de agosto de 2008

Viajando por outros locais...



Imagens: A. Anacleto
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Hoje fomos à descoberta do concelho do Fundão. Nos diversos locais que visitámos há um que nos deslumbrou. Foi no alto da Gardunha na freguesia de Alcongosta.
Ficámos surpresos e maravilhados com a paisagem e a lonjura da Cova da Beira visto daquele lugar. Deu-nos a sensação de que as serras se queriam “beijar”! Mas o vale longínquo e profundo assim o impede.
Sentimos uma quietude lá no alto. Escutámos o chilrear dos pássaros em liberdade. Quando olhámos a outra serra – a Estrela, recordámos os tormentos que passámos no dia anterior nos píncaros da Torre com as condições climatéricas altamente antagónicas em relação ao dia de hoje. Enquanto hoje o sol brilhou, ontem, foi a melancolia do vento agreste, do denso nevoeiro e da baixa temperatura, que fizeram sofrer os “cavaleiros do asfalto” e os milhares de adeptos, amantes do ciclismo que foram aplaudir os seus ídolos.
Sugerimos uma visita a estes locais maravilhosos, para conhecer as suas belezas paisagísticas e maravilhosa gastronomia.
A. Anacleto
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Fundão
O Fundão está localizado no sopé da Serra da Gardunha, no planalto da Cova da Beira, a uma altitude de cerca de 500 metros. É sede de um município com 701,65 km² de área e 31 482 habitantes, subdividido em 31 freguesias.
O Município é limitado a norte pelos municípios da Covilhã, Belmonte e Sabugal, a leste por Penamacor e Idanha-a-Nova, a sul por Castelo Branco, a sudoeste por Oleiros e a oeste por Pampilhosa da Serra.
História
Na Idade do Ferro, desde o ano 1000 a.C. até à sua destruição pelos Romanos, houve no topo do Monte de São Brás um Castro lusitano. Este foi substituido por uma vila ou núcleo de edifícios agriculturais no tempo do Império Romano (por baixo da Rua dos Quintãs). Julga-se que a villa foi substituida por uma mansão senhorial fortificada na Alta Idade Média.
O topónimo do local Fundão foi pela primeira vez referido em documento de 1307, e depois 1314 e 1320 referindo 32 casas. Nessa altura ficava aquém em população e influência, a várias aldeias que hoje fazem parte do seu concelho, como a do Souto da Casa.
A história do Fundão enquanto centro urbano preeminente é condicionada desde o início pelos Cristãos-Novos, assim como a dos concelhos vizinhos de Belmonte e da Covilhã. Após a expulsão dos judeus espanhóis (sefarditas) em 1492 pelos Reis Católicos Fernando e Isabela, grande número de refugiados veio a estabelecer-se na Cova da Beira, onde já havia minorias judaicas significativas. Foram estes imigrantes, fundando bairros dos quais o mais importante situava-se em volta da Rua da Cale (Rua do Encontro ou da Sinagoga em Hebraico, que permitiram ao local Fundão assumir as dimensões de uma verdadeira cidade. O influxo de mercadores e artesãos judeus transformaria a cidade num centro importante para o comércio e a industria. Com o estabelecimento da Inquisição, começaram as perseguições aos judeus e cristão-novos, tendo sido numerosas as expropriações, as torturas e as execuções. Ainda hoje são frequentes os nomes dos cristão-novos nos habitantes da região. A cidade perdeu assim nessa altura grande parte do seu dinamismo económico.
Em 1580 os notáveis da cidade deram o seu apoio ao Prior do Crato D. António, contra as pretensões do Rei de Espanha D. Filipe II (Filipe I de Portugal). Nesse ano elevaram unilateralmente eles próprios o Fundão ao estatuto de Vila. O concelho foi fundado em 1747 por ordem de D.Maria I, emancipando-o da Covilhã.
No período do Iluminismo do fim do Século XVIII, o então Primeiro Ministro do reino, o Marquês de Pombal, após equiparar legalmente os cristão-novos aos cristão-velhos, procurou restaurar a preeminência económica da cidade fundando a Real Fábrica de Lanifícios, onde hoje está situada a Câmara Municipal. Nessa altura voltaram a ser exportados em quantidade os tecidos de lã do Fundão. A cidade foi saqueada durante as Invasões Francesas, e voltou a sofrer durante a Guerra Civil entre os Liberais pró-D. Pedro II e os Conservadores pró. Miguel.
O Fundão foi elevado a Cidade em 19 de Abril de 1988.
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Freguesia de Alcongosta
Localização Geográfica:
Alcongosta fica situada em plena Serra da Gardunha, envolvido pelos imensos cerejais e as vistosas manchas de castanheiros e pinheiros de vários tipos, dando-lhe um conjunto ímpar de cores.
Alcongosta tem como freguesias limítrofes: Fundão, Donas, Alpedrinha, Castelo Novo, Souto da Casa e Aldeia de Joanes.
História:
A sua instituição paroquial deve ser do século XIII, sob padroado real, de que sempre foi tendo o pároco o título de prior. A existência do território desta freguesia numa região arqueologicamente muito documentada faz supor que o seu povoamento é não apenas anterior à Nacionalidade, mas de épocas provavelmente muito mais recuadas.
Os cumes vizinhos forneciam fácil defesa e abrigo às populações primitivas, mas não é possível afirmar se houve uma persistência contínua de habitantes desde os primeiros tempos. A toponímia também não dá uma grande ajuda, parecendo até que os principais topónimos da freguesia indicam nomes de repovoamento nacional.
Alcongosta é um daqueles interessantes topónimos em que o artigo Arábico a/ aparece aplicado a um nome de origem latina, que vem ter aqui um sentido topográfico, de passagem apertado, entre elevações.
O território de Alcongosta foi certamente repovoado nos fins do século XII, com a Covilhã, em cujo termo se situava; no entanto, não se trata de povoamento efectuado pelo concelho da Covilhã, visto que Alcongosta foi desde logo honra, que não fazia foro à Vila nem à Coroa. Que o foi desde logo, diz nas Inquirições de 1290, ano em que não havia conhecimento e muito menos lembrança de ter existido na localidade estado diferente - o que leva a crer ter ele sido sempre de honra. Houve aqui casais de diversos privilegiados como D. Lourenço Soares, D. Urraca Afonso, João Esteves e a Ordem do Templo. D. Dinis considerou esta honra legitima mandando ficar tudo como estava, e a mesma assim se conservou pois que as Inquirições de 1395, D. João I, demarcando o Reguengo de Alcambar, dão-lhe, por limite, em certa parte, a localidade a Alcongosta que não parece Reguenga.
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in site C.M. do Fundão

Ciclismo - 70ª Volta a Portugal em Bicicleta



Imagens: A. Anacleto
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“Cavaleiros do Asfalto”, sofrem na Estrela…

Com condições climatéricas adversas, mesmo complicadas, em termos de nevoeiro, chuva, frio e vento forte, os ciclistas da 70º Volta a Portugal, foram heróis para chegarem ao cimo da Torre na Serra da Estrela.
A Liberty Seguros dominou a parte da etapa, colocando cinco corredores nos dez primeiros lugares, na etapa três da Volta 2008, hoje disputada.
Rui Sousa da Liberty, venceu isolado com 4h:54m:37s, ficando o espanhol David Blanco da Palmeiras Resort-Tavira na segunda posição a 01m:40s e outro espanhol Hector Guerra também da Liberty no terceiro lugar a 02:45s.
O benfiquista Ruben Plaza que era líder da prova ficou na sexta posição, perdendo 04m:41s para Rui Sousa, passando assim a camisola amarela para o ciclista da Liberty Seguros.
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Reportagem: A. Anacleto

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ciclismo - 70ª Volta a Portugal em Bicicleta



Imagens: A. Anacleto
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"CAVALEIROS DO ASFALTO"

Estamos a fazer reportagem da 70ª Volta a Portugal em Bicicleta 2008 em terras de Beira Baixa.
Hoje, estivemos presentes no final da segunda etapa que terminou na cidade albicastrense de Castelo Branco.
A vitória coube ao italiano Danilo Napolitano da equipa Lampre, que bisou, já que tinha vencido ontem em Beja.
O melhor português foi Manuel Cardoso, da Liberty Seguros, enquanto que, Cândido Barbosa do Benfica, foi o segundo melhor português, ficando na quinta posição.
Nos dez mais da etapa, exceptuando aqueles dois ciclistas, as restantes posições foram ocupadas por ciclistas estrangeiros.
Amanhã estaremos no final da terceira etapa que termina no ponto mais alto de Portugal Continental, na Torre da Serra da Estrela.
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A. Anacleto

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Ciência

A Cientista Elvira Fortunato concede entrevista a Jornal Ribatejano.
A. Anacleto
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Elvira Fortunato destacou-se pelas descobertas na área da electrónica
Uma cientista teimosa que gosta de ir à luta.


Tem raízes ribatejanas a mulher que nas últimas semanas se tornou centro das atenções da comunicação social a nível nacional e internacional. Uma descoberta científica feita em Portugal colocou na ribalta Elvira Fortunato, 44 anos, licenciada e doutorada em Engenharia dos Materiais. Fez dela uma estrela, como diz a filha Catarina.
Elvira nasceu em Almada, filha de um casal oriundo da aldeia de Louriceira, concelho de Alcanena. O pai, já falecido, era empregado de balcão. A mãe doméstica. Vai à Louriceira com frequência rever familiares e amigos. Era ali que passava boa parte das férias de Verão na sua infância e juventude, entre passeios pelo mato e mergulhos no Alviela. Era ali que estava no sábado, 26 de Julho, quando foi convidada para dar a sua primeira entrevista televisiva.
A ciência raramente é notícia no nosso país. Estava preparada para todo este mediatismo?
Isso não.
O que mudou no seu quotidiano?
Sobretudo as solicitações da comunicação social. É uma experiência nova, até para a minha filha. E temos de corresponder. Acho que isto é uma coisa boa. Ultimamente temos tido muitas notícias pela negativa. Tento falar com todos os jornalistas e explicar aquilo que fiz, porque acho que tenho esse dever para com a sociedade.
Como tem lidado com o facto de se ter tornado um exemplo do que melhor se faz em Portugal?
Aumentou as minhas responsabilidades e quanto mais alto se está maior é a queda. Agora estamos num patamar um bocadinho diferente e temos de ser um exemplo a todos os níveis. Não só científico, mas também humano, social.
Essa vocação para a ciência, para a investigação, para a descoberta já vem de infância? Sempre foi uma pessoa curiosa?
Sim, sempre fui muito curiosa. Sempre gostei muito de descobrir coisas e de fazer coisas. Não tanto se calhar na electrónica. Isto surgiu à custa de um percurso. Uma das experiências que me marcou no liceu foi observar ao microscópio as células da cebola.
Já tinha nessa altura a percepção de que poderia seguir esta carreira?
Nessa idade ainda não. Não me passava pela cabeça ser cientista.
O que pensava seguir?
Queria enveredar pela área da engenharia. Entrei para a faculdade em 1982 e só comecei a gostar de investigação quando já estava no curso. Aí sim, ter aulas no laboratório levou a que o bichinho da investigação se desenvolvesse.
A ciência ocupa-lhe grande parte da sua vida? Ou tem tempo para outras coisas?
Ocupa-me boa parte da minha vida, mas também sou mãe de uma filha de 11 anos e tenho tempo para outras actividades.
O que gosta de fazer para além da investigação?
Gosto também de cozinhar. Sou uma boa cozinheira. Gosto no Verão de ir à praia. E também gosto de ir à Louriceira. É lá que estão as minhas origens.
Que memórias guarda das suas férias na infância Louriceira?
As minhas férias de infância eram lá passadas. Retenho na memória as brincadeiras, ir ao rio Alviela a pé com as minhas amigas, às vezes sem dizer à minha mãe. Andar lá pelos matos.
O que representa para si o Ribatejo?
Acho que as pessoas são muito boas, muito francas, muito quentes. Claro que há também as touradas. Gosto muito mais até de ir à praça de toiros do que ver pela televisão. Gosto da comida. Adoro morcelas de arroz, molhinhos. E gosto muito de caracóis, embora isso haja em todo o lado.

Entrevista na íntegra na próxima edição semanal de O MIRANTE.

in Jornal O Mirante - edic. online

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Gastronomia de Outras Eras...

"Cagarrinhas"

Esta planta é da família do cardo. É necessário algum cuidado na colheita e na preparação para a cozedura. Eram somente aproveitadas para confecção culinária, as folhas e os talos mais tenros. Colocava-se ao lume uma panela de ferro com água e sal. Após esta levantar fervura, colocavam-se as cagarrinhas para serem cozinhadas. Depois de cozidas, deitavam-se num alguidar de barro vidrado em conjunto com grãos ou feijões, que tinham sido cozinhados separadamente. Seguidamente, mexia-se tudo com uma colher de pau. Temperava-se com azeite genuíno e acompanhava-se, conforme as possibilidades económicas de cada família!...
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in "Tradições Populares da Minha Terra" - Anselmo de Sousa
A. Anacleto

domingo, 10 de agosto de 2008

Ciência

A Cientista Elvira Fortunato, de origens natais Louriceirenses, concedeu mais uma entrevista, desta vez ao Jornal "Portugal Diário".
VEJA O VÍDEO
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A. Anacleto

sábado, 9 de agosto de 2008

Tradições Populares...


Imagem: A. Anacleto

- Confeccionando o queijo...
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Imagem recolhida na Festa da Benção do Gado - Riachos 2008

Espaço Poético

SENTIMENTOS

Nas caminhadas que fiz
Pelas estradas do mundo
Encontrei mil sentimentos
Muitos de amor profundo

Vivi e contactei
Com gerações diferentes
Com elas enriqueci
O coração e a mente

Cada um tem seu sentir
Que dá gosto apreciar
Com uns é um prazer conviver
Com outros nem mesmo brincar

Há quem nasce com dom bom
Outros com dom mau
Uns com coração de mel
Outros com coração de pau

Há quem tenha sentimento de ouro
Outros com sentimentos de fera
Alguns são ervas daninhas
Outros são flores da Primavera

Anselmo de Sousa

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Coluna de Opinião

O Historiador Paulo Varela Gomes, publicou hoje no Jornal “Público, o artigo que reproduzimos na íntegra, por acharmos relevante o assunto abordado pelo autor.
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O Fim dos Tempos

Quando eu nasci na década de 1950 começava a acabar a civilização na qual tinham vivido os meus pais, avós e bisavós, na qual eu próprio viveria a primeira metade da minha vida, e que durava há praticamente 200 anos.
Na altura ninguém reparava nesse final de um mundo. Eu também só me apercebi muito tarde de que tudo estava a mudar. Creio que isso sucedeu quando deixei de viver na cidade e fui para o campo, no final da década de 1990. Na cidade só se dá pelos ganhos da mudança. As perdas passam despercebidas. No campo, pelo contrário, a presença simultânea das várias idades e civilizações, incluindo os tempos agrários, mais velhos que 200 anos, permite uma avaliação mais compassada daquilo que se altera.
Foi por viver no campo que comecei a prestar uma atenção especial à luta pela preservação da memória e pela conservação dos vestígios do passado próximo na qual se empenham cada vez mais pessoas na nossa civilização: todos aqueles que escrevem e querem publicar memórias, e que são cada vez mais. E todos aqueles que as lêem. Os que publicam e adquirem livros de fotografias antigas, fundam e frequentam museus de coisas do "tempo dos nossos avós", preservam objectos e sítios. O passado, o passado de cada geração e não apenas o passado histórico, tornou-se objecto de uma actividade que mobiliza e apaixona milhões de pessoas.
Ao começar a vir a Goa, e ao instalar-me aqui, tudo isto se tornou ainda mais claro para mim. Era dominante aqui a civilização europeia e a mudança faz-se nos mesmos moldes daquela que na Europa mas, neste pequeno território, as coisas aparecem intensificadas pela compressão da escala: desde a década de 1980, uns 30 anos depois da mesma mudança ter tido início no Ocidente, tudo começou a alterar-se com uma rapidez inusitada. E também aqui, em espanto e desorientação, se publicam livros de memórias e fotografias antigas, se fala incessantemente de como tudo mudou.
Muitos acham que a mudança em Goa tem que ver com a anexação do território pela Índia em 1961 e as suas consequências. Mas não. A própria Índia está a mudar. A mudança, em sítios que a Europa apenas tocou superficialmente como sucede com a maior parte da Índia, será certamente diversa daquela que decorre no Ocidente, desaparecendo ao mesmo tempo, muito rapidamente, as Índias que existiam até há 30 anos, a arcaica e a moderna.
Saber se esta mudança de civilização, entre o mundo criado pela Revolução Industrial e as revoluções burguesas, o mundo da grande cultura burguesa e depois da grande cultura moderna, e o mundo que agora está a nascer, saber se esta mudança é "para melhor" ou "para pior", é uma questão que só me interessa às vezes, e por razões polémicas.
A questão que me apaixona é saber para onde estamos a mudar. E porque é que estamos a perder na mudança o melhor da cultura ocidental dos últimos 200 anos. Muito do que tenho escrito ultimamente é sobre isto e é claro que voltarei ao tema.

Paulo Varela Gomes - Historiador

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Novo Livro...


Louriceira - Memórias das Festas

Está elaborado um livro da autoria de Arnaldo Anacleto, o qual, retrata as memórias das festas de verão que se realizaram naquela freguesia ribatejana entre as décadas de setenta e noventa do século passado.

A. Anacleto

domingo, 3 de agosto de 2008

Festas Populares



Vaqueiros vive as Festas Populares

Este ano não se realizou o Festival do Alviela em Vaqueiros, mas a aldeia está a viver este fim-de-semana as suas Festas Populares em Honra do Espírito Santo.
A atracção deste ano, foram os “Pólo Norte”, banda que está a comemorar os quinze anos de existência.
Assim, ontem sábado, a noite foi enorme com um grandioso concerto, que levou ao rubro os milhares assistentes presentes no recinto do Rossio da Igreja.
Realçamos um caso inédito. Os músicos acabaram a actuação entre o público como se tratasse um concerto entre amigos.
Depois foi a correria aos autógrafos.
Os festejos vão prosseguir neste Domingo.
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A. Anacleto

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Outros Tempos... Outros Costumes...



Imagens: A. Anacleto
Recolha nas Festas da Bênção do Gado 2008 - Vila de Riachos - Ribatejo - Portugal


Transportes de Outras Eras…

Na maioria das aldeias portuguesas, em épocas remotas, não existia água canalizada. O abastecimento, era feito nas fontes públicas. Em alguns casos, eram as mulheres com os cântaros à cabeça que se iam abastecer. Outro meio de abastecimento, eram o transporte da água em carros inerentes, conforme se pode visualizar nas imagens.
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A. Anacleto

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Outras Épocas...



Imagens: A. Anacleto
Recolha de imagens na Festa Benção do Gado na vila de Riachos - Ribatejo - Portugal


A Escola Primária

Até aos finais da década de cinquenta, nem todos os meninos frequentavam a escola até à quarta classe. Um número substancial, abandonava a mesma, na segunda ou na terceira classe. Abalavam para irem trabalhar nos campos, ajudando os pais e os irmãos mais velhos, que também já tinham seguido o mesmo caminho.
Vê-se na imagem como eram as mesas das salas de aula; denominavam-se «carteiras». As mesmas, eram compostas de dois lugares. Tinham recipientes próprios para os tinteiros, onde se molhava os aparos das canetas feitas de pau. Era com estas canetas simples, que se escrevia nos cadernos chamados «duas linhas», onde se aprendia a fazer uma boa caligrafia.
Outro pormenor que a imagem demonstra é a «pedra». Era uma ardósia, na qual os alunos aprendiam a fazer as primeiras contas e as primeiras letras. Era a primeira «companhia» do aluno a partir do primeiro dia de escola.

A. Anacleto

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Espaço Poético...









Imagem: A. Anacleto

“Rio Alviela”

Quando ao teu local passo
Fico cheia de emoção
Recordando o teu passado
Dentro do meu coração

Outros tempos já passados
Recordar-te é uma pena
Eras tu uma praia
Para o concelho de Alcanena

Nas tuas águas brilhantes
As lavadeiras cantando
Cada qual na sua pedra
A sua roupa lavando

Sentia-se uma alegria
A água de lés-a-lés
Nas bermas desse teu rio
Molhavam-se os nossos pés

Continuas a correr
Em redor há um silvado
Não tens aquela alegria
Do que foi teu passado

Maria Cândida Azedo
in "Antologia de Poesia Popular"
Concelho de Alcanena

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tradições Populares...



Imagem: A. Anacleto
Recolha na Festa da Bênção do Gado 2008 - Vila de Riachos - Ribatejo - Portugal


As Tabernas

As tabernas eram locais de convívio das gentes trabalhadoras.
Nos invernos rigorosos, quando não se podia trabalhar nos campos agrícolas, os jornaleiros reuniam-se nas tabernas, onde passavam o tempo de lazer, bebendo o copo de tinto ou branco, acompanhados pelo tremoço, a pevide ou o torresmo, enquanto jogavam as cartas ou dominó, até que o tempo melhorasse para a retoma das jornadas de trabalho.
Era nestes locais que se escutava na telefonia (com o olho a brilhar) os relatos do futebol ou do hóquei em patins. Era ali também, que se sabiam as novidades (boas e más) dos burgos.
A. Anacleto

Festas do Povo



Imagens: A. Anacleto

O Povo saiu à rua...

Milhares de pessôas, assistiram ontem à tarde ao Cortejo da Benção do Gado, na vila de Riachos, concelho de Torres Novas.
População riachense e os agricultores em especial, meteram mais uma vez mão à obra para levar a efeito o espectacular cortejo na rua principal da vila.
Em frente do largo da igreja, iam recebendo a bênção divina, conjugado com a beleza da ornamentação das ruas da vila.
Assistimos a "Uma festa feita pelo povo e para o povo", na qual não faltaram as tradições e as raízes rurais do povo riachense.
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A. Anacleto

Outros Tempos... Outros Costumes...



Imagens: A. Anacleto
Recolha nas Festas da Benção do Gado 2008 - Riachos - Ribatejo - Portugal

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Os Namoricos de Outrora…

Outrora, até meados da década de sessenta do século passado (XX), nas aldeias portuguesas, os jovens namoravam à janela. Só era permitido, o namorico à Quarta-feira à noite e ao Domingo durante a tarde.
Se não cumprissem com o “regulamento popular”, a moça, passaria a ficar “apontada” pelas gentes da aldeia.
Outros tempos… Outros costumes…
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A. Anacleto

sábado, 26 de julho de 2008

Ciência

ELVIRA FORTUNATO, Cientista, filha de pessoas humildes e simples da freguesia de Louriceira, concelho de Alcanena, ganha o maior prémio de sempre atribuído a um cientista português.

Foram 2,5 milhões de euros que O European Research Council (ERC) atribuiu como primeiro prémio de engenharia à cientista da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Elvira Fortunato pode gastar esta verba numa nova investigação.
O projecto «Invisível» levou a cientista portuguesa ao topo, uma vez que este prémio já é considerado uma espécie de Nobel. Consiste na proposta de fazer transístores e circuitos integrados transparentes usando óxidos semicondutores, uma ideia pioneira a nível mundial.
«Este dinheiro é fundamental para o centro de investigação, porque vai permitir consolidar a actividade da minha equipa na electrónica transparente, uma área com potencialidades que hoje ninguém imagina», disse, Elvira Fortunato, depois de vencer o maior prémio de sempre atribuído a um investigador lusitano.
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A. Anacleto

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Ciência


Imagem recolhida anexa à notícia do Jornal "Público"
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Concurso de Bolsas Avançadas
Investigadora portuguesa recebe 2,25 milhões de euros do European Research Council


A investigadora Elvira Fortunato, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (UNL), venceu uma das Bolsas Avançadas do European Research Council, no valor de 2,25 milhões de euros, disse ao PÚBLICO Maria Arménia Carrondo, vice-reitora da UNL. "A Nova está de parabéns esta semana", comentou a vice-reitora.
Elvira Fortunato, de 44 anos, é actualmente directora do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat) da UNL e foi notícia esta semana por ter publicado, em conjunto com mais cinco colegas do seu centro de investigação, um artigo científico que descreve o primeiro transístor com papel.
A este primeiro concurso de Bolsas Avançadas da European Research Foundation concorreram 2167 investigadores: 766 na área das Ciências da Vida e Medicina, 997 na área da Física e das Engenharias e 404 nas Ciências Sociais e Humanidades.
Os investigadores concorrentes tinham uma média de idades de 52 anos e provinham de 50 nacionalidades. As mulheres representavam 14 por cento dos concorrentes. Apenas um por cento dos investigadores candidatos eram portugueses, metade dos quais mulheres.

in Jornal "Público" - edic online - 25.07.08 - 18:15h....................................
A Investigadora ELVIRA FORTUNATO é descendente de familia da freguesia de Louriceira, concelho de Alcanena.
A. Anacleto

História


Bocage, andou por arrabaldes de Alcanena, tal como por outras terras, fugindo à perseguição de Pina Manique. Na região, escolheu um local predilecto para refúgio e devaneio poético. Foi na área da povoação de Louriceira, nas proximidades da nascente do rio Alviela - Olhos de Água. Próximo deste local, existia uma estalagem na qual se hospedou e onde conheceu uma moça chamada Arselina, que se apaixonou, como tantas outras, mas o trocou por outro.
O poeta pranteia a sua triste sorte nos seguintes versos:

Lá, onde em fofa espuma se despenha
O gárrulo Alviela, transparente,
De alcantilada, ruinosa penha,

Quando as sombras caíam do ocidente,
Renovando seus ais a ave nocturna,
E a rã loquaz seu cântico estridente

Jazia o triste Elmano em ampla furna
Que, roçando a corrente cristalina,
Nega o côncavo seio à luz diurna,

Ali, o som da humilde sanfonina,
O pastor solitário, em vãs endeixas,
Dava às traições e às graças de Arselina
Ternas saudades, lastimosas queixas.

Arselina se entrega ao rude Algano,
Em campos, em manadas opulento,
De amor se esquece, esquece-se de Elmano,
Elmano lhe voou do pensamento
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Pesquisa: A. Anacleto
Biografia de Bocage:
MANUEL MARIA de BARBOSA I´HEDOIS DU BOCAGE,nasceu em Setúbal às três horas da tarde de 15 de Setembro de 1765, falecido em Lisboa na manhã de 21 de Dezembro de 1805, era filho do bacharel José Luís Soares de Barbosa, juiz de fora, ouvidor, e depois advogado, e de D. Mariana Joaquina Xavier l'Hedois Lustoff du Bocage, cujo pai era francês.
Estátua de Bocage em SetúbalSua mãe era segunda sobrinha da célebre poetisa francesa, madame Marie Anne Le Page du Bocage, tradutora do "Paraíso" de Milton, imitadora da "Morte de Abel", de Gessner, e autora da tragédia "As Amazonas" e do poema épico em dez cantos "A Columbiada", que lhe mereceu a coroa de louros de Voltaire e o primeiro prémio da academia de Rouen.
Apesar das numerosas biografias publicadas após a sua morte, boa parte da sua vida permanece um mistério. Não se sabe que estudos fez, embora se deduza da sua obra que estudou os clássicos e as mitologias grega e latina, que estudou francês e também latim. A identificação das mulheres que amou é duvidosa e discutível.
A sua infância foi infeliz. O pai foi preso por dívidas ao Estado quando ele tinha seis anos e permaneceu na cadeia seis anos. A sua mãe faleceu quando tinha dez anos. Possivelmente ferido por um amor não correspondido, assentou praça como voluntário em 22 de Setembro de 1781 e permaneceu no Exército até 15 de Setembro de 1783. Nessa data, foi admitido na Escola da Marinha Real, onde fez estudos regulares para guarda-marinha. No final do curso desertou, mas, ainda assim, aparece nomeado guarda-marinha por D. Maria I.
Nessa altura, já a sua fama de poeta e versejador corria por Lisboa.
Em 14 de Abril de 1786, embarcou como oficial de marinha para a Índia, na nau “Nossa Senhora da Vida, Santo António e Madalena”, que chegou ao Rio de Janeiro em finais de Junho. Na cidade, viveu na actual Rua Teófilo Otoni, e diz o "Dicionário de Curiosidades do Rio de Janeiro" de A. Campos - Da Costa e Silva, pg 48, que "gostou tanto da cidade que, pretendendo permanecer definitivamente, dedicou ao vice-rei uma poesia-canção cheia de bajulações, visando atingir seus objectivos. Sendo porém o vice-rei avesso a elogios, fê-lo prosseguir viagem para as Índias". Fez escala na Ilha de Moçambique (início de Setembro) e chegou à Índia em 28 de Outubro de 1786. Em Pangim, frequentou de novo estudos regulares de oficial de marinha. Foi depois colocado em Damão, mas desertou em 1789, embarcando para Macau.
Foi preso pela inquisição, e na cadeia traduziu poetas franceses e latinos.
A década seguinte é a da sua maior produção literária e também o período de maior boémia e vida de aventuras.
Ainda em 1790 foi convidado e aderiu à Academia das Belas Letras ou Nova Arcádia, onde adoptou o pseudónimo Elmano Sadino. Mas passado pouco tempo escrevia já ferozes sátiras contra os confrades. Em 1791, foi publicada a 1.ª edição das “Rimas”.
Dominava então Lisboa o Intendente da Polícia Pina Manique que decidiu pôr ordem na cidade, tendo em 7 de Agosto de 1797 dado ordem de prisão a Bocage por ser “desordenado nos costumes”. Ficou preso no Limoeiro até 14 de Novembro de 1797, tendo depois dado entrada no calabouço da Inquisição, no Rossio. Aí ficou até 17 de Fevereiro de 1798, tendo ido depois para o Real Hospício das Necessidades, dirigido pelos Padres Oratorianos de São Filipe Neri, depois de uma breve passagem pelo Convento dos Beneditinos. Durante este longo período de detenção, Bocage mudou o seu comportamento e começou a trabalhar seriamente como redactor e tradutor. Só saiu em liberdade no último dia de 1798.
De 1799 a 1801 trabalhou sobretudo com Frei José Mariano da Conceição Veloso, um frade brasileiro, politicamente bem situado e nas boas graças de Pina Manique, que lhe deu muitos trabalhos para traduzir.
A partir de 1801, até à morte por aneurisma, viveu em casa por ele arrendada no Bairro Alto, naquela que é hoje o n.º 25 da travessa André Valente.
15 de Setembro, data de nascimento do poeta, é feriado municipal em Setúbal.
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in Wikipédia

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Espaço Poético

Saudades da Minha Terra

Lembrar-me, hoje o tempo de criança
Quando corria e saltava pelos montes
Quando guardava ovelhas mansas
E quando bebia água nas fontes

És a terra onde nasci e brinquei
Onde cresci e chorei
Terra de casas velhinhas
Que mesmo de longe te amei

Aqui neste lugar onde deixei
Algo de mim, em tarde calma
Onde regressei para matar saudades
Que o tempo acumulou na minha alma

Agora que cheguei mudado
Notarás que outras coisas viste
Em mim, diferente de outros tempos
Que muitas vezes, talvez ouviste

És terra mãe e amada
De filho teu de nome escrito
Que fez o juramento de te dar
Este meu corpo, morto e hirto

Anselmo de Sousa
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ANSELMO DE SOUSA, natural e residente na Freguesia de Parceiros de Igreja, fez a infância na sua aldeia, partindo para a capital à procura de vida mais digna.
Após anos de labuta em Lisboa, reformado regressou à sua terra natal. Tem desenvolvido um trabalho digno na área da prosa, da poesia, dos costumes e tradições da sua terra, tendo editado alguns livros sobre estas temáticas.

A. Anacleto

Gentes e Locais...

Local de Interesse Arqueológico!

Quando, cerca do ano de 1920, Leonardo da Silva, vulgo Leonardo Choca, trabalhava na cava para plantação de vinha para o Sr. Joaquim Lourenço, no sítio do Lavradio, junto à eira e a uma casa velha, reparou nuns tijolos que arrancou e deixou à superfície da terra para, de seguida, descobrir uma abóbada, enterrada, mais lisa que o cimento, partindo-a com o olho da enxada e fazendo-lhe uma abertura. Espreitando, verificou tratar-se de algo parecido com uma igreja.
Comunicando o facto ao seu patrão, este mostrou-se preocupado e mandou que, de imediato, se tapasse aquela abertura. Dias depois, Joaquim Lourenço punha termo à vida.
Leonardo Choca, achou muito estranho ambos os procedimentos e, volvido algum tempo, voltou uma noite ao local, munido de velas, com o propósito de descobrir o que estaria ali no subsolo. Depois de arrancar algumas batateiras e de ter localizado a abertura, os cães, atraídos pela luz das velas, obrigaram-no a desistir do seu intento, por receio que alguém o julgasse a furtar batatas.
Cerca de sessenta anos depois, o mesmo Leonardo, sabendo que eu era pessoa interessada em arqueologia ligada à nossa terra, contactou-me e, ambos gravámos para a Rádio Voz de Alcanena (ainda clandestina) uma cassete que mantenho em meu poder com os pormenores do achado. Desenvolvi então algumas iniciativas, das quais saliento a ida com ele ao local, descobrindo alguns tijolos, mas não a abertura. Participei o facto o facto à Junta de Freguesia que, por sua vez, deve ter dado seguimento ao assunto pois, tive conhecimento que se deslocou ao local um perito em arqueologia de uma Associação de Torres Novas.
Antes, porém, juntamente com meus irmãos, fizemos várias valas em diversos sentidos dentro da área mas em vão. No entanto, pareceu-me que a terra do subsolo era mais clara que a da superfície, o que dava a ideia de ter sido já revolvida.
Daqui apelo ao Instituto do Património Cultural, através do seu departamento de Arqueologia, para a necessidade de se efectuarem pesquisas, enquanto há ainda testemunhas vivas da localização, não obstante a principal – Leonardo da Silva – já ter falecido.

Casimiro Cândido Lourenço
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Publicado no Jornal "O Alviela" em 08.07.1992
Nota:
Chamou-nos a atenção este artigo publicado pelo autor naquela data no citado jornal. Estivemos, recentemente, à conversa sobre o assunto com o Casimiro Lourenço, autor do artigo, continuando o mesmo convicto que existirá algo arqueológico no local.
Talvez, surja algum interesse por parte de alguma Associação ou Entidade para encetar pesquisas.

A. Anacleto

terça-feira, 22 de julho de 2008

Ciência

Na Universidade Nova de Lisboa
Cientistas portugueses desenvolvem o primeiro transístor com papel


Investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveram os primeiros transístores com papel, uma descoberta que pode permitir a criação de sistemas electrónicos descartáveis a baixo custo.

“O transístor é a peça de lego para construir qualquer coisa”, explicou ao PÚBLICO Elvira Fortunato, que juntamente com Rodrigo Martins, são os coordenadores do grupo de investigação Cenimat/I3N, responsável pela descoberta.

Os transístores nasceram no final dos anos 40 e substituíram as válvulas utilizadas nos computadores e nas redes telefónicas. Tiveram o condão de reduzir o tamanho dos equipamentos, aumentar a velocidade e a durabilidade. Hoje, qualquer aparelho com um circuito integrado contém estes “interruptores” electrónicos.

O “interruptor” é formado por três componentes. Um material semicondutor que tem uma entrada e uma saída, chamadas fonte e dreno, por onde passa a corrente. E uma porta que é o que induz e controla a corrente, mas que está separada do semicondutor por um material isolante, impedindo curto-circuitos.

É esta porta que “liga” e “desliga” o transístor e que equivale ao sistema binário 0/1 em que toda a informação está codificada. É assim que os computadores, os ecrãs, os telefones, as aparelhagens funcionam. Com muitos milhões destas unidades.

O material isolante, que é a componente dieléctrica do transístor, era feito de vários materiais como o silício. As unidades eram construídas a 1200 graus célsius, por exemplo. Agora, os investigadores conseguiram o fabrico à temperatura ambiente, utilizando papel que é um “dois em um” porque também funciona como o suporte do transístor.

A celulose tem outras propriedades e não é tão boa como o silício. “Mas pode-se fazer sistemas descartáveis a baixo custo”, explicou Elvira Fortunato. E mais, pode dobrar-se que não se estraga. Estas características permitem explorar várias ideias como ecrãs de papel, etiquetas, pacotes inteligentes, chips de identificação ou aplicações médicas.

“Pode utilizar-se nos sensores biológicos para diagnóstico [na saúde]. Muitos sensores são de papel, funcionam através de uma reacção química, com o transístor pode haver uma mais-valia”, exemplificou a investigadora.

O artigo com a descoberta já foi aceite pela revista científica “Electron Device Letters” e vai ser publicado em Setembro. O pedido de patente também está feito. Agora é só ficar à espera de uma próxima plataforma digital que, antes de se deitar fora, ainda pode servir como post-it, porque, como explica a investigadora, os novos transístores “não deixam de ser papel”.
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in Jornal "Público" - edic online 21.07.08
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Nota:
A PROFESSORA DOUTORA, ELVIRA FORTUNATO, cientista na Universidade Nova de Lisboa, tem origens da Freguesia de Louriceira, concelho de Alcanena. Os pais são naturais desta freguesia ribatejana.
Desde há vários anos, esta cientista tem vindo a desenvolver em conjunto com o Professor Doutor, RODRIGO MARTINS, vários trabalhos no campo da investigação,os quais têm tido méritos importantes e reconhecidos internacionalmente na área das ciências dos materiais.
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A. Anacleto

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Riachos - Festa Benção do Gado



Imagens: A. Anacleto
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Pedro Barroso leva milhares ao rubro na sua terra…

Pedro Barroso actuou esta noite na sua terra – Riachos, concelho de Torres Novas, num espectáculo integrado nas Festas da Bênção do Gado, que estão a decorrer naquela vila ribatejana.
Milhares de espectadores acorreram ao recinto das festas para presenciarem o espectáculo “A Alma do Tejo”, da autoria deste autor, decorrendo o mesmo com elevada qualidade.
Dos diversos pontos altos do espectáculo, dois ficam na memória do público quando Pedro Barroso chamou ao palco os artistas oriundos da vila de Riachos: Teresa Tapadas, Célia Barroca, Nuno Barroso e ainda a participação especial de João Chora.
O momento mais emocionante, foi quando subiu também ao palco, uma componente do Rancho Folclórico os Camponeses de Riachos com o traje de António Veríssimo, o notável intérprete do Fandango, já falecido e que foi amigo pessoal de Pedro Barroso.
Viu-se emoção forte em terras de Riachos, quando Pedro Barroso recordou o homem, o dançarino e o amigo, beijando os sapatos daquele que levou além fronteiras o nome de Riachos, do Ribatejo e de Portugal.
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A. Anacleto

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Gentes e Locais...



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Freguesia de Malhou

Não há conhecimento concreto da origem do nome da Freguesia (Malhou), mas presume-se ser de origem bastante histórica, baseada em antigas lendas que remontam a séculos muito remotos.
Até ao ano de 1885, a freguesia de Malhou pertenceu ao concelho de Pernes, o qual foi extinto neste ano, passando então para o concelho de Santarém e mais tarde, em 1914 para o de Alcanena, aquando da criação deste.
Esta freguesia está localizada no extremo sul do concelho de Alcanena. É constituída pela sede da freguesia (Malhou) e ainda pelo lugar de Chã de Cima.
Em termos económicos destaca-se a tradição rural, com a elevada produção de azeite.
No artesanato merecem destaque os bordados antigos em linho, feitos manualmente e os trabalhos feitos em madeira.
As festividades religiosas acontecem duas vezes por ano, no mês de Fevereiro em honra de Nossa Senhora das Candeias, que se realizam no lugar da Chã de Cima, e no mês de Agosto, em honra do Divino Espírito Santo, na sede da freguesia.
São importantes estas festividades, no desempenho cultural das gentes da freguesia.
O lugar de Chã de Cima é uma pequena aldeia situada na parte sul da freguesia, tendo como principal motivo de interesse a Capela de Santa Maria ou de Nossa Senhora das Candeias e os moinhos de vento que ainda se encontram preservados em termos de conservação.
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A. Anacleto

domingo, 13 de julho de 2008

Gentes e Locais...



Fachada da Igreja de Bugalhos - imagem de 1940
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Freguesia de Bugalhos

Freguesia constituída pelos seguintes lugares:
Bugalhos (sede da freguesia). Filhós, Pousados, Casais Romeiros e Casal do Saramago.
A fundação de Bugalhos data de 1219, o que faz desta freguesia uma das mais antigas terras do concelho de Alcanena, no ano de 1527, juntamente com os lugares de Filhós e Pousados, contava já com 78 vizinhos, cerca de 350 habitantes sendo, nessa data, mais populosa do que Alcanena. A freguesia foi criada em 1712, anteriormente a essa data era vigairaria anexa ao priorado de Santa Maria de Torres Novas, concelho a que ficou a pertencer mesmo após a sua separação, até à criação do de Alcanena
Tipicamente rural, Bugalhos é uma freguesia que tem na pecuária, vinho e azeite as suas principais fontes de recursos económicos. Entre a produção artesanal existiam em Bugalhos produções de objectos em ráfia, junco e bunho, existente ainda em Filhós, de grande qualidade e interesse.
A igreja matriz de Bugalhos, de invocação de Nossa Senhora da Graça é um bonito templo, ergue-se num pequeno planalto à saída da povoação e tem no adro um cruzeiro datado do ano de 1732, onde se podem ver, em relevo, os símbolos do Calvário de Cristo. A frontaria da igreja tem empena de bico, rematada por uma cruz e flanqueada pela torre sineira de secção quadrangular que remata em coruchéu com quatro pináculos. O portal de estilo barroco é composto por pilastras de desenhos simples com desenhos amoedados nos remates e é sobrepujado pelo janelão do coro que tem na base três ornatos florais enquanto no topo se pode ver uma coroa real fechada, envolvida por uma legenda, infelizmente bastante apagada. O frontão é interrompido e tem decoração de cartelas e círculos e ainda uma concha ladeada por duas tulipas e outras duas flores relevadas. No lado direito do corpo da igreja abrem-se três janelas e uma porta, junto dela metade de uma laje sepulcral encimada por uma vieira legendada e ao lado um modilhão, cuja origem se desconhece.
O interior do templo é sóbrio, nos arcos colaterais alojam-se imagens sagradas, num modilhão pode ver-se uma imagem de Nossa Senhora da Graça de pedra, do séc. XVI. À capela-mor acede-se através de um arco triunfal, o retábulo-mor setecentista é composto por colunas salomónicas e uma imagem da padroeira da freguesia, em madeira policromada setecentista que apresenta panejamento dourado recoberto de flores. Os degraus que conduzem ao altar-mor são ladeados por um varandim assente em colunas torsas.
Composto por uma só nave, no templo sobressai uma pia de água benta barroca. A parte inferior da nave é coberta de azulejos de padrões polícromos, colocados sem qualquer critério, provenientes, provavelmente, de alguma outra construção anterior, havendo quem defenda a ideia de que são oriundos da destruída matriz de Alcanena, alguns destes azulejos formariam certamente um painel o que se pode constatar por uma observação atenta dos azulejos dispersos pelas paredes.
Na sacristia da igreja merecem relevo o arcaz, de encantador colorido popular, um pequeno altar, um lava-mãos barroco e a mesa de preparação para o culto cujo pé é lavrado. Ainda na sacristia sobre duas mísulas, podem ver-se duas imagens quinhentistas, de pedra, sendo uma a Santíssima Trindade e a outra de S. Vicente, “assinada na base em caracteres góticos V. M. (a menos que as letras não signifiquem “Vicente Mártir”), sustenta na mão esquerda uma nau desprovida dos corvos lendários” – Matos Sequeira, Inventário Artístico. Ainda na sacristia podem ver-se uma tela de Cristo Crucificado e duas imagens oitocentistas representando uma o Espírito Santo e a outra Santa Luzia.
No lugar de Filhós, aproveitando o curso do Alviela encontram-se algumas azenhas destinadas à moagem e uma fábrica de curtumes, que se encontram em estado de ruína, exceptuando uma delas. Estas azenhas possuem as sobras de hidráulica necessárias para desviar o curso do rio (açudes, canais de derivação). A primeira das azenhas data de 1904, tem três bocas, a segunda tem duas bocas e ambas usavam uma roda grande como se comprova pelas marcas deixadas nas paredes. Actualmente é ainda possível apreciar as suas condições de produção, funcionamento e habitação e extrair importantes dados sobre a sua actividade, de grande significado para o conhecimento das actividades económicas da freguesia e da região, mas toda esta informação corre o risco de desaparecer a breve trecho, irremediavelmente perdidas estão já todas as suas componentes metálicas devoradas pela poluição do rio Alviela.
Ali perto existe uma ponte militar que dá um ar pitoresco ao lugar. No Sórinho existem mais duas azenhas e uma antiga fábrica de curtumes com 16 açudes e correspondentes 4 condutas de despejo para o rio. Um pouco à frente encontra-se o Moseiro que é, hoje em dia, a única moagem em funcionamento, mas que se viu na necessidade de utilizar a energia eléctrica, pois a poluição do rio destruiu-lhe a roda. A paisagem da freguesia é ainda enriquecida por vários aquedutos.
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in www.distritosdeportugal.com
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Pesquisa e Montagem: A. Anacleto

sábado, 12 de julho de 2008

História das Gentes e Locais...



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Alcanena já teve Banda Filarmónica...

Foi em épocas muito remotas. A imagem retrata a Banda da Sociedade Musical de Alcanena no ano de 1920.
Era constituída pelos seguintes Directores e Músicos:
Na 1.ª Fila da esquerda para a direita:
Joaquim Pouco, José Alegre (Pai), Álvaro Teteto (Director), José Leal e José Filhote.
Na 2.ª Fila:
Joaquim da Rosa (Director), José Teteto, João Martiniano, António Herculano, António Gasolina, Joaquim José Bento e José Goucho dos Cereais (Director).
Na 3ª. Fila:
José Inácio Ferreira, Manuel Filhote, Joaquim Afonso, Domingos da Moita, Manuel Bento Júnior e Herculano Lopes.
Na 4.ª: Fila:
Manuel Gil, João Feitor, António Caracol, Alfredo Feijão e Manuel Caracol.
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A. Anacleto

Monumentos...



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Alcanena – Monumento aos Promotores da Fundação do Concelho…

Erigido na Jardim da Praça 8 de Maio, frente aos Paços do Concelho, foi inaugurado a oito de Maio de 1964, em comemoração do Cinquentenário do Concelho de Alcanena.
É formado por um bloco de pedra granítica, com traçado de pirâmide quadrangular, truncada, com saliências laterais de formato paralelepipédico, alternadamente mais recolhidas com saídas. É encimado pelo brasão do concelho, em bronze, em duas faces opostas, assim como, com a mesma disposição, contém ao centro a legenda: «Homenagem aos promotores da fundação do concelho de Alcanena, 1914-1964»
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A. Anacleto

Noite Flamenca



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Imagens: A. Anacleto

Flamenco iluminou a noite e deu cor ao Jardim das Rosas em Torres Novas
O Ballet Flamenco de Maria Carrasco, viajou desde Madrid até Torres Novas para actuar nas Festas da Cidade que estão a decorrer no Jardim das Rosas.

Dezasseis artistas, músicos e bailarinos apresentaram um espectáculo com duração superior a duas horas no palco principal das festas torrejanas.

Enorme número de público, vibrou, escutando-se olés nas margens do Almonda, com a coreografia e a música flamenca apresentada pelo Ballet de Maria Carrasco. Viu-se mestria na execução das danças e escutou-se os sons dos tacões conjugados com a excelente música flamenca, optimamente interpretados por excelentes músicos que fazem parte do grupo do país vizinho.
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A. Anacleto

quarta-feira, 9 de julho de 2008

História...



A imagem retrata a inauguração da chegada da água do Alviela à estação dos Barbadinhos em Lisboa em 1880.
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Inauguração do Canal do Alviela

Era uma hora da tarde do dia 3 de Outubro de 1880, quando uma grande e estridente girândola de foguetes subiu ao ar, e o Alviela desceu para o reservatório da Companhia da Águas.
Deu-lhe a mão para ele saltar do seu cano, um camarista, por ordem d´el-rei, e o rio entrando no reservatório foi logo cumprimentar o estômago do Ministério, e de alguns poucos espectadores curiosos de água, não deixando bilhetes de visita porque lá na Louriceira, donde ele vem, não há Minerva, mas deixando em compensação bastante pó, que ele trazia da jornada, que lhe dava o aspecto turvo de água com açúcar.
O Sr. Arcebispo de Mitilene, esperava o rio à porta do reservatório, e mal ele entrou, choveu-lhe um hissope enfrascado em água – benta, processo homeopático, que deve ter espantado muito o bom rio, e que podia muito bem tê-lo constipado, se a morosidade, já quase lendária, da sua viagem o não pusesse ao abrigo do mais pequeno vislumbre de suor.
Chegado e baptizado o rio, a festa continuou; para muitos começou, e ninguém fez mais caso dele.
A cêrca dos Barbadinhos, apresentava um aspecto brilhante e alegre.
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Nota: O artigo baseia-se na ortografia da época.
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in Livro "Alviela - um Rio... um Canal" - Autor A. Anacleto

Suzanne Vega em Torres Novas










Foto: A. Anacleto
Suzanne Vega leva ao rubro milhares em Torres Novas

Suzanne Vega, actuou esta noite no Jardim das Rosas em Torres Novas nas Festas do Almonda.
A artista norte americana, veio a Portugal fazer dois concertos, um na cidade torrejana e outro que será hoje dia nove à noite, na cidade da Guarda.
Público numeroso concentrado nas margens do Almonda, vibrou com o concerto da artista. Suzanne Vega, com mais de uma hora de espectáculo, interpretou temas do seu último álbum e outros do seu longo reportório.
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A. Anacleto

sábado, 5 de julho de 2008

História das Gentes e Locais...



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Esta igreja já não existe em Alcanena!…
Foi destruída por um incêndio em 1915. Datava de 1627. Do seu espólio, faziam parte os azulejos azuis e amarelos sobre fundo branco, a imagem de Nossa Senhora da Soledade e um relógio datado de 1792.
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A. Anacleto

Festas...

Foto: Isabel Pinto


Tito Paris, brilhou ontem à noite no Jardim das Rosas…

Ontem, “Navegámos” pelo Almonda para ver a “estrela” Tito Paris, dar enorme luminosidade no Jardim das Rosas na cidade de Torres Novas.
Mornas, coladeras e funanás, escutaram-se nas margens do rio, interpretadas pelo artista Cabo Verdiano acompanhado enormemente pela sua banda, que fizeram vibrar a enorme assistência que assistia ao espectáculo e que se distribuíam pelo recinto das “Festas do Almonda”, integradas nas comemorações da cidade torrejana.

No próximo dia oito, será decerto, outra noite com bastante luz e vibração, quando Suzanne Vega, grande nome da música mundial dos últimos vinte anos, subir ao mesmo palco e encantar com o seu pop-folk os seus fans e outros admiradores, que se vão concentrar no recinto florido, das margens do Almonda.
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A. Anacleto

sexta-feira, 4 de julho de 2008

História das Gentes...



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Gentes da região de Alcanena – Ribatejo – Portugal, foram aficionadas da festa brava em épocas remotas.
As imagens retractam as corridas de toiros realizadas na vila Alcanenense no ano de mil novecentos e trinta e seis e mil, novecentos e trinta e sete.
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A. Anacleto

quinta-feira, 3 de julho de 2008

História do Desporto das Gentes...



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Fez no passado dia 30 de Maio setenta anos que a equipa de “ouro” do Sporting Clube de Portugal se deslocou ao “velhinho” campo do Atlético Clube Alcanenense, para um encontro de futebol com a equipa local.
Vê-se na imagem, uma moldura humana circundante ao recinto de jogo a assistirem ao jogo e simultaneamente a aplaudirem os craques que se deslocaram a terras alcanenenses.
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A. Anacleto

História do Desporto das Gentes...



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A galeria de imagens mostram equipas do Atlético Clube Alcanenense (Alcanena - Ribatejo - Portugal)entre as décadas vinte e sessenta, do século passado.
Esta colectividade, teve prestações altamente importantes em vários campeonatos desde os distritais de futebol da Associação de Santarém, atingindo inclusive a segunda divisão nacional.
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A. Anacleto

História das Gentes e Locais...



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A galeria de imagens referem-se aos Cortejos de Oferendas realizados nos anos de 1950 e 1952, em Alcanena,Ribatejo, nos quais participaram as forças vivas e colectividades das freguesias do concelho.
Os lucros reverteram para a acção social de então existente na sede do concelho.
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A. Anacleto

terça-feira, 1 de julho de 2008

Historial...



Centro Recreativo e Desportivo Louriceirense

Fundado a 22 de Junho de 1984, instalou a sua sede na Rua dos Olhos d´Água, no edifício da ex-padaria de João Guerra.
Aquelas instalações, insalubres e sem um mínimo de condições para o seu funcionamento, em breve se tornaram no primeiro de todos os problemas das direcções cessantes.
Daí que tivessem reivindicado da Junta de Freguesia o edifício onde esta funcionava, frente ao Jardim, por aluguer.
Assim nasceu um contencioso entre a Junta e o C.R.D.L., que só viria a sanar-se com a entrada do novo executivo que, finalmente, o cedeu provisoriamente a partir de Janeiro findo.
Esta nova sede, embora sem as condições que seriam de desejar, já cumpre o seu papel de colectividade de recreio, sendo bastante frequentada pelos seus associados que aumentaram consideravelmente o seu número para cerca de 200, o que não deixa de ser significativo para uma população que não atinge os 500 habitantes.
Esta direcção tem-se esforçado para dinamizar as várias actividades. Criou as secções de Desporto e Cultura, que tem desenvolvido trabalho meritório, com a participação em torneios de futebol infantil e sénior, atletismo, diversos jogos tradicionais, criação de uma classe de ginástica, de uma biblioteca, entre outras acções como a do alargamento e reconstrução do campo de futebol, da responsabilidade da direcção.
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in Livro “Uma Década do CRDL” da autoria de A. Anacleto e J. Saramago
Artigo publicado no Jornal “O Alviela” em 08.07.1990 por José da Luz Saramago

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A. Anacleto

domingo, 29 de junho de 2008

Santos Populares...



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Festas de S. Pedro – Porto de Mós
Fizemos reportagem nas Marchas de S. Pedro na vila de Porto de Mós, integradas nas Festas do Concelho.
Noite de verão, decorada com arte e imaginação pelas Colectividades do Concelho Portomosense. Vários grupos apresentaram as suas Marchas, alusivas aos Santos Populares, com excelentes letras e músicas e interpretadas por gentes do povo que mais uma vez elevaram a alto nível a cultura popular daquele concelho.
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A. Anacleto – 28.06.08

Lutas Laborais...

Manifestação da CGTP – Intersindical Nacional /USS – União de Sindicatos de Santarém

Várias centenas de pessoas manifestaram-se nas ruas de Santarém gritando palavras de ordem contra o Código Trabalho, pela manutenção dos direitos laborais e contra o Governo.

Nem os cerca de 35 graus de temperatura levaram os manifestantes descontentes com o Código de Trabalho recentemente aprovado a ficar em casa.

Bandeiras hasteadas bem alto, segurando cartazes ou simplesmente gritando palavras de ordem, os manifestantes mostravam indignação contra o Governo, contra a nova legislação laboral que, bradaram, lhes retira direitos conquistados ao longo de décadas.
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A. Anacleto – reportagem 28.06.08

Locais...



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Aceitámos o amável convíte, para estarmos presentes nas Festas das Colectividades da Freguesia de Almoster do Concelho de Santarém, que se realizam este fim-de-semana.
Durante a manhã, aproveitámos para fazer uma visita a locais históricos da freguesia, entre os quais, destacamos o Mosteiro de Santa Maria de Almoster.
Após um excelente almoço, visitámos acompanhado pelo zelador do espaço, as quedas de água, com uma excelente piscina natural, localizada numa habitação privada, que se encontra excelentemente restaurada. Se não fosse para perturbar a digestão do anafado almoço, decerto que não resistíamos a um refrescante mergulho, já que o calor era abrasador por aquelas bandas ribatejanas!...
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A. Anacleto

Freguesia de Almoster

Concelho: Santarém
Área: 40,84 km²
População: 1 827 hab. (2001)
Densidade: 44,7 hab./km²
Área rural por excelência, Almoster situa-se numa das zonas mais férteis do país; a ribeira de Almoster, afluente do Rio Maior corre sobre uma das principais falhas geológicas da região e que conjuntamente com a Ribeira de Asseca desenham os contornos das principais áreas de extensão e arroteamento dos campos abastecedores de Santarém.
Um clima temperado com altos níveis de pluviosidade e humidade é responsável pela alta fertilidade dos planaltos calcários e das planícies de aluvião cortadas por pequenos vales por onde correm várias ribeiras que desaguam no Tejo, e pela existência de uma flora indígena mediterrânica, dominante, e atlântica.
Flora mediterrânica em que pontua o carvalho cerquinho e a azinheira, a par do sobreiro, da figueira, do pinheiro manso, loureiro, medronheiro, murta, a aroeira, tojo, carqueja, urze, soagem, esteva ou o alecrim o rosmaninho e a alfazema.
A flora de características atlânticas é de menor expressão mas ainda se encontram exemplares de carvalho alvarinho, castanheiro, ulmeiro, amieiro, choupos, freixos, salgueiros e pinheiro bravo resultando, a paisagem, numa mistura de ambientes com domínio de agrupamentos arbustivos do tipo carrascal.
Por contraste temos as zonas mais agricultadas com predomínio para a oliveira e a vinha as hortas e os pomares; não podemos esquecer que, e apesar de se encontrar já nos seus limites sul a freguesia de Almoster ainda está integrada no “Bairro” típico estremenho zona de agricultura intensiva do solo onde predominam os alqueives de trigo e cevada, e culturas irrigadas pegadas à lezíria, a planície aluvial do Tejo; foi a existência desta concentração de recursos que permitiu a grande variedade de culturas e um povoamento disseminado em inúmeras aldeias e habitações dispersas, e que desde cedo atraiu o homem a estas paragens.
Quanto à fauna destaca-se o melro, o picanço, a escrevedora, o cartaxo, a gralha o pica-pau, a andorinha, o rouxinol dos caniços, o abelharuco, a galinha d’água, o pato real, a garça, o peneireiro, a águia de asa redonda, o milhafre preto e a águia pesqueira também podendo ocorrer o bufo real; raposa coelho e por vezes a lontra.
A confluência das ribeiras de Almoster e Atalaia proporcionou condições excelentes para a fixação de populações desde muito cedo pois quando o mosteiro é fundado em 1289 já a área era habitada e era objecto da intervenção humana há muito tempo; o nome Almoster deriva de al-monasterium o mosteiro, embora o topónimo já existisse à data de fundação do mosteiro de Stª Maria.
A região é aliás rica em vestígios arqueológicos como o atesta a existência de um castro, possivelmente da Idade do Cobre, hoje destruído, sem ser estudado, por uma pedreira de calcário em lavra activa e que desde os anos 80 abriu uma chaga entre Almoster e Vila Nova do Coito, e que se liga a outros sítios pré-históricos nas redondezas como sejam os de Vila Nova de São Pedro e do Azambujal e cujas populações subsistiam da agricultura, em pleno desenvolvimento e que acompanha a sedentarização; bois, cavalos, cabras, porcos e javalis eram algumas espécies animais usadas na alimentação tal como a pesca e o marisco, como o testemunham os restos das suas conchas.
Encontrar-se-ão ainda vestígios de actividade metalúrgica como escórias e cadinhos de fundição e também restos de cerâmica, mós e silos. A tecelagem a confecção de vestuário e a produção de artefactos decorativos e de sentido religioso (corninhos de barro e placas de xisto de carácter antropormófico) terão constituído outras das suas actividades.
Na região foram ainda encontrados vestígios da ocupação romana, goda e mourisca, nomeadamente quanto ao desenvolvimento das técnicas de cultivo e de transformação, formas da propriedade e topónimos.
Segundo algumas opiniões, existiria já naquele local um mosteiro ou cenóbio que foi destruído durante a invasão moura no sec.VIII e que teria dado o nome ao lugar quando os mouros aí se instalaram. Após a reconquista de Santarém no séc.XII as terras foram redistribuídas pelos cristãos vindos do Norte, passando então, provavelmente, a fazerem parte da família de D. Sancha Pires, mãe da fundadora do mosteiro.
A aldeia ficou assim ligada ao convento das bernardas o qual ficou concluído em 1300; as freiras eram donatárias da freguesia e ali havia um hospital para pobres, administrado pelas freiras, que anualmente lhe atribuíam 38 moios de trigo e que era de especial importância para toda a região e que foi objecto de importantes doações.
Entre outras figuras ilustres como várias mulheres das casas de Noronha e Menezes que aí foram abadessas, naquele convento professou e morreu a Pelicana a judia Violante Gomes, mulher de rara beleza que se fez cristã por amor ao duque de Beja D. Luís, ambos pais do Prior do Crato, D. António, candidato vencido por Felipe II ao trono português em 1580.
Neste local, mais precisamente entre as pontes de Celeiro de Asseca e de Almoster, a 18 de Fevereiro de 1834, deu-se uma das batalhas mais sanguinolentas, renhidas e decisivas na guerra civil de 1832-34 entre absolutistas e liberais, não conseguindo, os absolutistas, comandados pelo general Lemos, desalojar os liberais de Almoster, comandados pelo marechal Saldanha.
D. Pedro, em memória dessa batalha, restaura o pedestal da estátua de D. José no Terreiro do Paço aí colocando a efígie do marquês de Pombal arrancada após a morte do rei, e, por decreto régio, faz do filho de Saldanha 1º conde de Almoster. Com a reorganização liberal é criada a freguesia de Almoster e, após o falecimento da última monja (1887) o governo cede o convento à Junta da paróquia.
Apesar do curso imparável do tempo, e dos acontecimento e mudanças que nele se sucedem as gentes continuarão ligadas aquela terra fértil e à produção agrícola, e apesar do despovoamento e abandono a que se vê votada muita da nossa província, a fertilidade da região, renovada anualmente pelo Tejo, parece que ainda consegue manter a população ligada à produção agrícola e à industria transformadora, apesar de Lisboa estar ali tão perto, mas, porventura, também por causa dela, muita da população continua ligada à terra.

“O Mosteiro de Almoster”
No cumprimento de uma disposição testamentária de Sancha Pires, sua filha Berengária Aires, que, segundo a tradição, presenciou com a Rainha Santa o milagre das águas do Tejo, que se abriram para ela passar e poder ver no leito do rio o túmulo de Stª Iria, funda, em 1289, o convento cisterciense feminino de Stª Maria de Almoster.
Os estabelecimentos femininos da ordem de Cister em Portugal surgem por acção das filhas de Sancho I, Mafalda, Sancha e Teresa; em 1196 os monges de Lorvão são substituídos por monjas e em 1224 Arouca também é reformada.
Embora de fundação tardia, integra-se num surto de fundações femininas os quais acompanham o crescimento demográfico relativamente desequilibrado que se conhece a partir do séc. XII, onde a feminilidade se sobrepõe claramente e cria problemas demográficos, principalmente nas casas nobres que ali irão “depositar os excedentes femininos”.
Apesar de algumas alterações às regras iniciais, que presidiam à criação de um mosteiro cisterciense, existia no entanto um mínimo de condições mínimas tais como respeito pelas regras fundamentais cistercienses, algum isolamento, água e vias de comunicação e condições económicas de continuidade como a posse de terras, sustentáculo da sua independência.
As principais diferenças assentam no facto de, por ser um mosteiro de monjas, não ser exigido, por razões materiais, o isolamento de núcleos habitacionais, o facto de se terem instalado num espaço habitado e domesticado, com um património fundiário já desenvolvido e interligado a dois espaços fundamentais que são Alenquer e Santarém. Apesar de apresentar uma estrutura hierárquica e electiva semelhantes a Cister, sobressai o patronato da família fundadora, nomeadamente através da designação e não eleição das primeiras abadessas.
A base de fixação e desenvolvimento é o conjunto de bens legados por Sancha Pires, sobretudo prédios rústicos concentrados na confluência da Ribeira de Almoster com o Rio Maior. A estes bens serão acrescentados outros através de compras, doações e escambos, quer bens rústicos, quer urbanos quer rendas e legados em moeda.
O convento será integrado na diocese de Lisboa, fundado oficialmente a 19 de Julho de 1289 e ratificado pelos Capítulos Gerais de Claraval, que detém numa fase inicial a sua gestão espiritual que acabará por perder para Alcobaça.
As ligações da fundadora com a Rainha Santa garantem a protecção da casa real, tendo D. Dinis confirmado o couto e os seus sucessores farão o mesmo. Também Isabel de Aragão irá dotar o convento de alguns bens através de disposições testamentárias.
A opção por uma regra que já não estava em moda em Portugal e na Europa, face a uma nova espiritualidade e acção evangélica levada a cabo por franciscanos e dominicanos, talvez se deva à saturação destas ordens, fortemente implantadas em Santarém, e também ao prestígio de Cister e as ligações pessoais de Berengária com a Rainha Santa. Deste modo, o conjunto de bens e o prestígio criavam condições favoráveis para atrair elementos da nobreza local e até burguesas de Santarém e arredores que viam na entrada para aquele estabelecimento aumento do prestígio social para a sua família.
A nova hipótese de vida fora do século, especialmente se não tinham dote para o casamento libertador, a vida numa comunidade protectora e confortável e com estatuto acrescido eram os motivos que levavam as mulheres a sujeitarem-se a uma vida dura.
A mulher era vista como um paradigma do mal, a única forma de alcançar a purificação residia na adopção de um mundo de introspecção, calmo e ordenado por regras inflexíveis, num espaço intocável, austero e repressivo. A libertação das tentações da carne era conseguido através de um casamento espiritual, consumado pela oração e mortificação.
As monjas estavam sujeitas a uma clausura feroz - após 1220 nem no campo podiam trabalhar - e eram fiscalizadas por um mosteiro masculino; só os confessores, capelães, procuradores e o abade visitador podiam quebrar as prescrições. Existiam também “familiares”, ligados ao convento para o seu governo doméstico. A enfermaria do convento revestiu-se de especial importância e era objecto de novas doações.
Nascido e criado por elementos ligados à estrutura nobiliárquica local, o seu suporte assenta na exploração rural, numa zona especialmente fértil, e na possibilidade de excedentes nos mercados urbanos da produção, especialmente produtos hortícolas e cereal; de salientar a posse de unidades de transformação como lagares e moinhos hidráulicos. Domínio que, grosso modo se centrava no raio de um dia de viagem em torno do convento, um universo rural que condicionava a gestão e o crescimento do convento.
O convento era um recinto gótico que ao longo dos séculos sofreu enxertos e remodelações e cuja traça revela o habitual cânone das pequenas abadias cistercienses. A quase totalidade das dependências conventuais está destruída, todo o conjunto sofreu os efeitos do terramoto de 1755, o abandono, após a morte da última monja em 1887, a ocupação pela coudelaria nacional com o do recinto para cavalariças e um temporal em 1909 que provoca desabamentos e infiltrações. Subsiste em parte o claustro interior, a casa do capítulo e a igreja. O templo, que esteve muito arruinado, foi objecto de importantes obras de restauro. Trata-se de um bom exemplo de estilo gótico, de três naves, em que sobressai o pórtico principal, situado numa fachada lateral da igreja, a arrojada abóbada de cruzaria de ogivas sob a capela-mor e os arcos quebrados dos absidíolos. A grande remodelação dos fins do séc. XVI que criaram o amplo coro baixo reduziu a grandeza do corpo. De salientar ainda um Cristo crucificado, em madeira dos inícios da centúria de trezentos e o interior que está revestido de azulejos seiscentistas do tipo padrão, azuis e amarelos.
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in rotascister.home.sapo.pt
A. Anacleto