ANOITECER
Quando a noite chega
E o sono se nega
Meu corpo envolver,
Vêem aos meus pensamentos
Aqueles doces momentos,
Que nos foi dado viver.
E recordo o nosso ninho,
Onde tinha o teu carinho,
Aquele amor que me davas,
As mãos com que me afagavas,
Teus lábios aveludados,
Que beijavam com ternura,
Quanta meiguice e doçura,
Nesses teus lábios rosados!
Agora, triste, sozinha,
Lembrando tudo o que tinha
E que a má sorte levou,
Sinto o vazio que ficou
Na minha alma doente.
Tenho saudades sem fim,
E sinto-te tão presente,
Inteiro, dentro de mim.
Amor, se pudesse ver-te,
Um instante pequenino,
Não mais iria perder-te,
Voltava atrás o destino.
Juntos de novo na vida,
Aquela paixão sentida,
Voltaria triunfante.
Sermos jovens outra vez,
Ao teu lado confiante,
Com teu amor novamente,
Teria o mundo a meus pés.
Ao recordar o teu amor que me sorria
Vejo que era feliz e não sabia...!
Maria Isabel Galveias
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BIOGRAFIA
Nascida em Alcanena, em 13 de Maio de 1942, puseram-me o nome de: Maria Isabel Galveias. Comecei a andar pela net em fins de 1999, com o nick de Lylybety, diminuitivo pelo qual meu avô me chamava.Bem depressa deixei de ser Isabel para ser Lyly, nome por que sou conhecida entre os amigos, sejam virtuais, ou reais.Só no final do Século passado, descobri em mim algum jeito para escrever. Assim, comecei por poemas simples, conforme me “apareciam”. Mais tarde derivei para os sonetos, por ser a vertente poética de que mais gosto. Editei há pouco um livro só de sonetos, e, vou editar muito em breve, um outro livro, com os meus primeiros poemas.Agradeço a todos os que tiveram a coragem de “me” ler. Agradeço principalmente ao João, a coragem de “me” dizer.
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in site: http://www.poemar.com/Lylybety.htm
A. Anacleto
domingo, 2 de novembro de 2008
Meio Ambiente
Rio Alviela de novo Poluído
(...) Este sábado, as águas do rio Alviela apareceram de novo escuras, com um tonalidade acobreada própria de corantes dos curtumes. Junto à ponte romana de Pernes, onde quase se consegue habitualmente ver o fundo do rio, as águas apareceram completamente opacas e com alguma espuma.
Junto ao Mouchão Parque, na base das quedas de água, o rio está repleto de espuma.
O Jornal O Ribatejo foi ao terreno e registou que a poluição entra no rio mesmo junto à entrada da Ribeira de Carvalhos, a ribeira para onde é enviada a água tratada da ETAR de Alcanena.(...)
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Fonte Jornal "O Ribatejo" - edic. online 01-11.08
Jornalista Bruno Oliveira
(...) Este sábado, as águas do rio Alviela apareceram de novo escuras, com um tonalidade acobreada própria de corantes dos curtumes. Junto à ponte romana de Pernes, onde quase se consegue habitualmente ver o fundo do rio, as águas apareceram completamente opacas e com alguma espuma.
Junto ao Mouchão Parque, na base das quedas de água, o rio está repleto de espuma.
O Jornal O Ribatejo foi ao terreno e registou que a poluição entra no rio mesmo junto à entrada da Ribeira de Carvalhos, a ribeira para onde é enviada a água tratada da ETAR de Alcanena.(...)
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Fonte Jornal "O Ribatejo" - edic. online 01-11.08
Jornalista Bruno Oliveira
sábado, 1 de novembro de 2008
Certames Tradicionais
Imagem: A.Anacleto
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XI Festival da Água-Pé
Esta a decorrer este fim de semana no Pátio da Rita Ferreira em Alcorochel – Torres Novas a XI edição do Festival da Água-Pé.
De características genuínas e únicas, o festival resulta do empenho da Câmara Municipal de Torres Novas, com o apoio da Junta de Freguesia de Alcorochel e da associação local ADRCA, em dar continuidade a uma memória de valores e factos tradicionais da freguesia Alcorochelense.
Durante os três dias a gastronomia tradicional regional está a ser assegurada pelos restaurantes locais “O Sobreiro”, “O Alto Pina” e “Os Arcos”, as castanhas assadas, a água-pé e a mostra de artesanato e doçarias locais estão também em evidência.
A animação musical e etnográfica está a marcar também presença. O Festival oferece um programa de animação, tendo iniciado ontem dia 31 de Outubro com um baile com música ao vivo com o artista “Adamastor”, hoje à tarde foi a actuação do Rancho Folclórico dos Riachos e à noite actua o grupo musical “Xarepa Band”. Amanhã Domingo será a Escola de Danças de Salão da Chancelaria a actuar pelas 17horas, culminando o festival com a actuação do grupo musical “Take Way” cerca das 21 horas.
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A. Anacleto
Ensino
No Ranking das Escolas Secundárias do país, Alcanena ocupa o 122º lugar
Num universo total de 608 escolas no país, a Escola Secundária de Alcanena ocupa o 122º lugar, baseado nas classificações do exame do 12º ano, conforme referencia o JN (Jornal de Notícias).
No Distrito de Santarém lidera o Colégio Infante Santo, em Tremês, que surge em 16º lugar, seguido pela Escola EB2,3/S de Mestre Martins Correia na Golegã, na 38ª posição e pelo Colégio S. Miguel em Fátima, 59º lugar. A Escola Secundária/3 Artur Gonçalves em Torres Novas, queda-se pela 63ª posição, a Escola EB/23S José Relvas em Alpiarça em 80º, a Escola Santa Maria do Olival de Tomar no 91º lugar, a Escola Secundária Dr. Ginestral Machado - Santarém alcança o 101º e depois vem a Escola Secundária de Alcanena na 122ª posição, seguindo-se duas escolas do concelho de Ourém - a Escola Secundária de Ourém (130º), e o CEF - Centro de Estudos de Fátima no 139º lugar.
............................................................................Num universo total de 608 escolas no país, a Escola Secundária de Alcanena ocupa o 122º lugar, baseado nas classificações do exame do 12º ano, conforme referencia o JN (Jornal de Notícias).
No Distrito de Santarém lidera o Colégio Infante Santo, em Tremês, que surge em 16º lugar, seguido pela Escola EB2,3/S de Mestre Martins Correia na Golegã, na 38ª posição e pelo Colégio S. Miguel em Fátima, 59º lugar. A Escola Secundária/3 Artur Gonçalves em Torres Novas, queda-se pela 63ª posição, a Escola EB/23S José Relvas em Alpiarça em 80º, a Escola Santa Maria do Olival de Tomar no 91º lugar, a Escola Secundária Dr. Ginestral Machado - Santarém alcança o 101º e depois vem a Escola Secundária de Alcanena na 122ª posição, seguindo-se duas escolas do concelho de Ourém - a Escola Secundária de Ourém (130º), e o CEF - Centro de Estudos de Fátima no 139º lugar.
A. Anacleto
Cultura
Qualidade Cultural em Alcanena
A. Anacleto
Ontem à noite no Cine Teatro S. Pedro em Alcanena, culturas convergiram ao palco deste espaço cultural.
O Grupo “Guitarra e Canto de Coimbra” ligado ao Centro Cultural Regional de Santarém e o Grupo “Sinar Budaya Group”, oriundo da Indonésia, apresentaram ao elevado número de público que quase esgotou os lugares daquela sala de espectáculo, a cultura musical e etnográfica dos dois países.
O Grupo de Santarém, vincou bem com os cantes, que a cultura do fado Coimbrão continua vivo, fazendo recordar os tempos estudantis na cidade do Mondego.
Excelente, foi também a representação do grupo Indonésio, que trouxe ao recanto Alcanenense, através da música e da dança, os costumes e as culturas das diversas regiões daquele país.
Marcaram presença várias individualidades, das quais destacamos o Embaixador da Indonésia em Lisboa Francisco Lopes da Cruz, o Governador Civil de Santarém Paulo Fonseca, o Presidente da Câmara Municipal de Alcanena Luís Azevedo, o Presidente da Assembleia Municipal, a Deputada Fernanda Asseiceira e alguns deputados municipais.
Durante o espectáculo foi homenageado o Embaixador Lopes da Cruz que vai ser substituído naquele lugar diplomático.
......................................................................O Grupo “Guitarra e Canto de Coimbra” ligado ao Centro Cultural Regional de Santarém e o Grupo “Sinar Budaya Group”, oriundo da Indonésia, apresentaram ao elevado número de público que quase esgotou os lugares daquela sala de espectáculo, a cultura musical e etnográfica dos dois países.
O Grupo de Santarém, vincou bem com os cantes, que a cultura do fado Coimbrão continua vivo, fazendo recordar os tempos estudantis na cidade do Mondego.
Excelente, foi também a representação do grupo Indonésio, que trouxe ao recanto Alcanenense, através da música e da dança, os costumes e as culturas das diversas regiões daquele país.
Marcaram presença várias individualidades, das quais destacamos o Embaixador da Indonésia em Lisboa Francisco Lopes da Cruz, o Governador Civil de Santarém Paulo Fonseca, o Presidente da Câmara Municipal de Alcanena Luís Azevedo, o Presidente da Assembleia Municipal, a Deputada Fernanda Asseiceira e alguns deputados municipais.
Durante o espectáculo foi homenageado o Embaixador Lopes da Cruz que vai ser substituído naquele lugar diplomático.
A. Anacleto
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Colunistas

Citamos na íntegra, o artigo de opinião da autoria do Jornalista e Escritor Baptista Bastos, publicado hoje no “Jornal de Negócios, edição online.
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A. Anacleto
Como se chegou a isto?
(…)"O neoliberalismo conduziu as desigualdades a limites intoleráveis, e à exibição do luxo mais agressivo." A frase pertence ao ensaísta e politólogo José Vidal-Beneyto e faz parte de um artigo publicado no "El Pais" de 20 de Setembro, p.p. Admitir os erros de um sistema económico que colocou o mundo à beira de uma catástrofe é negar, com humildade e grandeza, uma concepção ultrapassada de sociedade.
O que está em causa, actualmente, não é, somente, a estrutura económico-financeira, mas sim, e sobretudo, a sobrevivência da democracia.
Bush, com o Acto Patriótico, restringiu parte substancial das liberdades cívicas nos Estados Unidos, apoiando-se na cruzada contra o terrorismo. O 11 de Setembro foi o trágico pretexto para se ensaiar uma espécie particular de autoritarismo. As coisas não correram bem ao senhor da guerra. Mas a América do Norte possui uma experiência criptofascista, com a caça às bruxas do senador MacCarthy, na década de 50. Submetendo suspeitos de "comunismo" a pressões atrozes e a perseguições inimagináveis, a assim chamada Comissão de Actividades Anti-americanas destruiu milhares de famílias e homiziou alguns dos maiores intelectuais do país. A lista de delatores é aterradora: desde Elia Kazan a Edward Dmytryk, passando por Robert Taylor, Gary Cooper, José Ferrer, Robert Rossen a Frank Tuttle, houve de tudo e de todas as categorias. Outras personalidades que, invocando a Constituição, negaram-se a responder aos interrogatórios: Humphrey Bogart, Arthur Miller, Howard da Silva, Lewis Millestone, Gale Sondergaard, Jules Dassin, Jonh Berry e Joseph Losey.
Entre a grandeza e a miséria moral, os Estados Unidos têm saído vitoriosos. Uma poderosa corrente democrática sobrepuja, historicamente, a dimensão medonha dos crimes, como, por exemplo, a de Guantanamo. A raiz da grande nação é a construção da tolerância, e os seus maiores sempre propugnaram por hábitos e comportamentos reiteradamente humanistas. As intermitências do autoritarismo mais agressivo compõem o quadro de um país que arrebata os ódios mais irracionais e as paixões mais arrebatadas.
Falei como falei a fim de chamar a atenção dos Dilectos para um livro, fascinante por vários motivos, cujo título, "Verdade, Humildade & Solidariedade" [Edição Livros D’Hoje / Dom Quixote], pouco ou nada diz da importância do seu conteúdo. É um documento impressionante. O autor, João Ermida, nasceu em 1965 e desempenhou funções de relevo em várias empresas do mundo da finança. Com factos, datas e nomes, Ermida relata a excruciante experiência que o conduziu, quase, ao desespero. Um mundo desprovido de regras e, somente, com um imperativo: o "cumprimento dos objectivos", mesmo que, para isso, sejam utilizados os processos mais cavilosos e os métodos mais repugnantes. O volume lê-se como um policial. Diz João Ermida: "Este livro visa alertar sobre a forma como alguns dos máximos responsáveis [das] grandes corporações têm dirigido as mesmas, por estarem convencidos de que ganham o mesmo, independentemente de as gerirem bem ou mal. Sabem que, mais cedo ou mais tarde, com os conhecimentos que foram criando ao longo da sua vida de trabalho, voltarão a ser inseridos no meio, caso sejam despedidos. Este ‘jogo’ está a minar a forma de trabalhar nas empresas, o que faz com que, nos dias de hoje, a mentira seja mais respeitada do que a verdade. Quem mente acaba por ser mais admirado. O egoísmo passou a ser a qualidade mais valorizada. A verdade é importante para ser camuflada."
O "meio" não se retrai em contemplações de ordem humanista. A ganância, o lucro pelo lucro, a violência das exigências das grandes empresas atingem dimensões demenciais. Diz: "Por alguma razão, o uso de anti-depressivos não pára de aumentar em todo o mundo, com especial incidência no sector de serviços e dos grandes negócios (…) A necessidade que estas pessoas acabam por ter de mentir e enganar os seus colegas e clientes leva-os a viver uma vida que não é aquela que escolheriam de forma livre. O caminho mais fácil para superar este modo de vida são os anti-depressivos e, em alguns casos, as drogas. Os consumos destas substâncias não param, infelizmente, de aumentar."
Numerosos pormenores, numerosos episódios cuja escabrosidade é arrepiante podem ajudar a esclarecer-nos acerca do que hoje se passa, da crise assustadora que parece não ter culpados nem responsáveis, a não ser a "falta de regulação do mercado." Ermida, com assinalável coragem, e apoiado na sua prática pessoal escreve: "O poder que estes profissionais da banca de investimento têm é, nos dias de hoje, muito superior ao de grande parte dos governos de vários países importantes. Também os governantes contam, cada vez mais, com estes profissionais, para lhes validarem grandes opções de investimento, assim como para os aconselharem no que toca à venda de empresas estatais."
Já não se trata de promiscuidade entre a política e os negócios. A mistela assume o contorno da obscenidade. Ermida analisa, com clareza meridiana, a natureza dos "bancos de investimento", seus meios, seus métodos, seus fins, seus objectivos. O quadro é tenebroso. E explica o grau de selvajaria, porque de selvajaria de trata, a que pode chegar a ausência de valores e do que resulta a natureza da mentira e do embuste organizados com frieza implacável.
Há muitos anos que não lia um texto tão significativo como este. Ao fazer a reavaliação das grandes empresas globais e da estatura moral, intelectual e ética dos seus máximos responsáveis, João Ermida leva-nos à dilemática interrogação: como chegámos a esta miséria e de que forma dela nos podemos libertar?
Um livro a não perder, em circunstância nenhuma. E não me venham lá com tretas.(…)
…………………………………………......................
in “Jornal de Negócios” – edic online – 31.10.08
Baptista Bastos - b.bastos@netcabo.pt
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A. Anacleto
Como se chegou a isto?
(…)"O neoliberalismo conduziu as desigualdades a limites intoleráveis, e à exibição do luxo mais agressivo." A frase pertence ao ensaísta e politólogo José Vidal-Beneyto e faz parte de um artigo publicado no "El Pais" de 20 de Setembro, p.p. Admitir os erros de um sistema económico que colocou o mundo à beira de uma catástrofe é negar, com humildade e grandeza, uma concepção ultrapassada de sociedade.
O que está em causa, actualmente, não é, somente, a estrutura económico-financeira, mas sim, e sobretudo, a sobrevivência da democracia.
Bush, com o Acto Patriótico, restringiu parte substancial das liberdades cívicas nos Estados Unidos, apoiando-se na cruzada contra o terrorismo. O 11 de Setembro foi o trágico pretexto para se ensaiar uma espécie particular de autoritarismo. As coisas não correram bem ao senhor da guerra. Mas a América do Norte possui uma experiência criptofascista, com a caça às bruxas do senador MacCarthy, na década de 50. Submetendo suspeitos de "comunismo" a pressões atrozes e a perseguições inimagináveis, a assim chamada Comissão de Actividades Anti-americanas destruiu milhares de famílias e homiziou alguns dos maiores intelectuais do país. A lista de delatores é aterradora: desde Elia Kazan a Edward Dmytryk, passando por Robert Taylor, Gary Cooper, José Ferrer, Robert Rossen a Frank Tuttle, houve de tudo e de todas as categorias. Outras personalidades que, invocando a Constituição, negaram-se a responder aos interrogatórios: Humphrey Bogart, Arthur Miller, Howard da Silva, Lewis Millestone, Gale Sondergaard, Jules Dassin, Jonh Berry e Joseph Losey.
Entre a grandeza e a miséria moral, os Estados Unidos têm saído vitoriosos. Uma poderosa corrente democrática sobrepuja, historicamente, a dimensão medonha dos crimes, como, por exemplo, a de Guantanamo. A raiz da grande nação é a construção da tolerância, e os seus maiores sempre propugnaram por hábitos e comportamentos reiteradamente humanistas. As intermitências do autoritarismo mais agressivo compõem o quadro de um país que arrebata os ódios mais irracionais e as paixões mais arrebatadas.
Falei como falei a fim de chamar a atenção dos Dilectos para um livro, fascinante por vários motivos, cujo título, "Verdade, Humildade & Solidariedade" [Edição Livros D’Hoje / Dom Quixote], pouco ou nada diz da importância do seu conteúdo. É um documento impressionante. O autor, João Ermida, nasceu em 1965 e desempenhou funções de relevo em várias empresas do mundo da finança. Com factos, datas e nomes, Ermida relata a excruciante experiência que o conduziu, quase, ao desespero. Um mundo desprovido de regras e, somente, com um imperativo: o "cumprimento dos objectivos", mesmo que, para isso, sejam utilizados os processos mais cavilosos e os métodos mais repugnantes. O volume lê-se como um policial. Diz João Ermida: "Este livro visa alertar sobre a forma como alguns dos máximos responsáveis [das] grandes corporações têm dirigido as mesmas, por estarem convencidos de que ganham o mesmo, independentemente de as gerirem bem ou mal. Sabem que, mais cedo ou mais tarde, com os conhecimentos que foram criando ao longo da sua vida de trabalho, voltarão a ser inseridos no meio, caso sejam despedidos. Este ‘jogo’ está a minar a forma de trabalhar nas empresas, o que faz com que, nos dias de hoje, a mentira seja mais respeitada do que a verdade. Quem mente acaba por ser mais admirado. O egoísmo passou a ser a qualidade mais valorizada. A verdade é importante para ser camuflada."
O "meio" não se retrai em contemplações de ordem humanista. A ganância, o lucro pelo lucro, a violência das exigências das grandes empresas atingem dimensões demenciais. Diz: "Por alguma razão, o uso de anti-depressivos não pára de aumentar em todo o mundo, com especial incidência no sector de serviços e dos grandes negócios (…) A necessidade que estas pessoas acabam por ter de mentir e enganar os seus colegas e clientes leva-os a viver uma vida que não é aquela que escolheriam de forma livre. O caminho mais fácil para superar este modo de vida são os anti-depressivos e, em alguns casos, as drogas. Os consumos destas substâncias não param, infelizmente, de aumentar."
Numerosos pormenores, numerosos episódios cuja escabrosidade é arrepiante podem ajudar a esclarecer-nos acerca do que hoje se passa, da crise assustadora que parece não ter culpados nem responsáveis, a não ser a "falta de regulação do mercado." Ermida, com assinalável coragem, e apoiado na sua prática pessoal escreve: "O poder que estes profissionais da banca de investimento têm é, nos dias de hoje, muito superior ao de grande parte dos governos de vários países importantes. Também os governantes contam, cada vez mais, com estes profissionais, para lhes validarem grandes opções de investimento, assim como para os aconselharem no que toca à venda de empresas estatais."
Já não se trata de promiscuidade entre a política e os negócios. A mistela assume o contorno da obscenidade. Ermida analisa, com clareza meridiana, a natureza dos "bancos de investimento", seus meios, seus métodos, seus fins, seus objectivos. O quadro é tenebroso. E explica o grau de selvajaria, porque de selvajaria de trata, a que pode chegar a ausência de valores e do que resulta a natureza da mentira e do embuste organizados com frieza implacável.
Há muitos anos que não lia um texto tão significativo como este. Ao fazer a reavaliação das grandes empresas globais e da estatura moral, intelectual e ética dos seus máximos responsáveis, João Ermida leva-nos à dilemática interrogação: como chegámos a esta miséria e de que forma dela nos podemos libertar?
Um livro a não perder, em circunstância nenhuma. E não me venham lá com tretas.(…)
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in “Jornal de Negócios” – edic online – 31.10.08
Baptista Bastos - b.bastos@netcabo.pt
Cultura
Esta noite no Cine-Teatro São Pedro em Alcanena vai realizar-se um espectáculo pluricultural com o apoio do Governo Civil de Santarém e da Embaixada da Indonésia em Portugal.
Subirão ao palco a partir das 21:30h, o Grupo Guitarra e Canto de Coimbra, constituído por antigos estudantes de Coimbra e de Santarém, ligado ao Centro Cultural Regional de Santarém e o Grupo “Sinar Budaya Group” que irão apresentar Danças Tradicionais da Indonésia.
Espera-se um espectáculo de qualidade que brilhará a noite em terras Alcanenenses.
…………………………………………
A. Anacleto
Subirão ao palco a partir das 21:30h, o Grupo Guitarra e Canto de Coimbra, constituído por antigos estudantes de Coimbra e de Santarém, ligado ao Centro Cultural Regional de Santarém e o Grupo “Sinar Budaya Group” que irão apresentar Danças Tradicionais da Indonésia.
Espera-se um espectáculo de qualidade que brilhará a noite em terras Alcanenenses.
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A. Anacleto
Jogos Florais
Um Livro
Um livro é um amigo
Amigo fiel e ensinador
Ensinador de muitas coisas
Coisas importantes
Importantes para a vida
Vida suprema
Suprema e misteriosa
Misteriosa e cheia de surpresas
Surpresas dão os livros às mãos cheias.
……………………………………………..
Um Amigo
Ter um amigo é uma riqueza
Ter um amigo é uma alegria
Ter um amigo é bom
É bom para poder brincar
E para poder ajudar.
Ter um amigo é uma lembrança
Que nunca se esquece.
Ter um amigo é ter um irmão
Ter um amigo é a maior alegria do Mundo.
………………………………………………
in Livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena” - 2008
Menção Honrosa – Poesia
EB1 de Malhou – Trabalho Colectivo – 4º Ano
Um livro é um amigo
Amigo fiel e ensinador
Ensinador de muitas coisas
Coisas importantes
Importantes para a vida
Vida suprema
Suprema e misteriosa
Misteriosa e cheia de surpresas
Surpresas dão os livros às mãos cheias.
……………………………………………..
Um Amigo
Ter um amigo é uma riqueza
Ter um amigo é uma alegria
Ter um amigo é bom
É bom para poder brincar
E para poder ajudar.
Ter um amigo é uma lembrança
Que nunca se esquece.
Ter um amigo é ter um irmão
Ter um amigo é a maior alegria do Mundo.
………………………………………………
in Livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena” - 2008
Menção Honrosa – Poesia
EB1 de Malhou – Trabalho Colectivo – 4º Ano
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Autores
(…) não! Mona Lisa…
bastam-me as tuas mãos
tranquilas
basta-me a tua alma
divina felicidade
diferença e
identidade
imanência dos meus sentidos
que caminham
transcendentes
pela auto-estrada do céu. (…)
……………………………………………..
in livro “Este Zimbro que nos aquece a Alma” - excerto
Autor: Artur Aleixo
bastam-me as tuas mãos
tranquilas
basta-me a tua alma
divina felicidade
diferença e
identidade
imanência dos meus sentidos
que caminham
transcendentes
pela auto-estrada do céu. (…)
……………………………………………..
in livro “Este Zimbro que nos aquece a Alma” - excerto
Autor: Artur Aleixo
Autarquias
Alcanena contesta localização de novo posto da GNR
(…) o presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Luis Azevedo (ICA) está preocupado com o anúncio da construção do novo posto da GNR feito recentemente pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em resposta a um requerimento sobre o assunto feito pela deputada socialista Fernanda Asseiceira, que é também vereadora na Câmara de Alcanena. “Há um erro com a construção do quartel no sítio previsto, fora do centro do concelho. A localização não traz nenhum benefício nem serve os interesses da população”, referiu Luís Azevedo esta segunda-feira, 27 de Outubro, durante a última reunião de executivo camarário. O autarca informou ter exposto estas suas dúvidas numa carta enviada em Setembro, ao Ministro da Administração Interna, missiva que ainda não encontrou resposta. “Não estou contra a construção de equipamentos novos em Alcanena, como acusam os socialistas, mas prefiro não ter um quartel novo e ter um, no local que indiquei, que ofereça dignidade e segurança à população”, afiançou.
Recorde-se que o Governo prevê lançar o concurso para a construção do novo posto da GNR de Alcanena no decorrer de 2009, possivelmente ainda no primeiro semestre. O financiamento da obra, na ordem dos 350 mil euros, foi garantido no âmbito do do Plano de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) que integra o Orçamento de Estado 2008. Com o seu pedido, Fernanda Asseiceira viu ainda ser-lhe garantida a colocação de mais guardas no posto de Alcanena, logo que concluída a formação do curso no último trimestre deste ano. O contingente já havia sido reforçado recentemente com mais três elementos. O quartel chegou a ter 25 efectivos, tendo actualmente 17 (…)
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in Jornal “O Mirante” – edic. online 28.10.08
(…) o presidente da Câmara Municipal de Alcanena, Luis Azevedo (ICA) está preocupado com o anúncio da construção do novo posto da GNR feito recentemente pelo Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em resposta a um requerimento sobre o assunto feito pela deputada socialista Fernanda Asseiceira, que é também vereadora na Câmara de Alcanena. “Há um erro com a construção do quartel no sítio previsto, fora do centro do concelho. A localização não traz nenhum benefício nem serve os interesses da população”, referiu Luís Azevedo esta segunda-feira, 27 de Outubro, durante a última reunião de executivo camarário. O autarca informou ter exposto estas suas dúvidas numa carta enviada em Setembro, ao Ministro da Administração Interna, missiva que ainda não encontrou resposta. “Não estou contra a construção de equipamentos novos em Alcanena, como acusam os socialistas, mas prefiro não ter um quartel novo e ter um, no local que indiquei, que ofereça dignidade e segurança à população”, afiançou.
Recorde-se que o Governo prevê lançar o concurso para a construção do novo posto da GNR de Alcanena no decorrer de 2009, possivelmente ainda no primeiro semestre. O financiamento da obra, na ordem dos 350 mil euros, foi garantido no âmbito do do Plano de Investimentos e Despesas para o Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) que integra o Orçamento de Estado 2008. Com o seu pedido, Fernanda Asseiceira viu ainda ser-lhe garantida a colocação de mais guardas no posto de Alcanena, logo que concluída a formação do curso no último trimestre deste ano. O contingente já havia sido reforçado recentemente com mais três elementos. O quartel chegou a ter 25 efectivos, tendo actualmente 17 (…)
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in Jornal “O Mirante” – edic. online 28.10.08
domingo, 26 de outubro de 2008
Jogos Florais
Continuamos a consultar o livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”. Por considerarmos este poema com algum sentido nostálgico e também bem exprimido, transcrevemo-lo na íntegra.
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A. Anacleto
Saudade
A minha escola vou deixar
O primeiro ciclo vou terminar
Mas guardo boas lembranças
Que sempre irei recordar.
Jogo à bola e à apanhada
Ao berlinde também
Não esqueço a tabuada
Que eu aprendi muito bem.
Da minha professora
Saudades irei ter
Foi ela que me ensinou
A ler, contar e escrever.
Louriceira minha terra
Nunca te vou esquecer
Irei para Alcanena
Para continuar a crescer.
……………………………………
Tiago Mira Moteiro, 4º Ano – Escola EB1 de Louriceira
Menção Honrosa – Poesia – Prémio Escolar
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A. Anacleto
Saudade
A minha escola vou deixar
O primeiro ciclo vou terminar
Mas guardo boas lembranças
Que sempre irei recordar.
Jogo à bola e à apanhada
Ao berlinde também
Não esqueço a tabuada
Que eu aprendi muito bem.
Da minha professora
Saudades irei ter
Foi ela que me ensinou
A ler, contar e escrever.
Louriceira minha terra
Nunca te vou esquecer
Irei para Alcanena
Para continuar a crescer.
……………………………………
Tiago Mira Moteiro, 4º Ano – Escola EB1 de Louriceira
Menção Honrosa – Poesia – Prémio Escolar
sábado, 25 de outubro de 2008
Desporto - Atletismo
Imagem: A.Anacleto
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Equipas Portuguesas dominam Europeu de Estrada em Almeirim
Rui Pedro Silva (Maratona) foi o vencedor.
A equipa masculina da Conforlimpa venceu a 21.ª edição da Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada, realizada esta tarde em Almeirim, que contou com a participação de mais 2000 atletas. Após um despique equilibrado com o Maratona, aquela equipa venceu por apenas um ponto.
A equipa da empresa de limpezas conseguiu assim o seu oitavo título, contra sete do Maratona, vencedor da edição do ano passado. Individualmente, Rui Pedro Silva do Maratona, foi o vencedor. As duas equipas portuguesas colocaram sete atletas no top dez.
O campeão olímpico da maratona nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Stefano Baldini, atacou aos 16 kms, sendo apenas perseguido por Rui Pedro Silva, mas bloqueou passados 500 metros e caiu para a quarta posição.
O vencedor completou os 21.097 metros do percurso em 1:04.34 horas, chegando com 29 segundos de vantagem sobre Licínio Pimentel e 31 sobre Hermano Ferreira.
A equipa do Maratona, que colocou três atletas nos dez primeiros lugares, fechou a equipa apenas no 14.º lugar, através de Ricardo Ribas, que foi primeiro na edição do ano passado, quando a Conforlimpa já tinha cinco atletas na meta.
No sector feminino, venceu a atleta da Nike, Anne Bererwe, deixando a sportinguista Clarisse Cruz na segunda posição e Helena Sampaio do Maratona no terceiro lugar.
Classificação
Individual Seniores Masculinos:
1. Rui Pedro Silva (Maratona), 1:04.34 horas
2. Licínio Pimentel (Conforlimpa), 1:05.03
3. Hermano Ferreira (Maratona), 1:05.05
4. Stefano Baldini (Corradini/Itália), 1:05.13
5. Yousef Aakaou (Guadalajara/Espanha), 1:05.27
6. Luís Feiteira (Conforlimpa), 1:05.46
7. Eduardo Henriques (Conforlimpa), 1:05.50
8. José Rocha (Maratona), 1:05.58
9. Rafael Iglésias (Guadalajara/Espanha), 1:06.03
10. José Ramos (Conforlimpa), 1:06.08
Equipas:
1. Conforlimpa, (PORTUGAL) 25 pontos
2. Maratona, (PORTUGAL), 26
3. Guadalajara, (Espanha), 63
4. Corradini (Itália), 65
5. Henrining (Dinamarca), 66
Individual Seniores Femininos:
1. Anne Bererwe (Nike)
2. Clarisse Cruz (Sporting)
3. Helena Sampaio (Maratona)
......................................
A. Anacleto
Hora de Inverno
A hora de Inverno chega este domingo de madrugada com os relógios a atrasarem 60 minutos às 02h00, proporcionando mais uma hora de sono. Portanto, não esqueça atrasar os seus relógios para se começar a adaptar aos hábitos do inverno que se aproxima.
..................................................A. Anacleto
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Desporto - Atletismo
Amanhã, Maratona e Conforlimpa discutem título europeu em Almeirim
As equipas do Maratona e da Conforlimpa, vão discutir amanhã sábado, a partir das 16 horas, na cidade de Almeirim, a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada.
Será a 21.ª edição da competição e é simultaneamente integrada na tradicional prova “20 Km de Almeirim” por isso, terá a distância de Meia-Maratona.
Está prevista a presença de oito equipas estrangeiras na prova, com destaque para a espanhola do Rayet Guadalajara, a francesa do ASC Francophone e a italiana do Calcestruzzi Corradini.
No entanto, parece-nos que nenhuma delas está em condições de interferir na luta entre o Maratona, actual campeão europeu, e a Conforlimpa, que alguns meses depois se sagrou campeã nacional.
O Maratona deverá fazer alinhar Rui Pedro Silva, Ricardo Ribas, José Rocha, José Maduro, Hermano Ferreira e Nuno Costa.
Enquanto que a Conforlimpa deverá escolher seis atletas de entre os seguintes sete: Eduardo Henriques, Luís Jesus, Luís Feiteira, Paulo Gomes, Licínio Pimentel, José Ramos e Alberto Chaíça.
O italiano Stefano Baldini, campeão olímpico da maratona em nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, e o queniano James Moiben, três vezes vencedor da competição entre 2001 e 2003, podem dar réplica aos melhores portugueses na luta pelo primeiro lugar individual.
....................................................As equipas do Maratona e da Conforlimpa, vão discutir amanhã sábado, a partir das 16 horas, na cidade de Almeirim, a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Estrada.
Será a 21.ª edição da competição e é simultaneamente integrada na tradicional prova “20 Km de Almeirim” por isso, terá a distância de Meia-Maratona.
Está prevista a presença de oito equipas estrangeiras na prova, com destaque para a espanhola do Rayet Guadalajara, a francesa do ASC Francophone e a italiana do Calcestruzzi Corradini.
No entanto, parece-nos que nenhuma delas está em condições de interferir na luta entre o Maratona, actual campeão europeu, e a Conforlimpa, que alguns meses depois se sagrou campeã nacional.
O Maratona deverá fazer alinhar Rui Pedro Silva, Ricardo Ribas, José Rocha, José Maduro, Hermano Ferreira e Nuno Costa.
Enquanto que a Conforlimpa deverá escolher seis atletas de entre os seguintes sete: Eduardo Henriques, Luís Jesus, Luís Feiteira, Paulo Gomes, Licínio Pimentel, José Ramos e Alberto Chaíça.
O italiano Stefano Baldini, campeão olímpico da maratona em nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, e o queniano James Moiben, três vezes vencedor da competição entre 2001 e 2003, podem dar réplica aos melhores portugueses na luta pelo primeiro lugar individual.
A. Anacleto
Colunistas
Transcrevemos na íntegra o artigo de opinião do escritor e jornalista Baptista Bastos, publicado no “Jornal de Negócios” – edição online de 24.10.08.
……………………………………
A. Anacleto
Que poderemos fazer por nós próprios
A situação no País, e do País, é cada vez mais complicada, e os paliativos que o Governo vai aplicando surgem, aos olhos e ao entendimento dos cidadãos, como remendos mal alinhavados. Devemos dinheiro e não sabemos como cumprir a palavra. Ninguém confia em ninguém e a angústia apossou-se, endemicamente, da população.
Somos os mais pobres, os mais desguarnecidos, os mais injustiçados dos povos europeus. Entraram, em Portugal, oceanos de dinheiro comunitário, sobretudo na década cavaquista, e o País progrediu porque não havia remédio: até a inércia dispõe de forças desconhecidas. Cavaco não foi responsabilizado de coisíssima nenhuma, e até chegou a Presidente da República.
Esta democracia é o que é: um facto lamentável. Os grupos parlamentares, supostamente representantes de todos nós, cada cor seu paladar, obedecem às estratégias das direcções dos partidos, e a consciência da ética republicana, que devia gerir os actos e imperar sobre as conveniências, está quase totalmente aniquilada. Na terça-feira última, José Vítor Malheiros escreveu, no "Público", um notável artigo, "Disciplina de voto, arma de destruição maciça da democracia", no qual põe em causa a natureza peculiar dessa "obediência." É um texto que deveria ser leitura obrigatória dos deputados. Diz: "Todos sabemos que os partidos são indispensáveis à democracia e ninguém – dentro do quadro da democracia – põe isso em causa. Mas os partidos são indispensáveis à democracia porque permitem a corporização das livres opiniões, das diversas correntes de opinião. Os partidos são organizações políticas que reúnem pessoas que professam a mesma doutrina e que visam conquistar e exercer o poder, mas numa democracia a sua existência justifica-se por permitirem reforçar a acção pública dessas pessoas que partilham uma doutrina, não por constituírem um meio de reprimir a acção individual de cada uma dessas pessoas ou de reduzir a variedade de opiniões em confronto na cidade."
José Vítor Malheiros reduz a "subnitrato" as instâncias que transformam as contingências do momento numa indispensável necessidade política. Escreve: "Os deputados que elegemos estão dentro de partidos, que nos oferecem um quadro político e ideológico de referência. Mas gostaríamos de pensar que são todos mulheres e homens livres e de consciência." Não são. E a degenerescência moral do Parlamento acompanha decadência da sua eficácia. Para que serve um Parlamento assim?
Esta mesma pergunta, com ligeiras variantes, formulou-a, no começo dos anos 20 do século passado, no "Diário de Lisboa", um grande jornalista, Aprígio Mafra. Desempenhava as funções de chefe de redacção do importante vespertino, era monárquico, e marcava na agenda o seu nome para relatar as sessões no hemiciclo. São textos demolidores. Aprígio Mafra, independentemente de ser monárquico, fornecia aos leitores reportagens exemplares, por muito bem escritas e rigorosas. Não manipulava, não escamoteava, não omitia. Os deputados é que eram os protagonistas da salgalhada. Há quem atribua a Aprígio o descrédito do Parlamento. Nada mais errado. Foram os deputados os fautores da desconfiança. Aprígo Mafra somente estilhaçou o temor reverencial em torno da instituição. Ontem como hoje. Criticar a Assembleia e quem lá está parece um tema proibido sobretudo para certos sectores da Esquerda. Será, sempre e sempre, uma tarefa pedagógica, ética e cívica o exercício da crítica a todos os sectores da vida portuguesa. O texto de José Vítor Malheiros constitui uma grave advertência acerca dos perigos que ameaçam a democracia portuguesa, já de si tão frágil.
Como resistirá uma democracia a este vendaval de desemprego que nos devasta? Os alicerces nos quais assenta o equilíbrio social estão a ser seriamente sacudidos. Segundo o "Diário de Notícias" de anteontem [22. Outubro, p.p.] pelo menos 23 mil famílias portuguesas deixaram de pagar os empréstimos contraídos, para compra de casa, por absoluta indisponibilidade. A maioria dessas famílias recolheu-se à residência paterna ou abandonou a cidade pela aldeia, onde a vida é menos dispendiosa. Para memória dos factos, circula, na net, uma lista impressionante dos vencimentos de "gestores", mordomias e prémios. Os números são "obscenos", para citar a indignada qualificação do dr. Bagão Félix, quando foi tornada pública a "reforma" de um desses.
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) informa, em relatório, que, em Portugal, o fosso entre ricos e pobres não pára de aumentar. Vem o ministro Vieira e afirma, calmo e grave, que as coisas não são bem assim. Não, claro que não: são piores. A falta de clareza não é pecha deste Governo. Porém, como se diz "socialista" (embora cada vez o diga menos), ele deveria assumir a responsabilidade ética de falar verdade. As decisões governamentais atêm-se a uma relativização dos valores, e as interpretações do Executivo são feitas à margem das evidências. Se não entendemos o que nos diz Sócrates, também não conseguimos descodificar o discurso de Manuela Ferreira Leite – quando ela resolve falar.
Creio, apesar de tudo, que algo se modificará nas estruturas do "sistema", abalado por uma crise quase sem precedentes. Esse abalo irá reflectir-se em Portugal, como em todo o mundo. Saberemos colocar correctamente os problemas; aceitar a verdade, porque só a verdade é revolucionária (como dizia o outro); e recusar repetir aquilo que já não existe?
Que poderemos fazer por nós próprios?
…………………………………………….
Baptista Bastos
b.bastos@netcabo.pt
……………………………………
A. Anacleto
Que poderemos fazer por nós próprios
A situação no País, e do País, é cada vez mais complicada, e os paliativos que o Governo vai aplicando surgem, aos olhos e ao entendimento dos cidadãos, como remendos mal alinhavados. Devemos dinheiro e não sabemos como cumprir a palavra. Ninguém confia em ninguém e a angústia apossou-se, endemicamente, da população.
Somos os mais pobres, os mais desguarnecidos, os mais injustiçados dos povos europeus. Entraram, em Portugal, oceanos de dinheiro comunitário, sobretudo na década cavaquista, e o País progrediu porque não havia remédio: até a inércia dispõe de forças desconhecidas. Cavaco não foi responsabilizado de coisíssima nenhuma, e até chegou a Presidente da República.
Esta democracia é o que é: um facto lamentável. Os grupos parlamentares, supostamente representantes de todos nós, cada cor seu paladar, obedecem às estratégias das direcções dos partidos, e a consciência da ética republicana, que devia gerir os actos e imperar sobre as conveniências, está quase totalmente aniquilada. Na terça-feira última, José Vítor Malheiros escreveu, no "Público", um notável artigo, "Disciplina de voto, arma de destruição maciça da democracia", no qual põe em causa a natureza peculiar dessa "obediência." É um texto que deveria ser leitura obrigatória dos deputados. Diz: "Todos sabemos que os partidos são indispensáveis à democracia e ninguém – dentro do quadro da democracia – põe isso em causa. Mas os partidos são indispensáveis à democracia porque permitem a corporização das livres opiniões, das diversas correntes de opinião. Os partidos são organizações políticas que reúnem pessoas que professam a mesma doutrina e que visam conquistar e exercer o poder, mas numa democracia a sua existência justifica-se por permitirem reforçar a acção pública dessas pessoas que partilham uma doutrina, não por constituírem um meio de reprimir a acção individual de cada uma dessas pessoas ou de reduzir a variedade de opiniões em confronto na cidade."
José Vítor Malheiros reduz a "subnitrato" as instâncias que transformam as contingências do momento numa indispensável necessidade política. Escreve: "Os deputados que elegemos estão dentro de partidos, que nos oferecem um quadro político e ideológico de referência. Mas gostaríamos de pensar que são todos mulheres e homens livres e de consciência." Não são. E a degenerescência moral do Parlamento acompanha decadência da sua eficácia. Para que serve um Parlamento assim?
Esta mesma pergunta, com ligeiras variantes, formulou-a, no começo dos anos 20 do século passado, no "Diário de Lisboa", um grande jornalista, Aprígio Mafra. Desempenhava as funções de chefe de redacção do importante vespertino, era monárquico, e marcava na agenda o seu nome para relatar as sessões no hemiciclo. São textos demolidores. Aprígio Mafra, independentemente de ser monárquico, fornecia aos leitores reportagens exemplares, por muito bem escritas e rigorosas. Não manipulava, não escamoteava, não omitia. Os deputados é que eram os protagonistas da salgalhada. Há quem atribua a Aprígio o descrédito do Parlamento. Nada mais errado. Foram os deputados os fautores da desconfiança. Aprígo Mafra somente estilhaçou o temor reverencial em torno da instituição. Ontem como hoje. Criticar a Assembleia e quem lá está parece um tema proibido sobretudo para certos sectores da Esquerda. Será, sempre e sempre, uma tarefa pedagógica, ética e cívica o exercício da crítica a todos os sectores da vida portuguesa. O texto de José Vítor Malheiros constitui uma grave advertência acerca dos perigos que ameaçam a democracia portuguesa, já de si tão frágil.
Como resistirá uma democracia a este vendaval de desemprego que nos devasta? Os alicerces nos quais assenta o equilíbrio social estão a ser seriamente sacudidos. Segundo o "Diário de Notícias" de anteontem [22. Outubro, p.p.] pelo menos 23 mil famílias portuguesas deixaram de pagar os empréstimos contraídos, para compra de casa, por absoluta indisponibilidade. A maioria dessas famílias recolheu-se à residência paterna ou abandonou a cidade pela aldeia, onde a vida é menos dispendiosa. Para memória dos factos, circula, na net, uma lista impressionante dos vencimentos de "gestores", mordomias e prémios. Os números são "obscenos", para citar a indignada qualificação do dr. Bagão Félix, quando foi tornada pública a "reforma" de um desses.
A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) informa, em relatório, que, em Portugal, o fosso entre ricos e pobres não pára de aumentar. Vem o ministro Vieira e afirma, calmo e grave, que as coisas não são bem assim. Não, claro que não: são piores. A falta de clareza não é pecha deste Governo. Porém, como se diz "socialista" (embora cada vez o diga menos), ele deveria assumir a responsabilidade ética de falar verdade. As decisões governamentais atêm-se a uma relativização dos valores, e as interpretações do Executivo são feitas à margem das evidências. Se não entendemos o que nos diz Sócrates, também não conseguimos descodificar o discurso de Manuela Ferreira Leite – quando ela resolve falar.
Creio, apesar de tudo, que algo se modificará nas estruturas do "sistema", abalado por uma crise quase sem precedentes. Esse abalo irá reflectir-se em Portugal, como em todo o mundo. Saberemos colocar correctamente os problemas; aceitar a verdade, porque só a verdade é revolucionária (como dizia o outro); e recusar repetir aquilo que já não existe?
Que poderemos fazer por nós próprios?
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Baptista Bastos
b.bastos@netcabo.pt
Jogos Florais
Continuamos a analisar os trabalhos publicados no livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”, editado pela Câmara Municipal de Alcanena.
Deparámo-nos com este trabalho, que achamos de boa qualidade, por tal, transcrevemo-lo na íntegra.
………………………………………………..
A. Anacleto
O Ambiente, que nós desfizemos
No início era a pureza, pureza tal que hoje é difícil de imaginar ao simples ser humano insignificante que nós somos perante a Natureza que nos rodeia.
Eram os rio que, sem limites impostos, corriam livres e límpidos, sendo criadores, sendo transportadores, sendo dominadores livres, correndo para um mar sem limites.
Oceano que de vida transbordava pura, de uma força tal, sem poder ser dominada ou controlada, outrora assim parecia, hoje, porém, parece enfraquecida de tanto desleixo humano.
Eram as árvores frondosas que de tanta energia atingiam tamanhos enormes, produção gratuita de oxigénio, como que uma oferta generosa aos que deixavam prosseguir o curso que parecia certo e sem admitir desvios.
Éramos nós puros animais, de instinto avançado, que a Natureza premiou com inteligência.
Olhamos os rios, olhamos as árvores, olhamos os animais nossos antepassados, erguemos os olhos e logo ali vimos a grandeza a que chamamos céu, mas cegamos com a luz imensa daquele que nos ilumina e dá a vida a tudo o que nos rodeia e de que já falei. Inteligência. O nosso bem e nosso mal. Ao nosso redor, achamos nós, estaria tudo para nos servir como muito bem quiséssemos, ao ar livre arbítrio dos nossos caprichos, pois nós éramos inteligentemente superiores.
Quisemos tudo o que achamos ter direito e ainda mais e mais, quisemos conforto, quisemos produzir muito, ter muito de tudo o que a natureza dava e, ela dava.
Quisemos voar que nem os nossos simples passarinhos e voamos, e invadimos o céu sem medo que nos caísse em cima.
Quisemos dominar os rios e os mares e, dominamos, é bom, que poderosos nós somos, que grandeza isso nos dá! Quisemos ter armas para nos defender, cada vez mais potentes e poluentes, desastrosas para a natureza e de grande poder exterminador para os humanos e para os nossos animais em vias de extinção. E agora, inteligentes, que consciência tendes, olhando à nossa volta, para onde foi pureza da água, o livre trânsito dos rios e a vida dos mares, a liberdade dos animais, inclusive nós, o nosso céu e o sol que tudo criava, tudo alimentava com a sua luz imensa, agora queima e mata e a nossa chuva como está, onde está e o que faz? Será a revolta da nossa Natureza?
O nosso verde, que nos rodeava por todo o lado, agora amarelecido pelas chamas, pelos fumos dos produtos inteligentes que tanto adoramos e tanto conforto nos dão e que bem nos faz sentir, Eiim. Não terá ela razão?
……………………………………………................
Maria Vitória Rosa Silva Ferreira – Serra de Santo António
2º Prémio - Prosa
Deparámo-nos com este trabalho, que achamos de boa qualidade, por tal, transcrevemo-lo na íntegra.
………………………………………………..
A. Anacleto
O Ambiente, que nós desfizemos
No início era a pureza, pureza tal que hoje é difícil de imaginar ao simples ser humano insignificante que nós somos perante a Natureza que nos rodeia.
Eram os rio que, sem limites impostos, corriam livres e límpidos, sendo criadores, sendo transportadores, sendo dominadores livres, correndo para um mar sem limites.
Oceano que de vida transbordava pura, de uma força tal, sem poder ser dominada ou controlada, outrora assim parecia, hoje, porém, parece enfraquecida de tanto desleixo humano.
Eram as árvores frondosas que de tanta energia atingiam tamanhos enormes, produção gratuita de oxigénio, como que uma oferta generosa aos que deixavam prosseguir o curso que parecia certo e sem admitir desvios.
Éramos nós puros animais, de instinto avançado, que a Natureza premiou com inteligência.
Olhamos os rios, olhamos as árvores, olhamos os animais nossos antepassados, erguemos os olhos e logo ali vimos a grandeza a que chamamos céu, mas cegamos com a luz imensa daquele que nos ilumina e dá a vida a tudo o que nos rodeia e de que já falei. Inteligência. O nosso bem e nosso mal. Ao nosso redor, achamos nós, estaria tudo para nos servir como muito bem quiséssemos, ao ar livre arbítrio dos nossos caprichos, pois nós éramos inteligentemente superiores.
Quisemos tudo o que achamos ter direito e ainda mais e mais, quisemos conforto, quisemos produzir muito, ter muito de tudo o que a natureza dava e, ela dava.
Quisemos voar que nem os nossos simples passarinhos e voamos, e invadimos o céu sem medo que nos caísse em cima.
Quisemos dominar os rios e os mares e, dominamos, é bom, que poderosos nós somos, que grandeza isso nos dá! Quisemos ter armas para nos defender, cada vez mais potentes e poluentes, desastrosas para a natureza e de grande poder exterminador para os humanos e para os nossos animais em vias de extinção. E agora, inteligentes, que consciência tendes, olhando à nossa volta, para onde foi pureza da água, o livre trânsito dos rios e a vida dos mares, a liberdade dos animais, inclusive nós, o nosso céu e o sol que tudo criava, tudo alimentava com a sua luz imensa, agora queima e mata e a nossa chuva como está, onde está e o que faz? Será a revolta da nossa Natureza?
O nosso verde, que nos rodeava por todo o lado, agora amarelecido pelas chamas, pelos fumos dos produtos inteligentes que tanto adoramos e tanto conforto nos dão e que bem nos faz sentir, Eiim. Não terá ela razão?
……………………………………………................
Maria Vitória Rosa Silva Ferreira – Serra de Santo António
2º Prémio - Prosa
Gestão Autarca
Cartaxo e Santarém no top 20 dos municípios piores pagadores
Os municípios do Cartaxo e de Santarém aumentaram substancialmente o prazo médio de pagamento a fornecedores entre o final de 2007 e 30 de Junho de 2008. Segundo dados oficiais da Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), a Câmara do Cartaxo passou de um prazo médio de pagamento de 358 dias para 529 dias, estando no décimo lugar a nível nacional entre as autarquias que mais tempos levam a honrar os seus compromissos.
Santarém, que no final de 2007 era o município da região que demorava mais tempo a pagar, passou dos 364 dias para os 425 dias. Está agora em 19º lugar da tabela nacional das autarquias com prazo médio de pagamento superior a 90 dias, numa lista que engloba 150 câmaras, um pouco menos de metade do total nacional.
No top 50 aparecem ainda as câmaras do Sardoal em 36º (passou de 286 para 307 dias) e de Ourém (de 250 para 288 dias). Torres Novas, em 51º lugar, aumentou o prazo médio de pagamento de 208 para 244 dias. Ainda acima dos 200 dias aparecem os municípios de Tomar (242), Golegã (214), Chamusca (211) e Azambuja (210). Refira-se no entanto que Golegã e Chamusca mesmo assim baixaram o prazo de pagamento, em 60 dias a primeira e em 11 dias a segunda. Na mesma lista aparecem ainda os municípios de Alpiarça (191 dias), Alcanena (187), Vila Nova da Barquinha (107 e Mação (96 dias). (...)
.............................................................................Os municípios do Cartaxo e de Santarém aumentaram substancialmente o prazo médio de pagamento a fornecedores entre o final de 2007 e 30 de Junho de 2008. Segundo dados oficiais da Direcção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), a Câmara do Cartaxo passou de um prazo médio de pagamento de 358 dias para 529 dias, estando no décimo lugar a nível nacional entre as autarquias que mais tempos levam a honrar os seus compromissos.
Santarém, que no final de 2007 era o município da região que demorava mais tempo a pagar, passou dos 364 dias para os 425 dias. Está agora em 19º lugar da tabela nacional das autarquias com prazo médio de pagamento superior a 90 dias, numa lista que engloba 150 câmaras, um pouco menos de metade do total nacional.
No top 50 aparecem ainda as câmaras do Sardoal em 36º (passou de 286 para 307 dias) e de Ourém (de 250 para 288 dias). Torres Novas, em 51º lugar, aumentou o prazo médio de pagamento de 208 para 244 dias. Ainda acima dos 200 dias aparecem os municípios de Tomar (242), Golegã (214), Chamusca (211) e Azambuja (210). Refira-se no entanto que Golegã e Chamusca mesmo assim baixaram o prazo de pagamento, em 60 dias a primeira e em 11 dias a segunda. Na mesma lista aparecem ainda os municípios de Alpiarça (191 dias), Alcanena (187), Vila Nova da Barquinha (107 e Mação (96 dias). (...)
in Jornal "O Mirante" - edic. 23.10.2008
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A.Anacleto
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Coleccionismo
Encontro de Coleccionadores
No Pavilhão Multiusos de Alcanena, vai realizar-se, no próximo dia 8 de Novembro, mais um Encontro de Coleccionadores. Será o XXII Encontro Nacional, o qual, mais uma vez será da iniciativa do Município de Alcanena.
O evento manterá os moldes habituais e poderá ser visitado, gratuitamente, entre as 10:00h e as 13:00h e as 15:00h e 18:00h.
No Pavilhão Multiusos de Alcanena, vai realizar-se, no próximo dia 8 de Novembro, mais um Encontro de Coleccionadores. Será o XXII Encontro Nacional, o qual, mais uma vez será da iniciativa do Município de Alcanena.
O evento manterá os moldes habituais e poderá ser visitado, gratuitamente, entre as 10:00h e as 13:00h e as 15:00h e 18:00h.
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A. Anacleto
sábado, 18 de outubro de 2008
Jogos Florais
Continuamos a consultar o Livro dos XXII Jogos Florais do concelho de Alcanena. Por considerarmos de elevado simbolismo, hoje transcrevemos a seguinte poesia:
FLOR DA LIBERDADE
Foi naquela madrugada, a flor do sol-nascente,
O seu orvalho, eram gotas de cristal,
Foi emblema, foi um símbolo de repente,
Coloriu esta terra, deu mais cor a Portugal.
Tinha o rubro, e a poesia do sol-poente,
Foi naquelas armas, a consagração!
E na mão de tanta, tanta gente
Foi a festa a brindar revolução.
O povo já liberto, quis, à sua maneira
Fazer daquele cravo um hino, uma bandeira,
De fraternidade, paz e igualdade;
Flor de sonho, de alegria e de esperança,
Foi na mão daquela angélica criança,
A flor! a flor da Liberdade!...
………………………………………
Maria Alzira Bento e Silva – Menção Honrosa – Poesia
in Livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”
FLOR DA LIBERDADE
Foi naquela madrugada, a flor do sol-nascente,
O seu orvalho, eram gotas de cristal,
Foi emblema, foi um símbolo de repente,
Coloriu esta terra, deu mais cor a Portugal.
Tinha o rubro, e a poesia do sol-poente,
Foi naquelas armas, a consagração!
E na mão de tanta, tanta gente
Foi a festa a brindar revolução.
O povo já liberto, quis, à sua maneira
Fazer daquele cravo um hino, uma bandeira,
De fraternidade, paz e igualdade;
Flor de sonho, de alegria e de esperança,
Foi na mão daquela angélica criança,
A flor! a flor da Liberdade!...
………………………………………
Maria Alzira Bento e Silva – Menção Honrosa – Poesia
in Livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”
Desporto - Notáveis Ribatejanos
Ciclista João Centeio
João Manuel Saturnino Centeio nasceu em 27/11/1943, na freguesia e concelho de Alpiarça. Faleceu em Lisboa a 27/11/2006.
Iniciou-se como amador júnior em 1960, passando a sénior em 1961.
Representou o Águias de Alpiarça entre 1960 e 1964 e o Sport Lisboa e Benfica entre 1965 e 1966, tendo abandonado muito cedo a modalidade, por motivos pessoais.
Ganhou algumas etapas na Volta a Portugal em Bicicleta (Castelo de Vide - Penhas da Saúde em 1962 e Cartaxo - Malveira em 1964)
Integrou a equipa do Benfica que se classificou em 1º na Volta de 1965.
Participou em muitas outras corridas, tendo sido vencedor nos Circuitos da Malveira e de Rio Maior. Na pista também venceu, como aconteceu na Pista do antigo Estádio José Alvalade. Sagrou-se campeão regional de Santarém e de Lisboa.
................................................João Manuel Saturnino Centeio nasceu em 27/11/1943, na freguesia e concelho de Alpiarça. Faleceu em Lisboa a 27/11/2006.
Iniciou-se como amador júnior em 1960, passando a sénior em 1961.
Representou o Águias de Alpiarça entre 1960 e 1964 e o Sport Lisboa e Benfica entre 1965 e 1966, tendo abandonado muito cedo a modalidade, por motivos pessoais.
Ganhou algumas etapas na Volta a Portugal em Bicicleta (Castelo de Vide - Penhas da Saúde em 1962 e Cartaxo - Malveira em 1964)
Integrou a equipa do Benfica que se classificou em 1º na Volta de 1965.
Participou em muitas outras corridas, tendo sido vencedor nos Circuitos da Malveira e de Rio Maior. Na pista também venceu, como aconteceu na Pista do antigo Estádio José Alvalade. Sagrou-se campeão regional de Santarém e de Lisboa.
A. Anacleto
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Jogos Florais
Na sequência da análise que estamos a proceder ao livro "XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena", do ano de 2008, está publicado este trabalho que passamos a transcrever na íntegra.
.............................................................
Negros Tempos
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Qualquer figurão
Com ar de janota,
Fosse ele burlão
Descambada a bota,
A gravata ao peito
Lhe dava bom jeito!
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Funcionário pobrete,
Camisa no fio,
Coçado o colete,
A calça sem brio,
Com gravata berrante
Era importante
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Deixada a picareta
Lá ia o homem só,
Sem pão na gaveta,
Tristonho, dava dó.
Mas junto à goela
Lá levava a trela!
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Ao servidor do Estado,
Ainda que ignorante,
Era exigido atestado
De cidadão concordante
Com o regime e o trato!...
Pelo pão apertava o papo.
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Um modesto cavador
As mãos calejadas
No rosto o suor
As botas cambadas
Sem gravata ao peito
Era um pobre sujeito.
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Que este Povo
Escapou do «inferno»!
Respirou ar novo.
Rasgou o caderno.
Oh Abril bendito!
Tão nobre e bonito!
…………………………………….
Manuel Cardoso Vieira – Vila Moreira – 2º Prémio – Poesia
in “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”
.............................................................
Negros Tempos
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Qualquer figurão
Com ar de janota,
Fosse ele burlão
Descambada a bota,
A gravata ao peito
Lhe dava bom jeito!
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Funcionário pobrete,
Camisa no fio,
Coçado o colete,
A calça sem brio,
Com gravata berrante
Era importante
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Deixada a picareta
Lá ia o homem só,
Sem pão na gaveta,
Tristonho, dava dó.
Mas junto à goela
Lá levava a trela!
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Ao servidor do Estado,
Ainda que ignorante,
Era exigido atestado
De cidadão concordante
Com o regime e o trato!...
Pelo pão apertava o papo.
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Um modesto cavador
As mãos calejadas
No rosto o suor
As botas cambadas
Sem gravata ao peito
Era um pobre sujeito.
Já vai o tempo,
E ainda bem;
Que este Povo
Escapou do «inferno»!
Respirou ar novo.
Rasgou o caderno.
Oh Abril bendito!
Tão nobre e bonito!
…………………………………….
Manuel Cardoso Vieira – Vila Moreira – 2º Prémio – Poesia
in “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”
Aniversário
Imagem: A.Anacleto

Soldados da Paz Alcanenenses comemoram 68.º aniversário
Domingo, 19 de Outubro, os Bombeiros Municipais de Alcanena vão comemorar o seu 68.º aniversário. As actividades têm início às 08h00, com alvorada, seguindo-se às 09h00 o içar da bandeira, seguindo-se a romagem ao cemitério, cerca das 09h30. As entidades oficiais e convidados serão recebidas cerca da 10h00, nas instalações do quartel, procedendo-se, de seguida, à bênção de viaturas.
Segue-se a Sessão Solene Comemorativa, que integra a atribuição de promoções e condecorações a alguns elementos do corpo activo, no seguimento dos serviços prestados na corporação e à comunidade em geral. Ao meio-dia será o desfile de viaturas, seguindo-se um almoço convívio dirigido à corporação, familiares e convidados.
Domingo, 19 de Outubro, os Bombeiros Municipais de Alcanena vão comemorar o seu 68.º aniversário. As actividades têm início às 08h00, com alvorada, seguindo-se às 09h00 o içar da bandeira, seguindo-se a romagem ao cemitério, cerca das 09h30. As entidades oficiais e convidados serão recebidas cerca da 10h00, nas instalações do quartel, procedendo-se, de seguida, à bênção de viaturas.
Segue-se a Sessão Solene Comemorativa, que integra a atribuição de promoções e condecorações a alguns elementos do corpo activo, no seguimento dos serviços prestados na corporação e à comunidade em geral. Ao meio-dia será o desfile de viaturas, seguindo-se um almoço convívio dirigido à corporação, familiares e convidados.
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A. Anacleto
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Jogos Florais
No passado Domingo, realizou-se na sede do concelho de Alcanena, a distribuição de prémios dos XXII Jogos Florais.
Temos vindo a realizar uma consulta aos trabalhos galardoados no livro próprio dos jogos, editado e distribuído pela autarquia.
Desde a Expressão Literária até à Expressão Plástica, passando também pela Arte Fotográfica, verificamos que existem alguns bons trabalhos, principalmente os apresentados por algumas escolas básicas do concelho.
Destacamos um notável trabalho subordinado ao tema “Os Moinhos da Nossa Terra”, elaborado pelos alunos da Escola EB1 de Filhós. Trabalho muito bem elaborado no campo da pesquisa das vidas das gentes em tempos de outrora, no qual os alunos fazem destaque sobre a história dos moinhos de vento e azenhas que existiram naquele lugar.
Entrevistaram idosos oriundos do lugar, entre eles, destacamos a conversa que tiveram com a senhora Lucinda Pereira, que falou preciosamente sobre a vida de algumas famílias, dos moinhos e azenhas no lugar implantado num planalto com excelente vista para o vale do Alviela.
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A. Anacleto
Transcrevemos um excerto do trabalho:
- Quantos moinhos haviam na nossa terra senhora Lucinda? – Perguntámos.
- Antigamente havia quatro moinhos a vento: o do “Roque” e o do “Manuel Zigue” nos Carvalhais, que moía o cereal da povoação e arredores, que traziam o trigo ou o milho e vinham buscar farinha a pé, o do Marindo das Cabeças e o do Joaquim Mira dos Cabeceiros. Ainda havia moinhos a água no Alviela (Azenha e Sorinho) e um da família Marindo e Conde nas Nogueirinhas.
- Quais são os moinhos do Alviela? – Questionámos.
- No leito do nosso lindo Alviela ainda podemos ver as ruínas do moinho da “Azenha” ou “Acenha” porque vem do árabe “Açania” e as do Sorinho, onde viveu e trabalhou, entre outras, a minha família (dos Pereiras), vulgarmente conhecida pelos “Scalinas”. Vivemos lá, pelo menos desde 1888: primeiro na Scalina e mais tarde no Sorinho e na Azenha. O meu familiar mais conhecido foi o meu sogro, José Pereira Júnior, que morreu em 1988 com a bela idade de cem anos – explicou a senhora Lucinda.
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1º Prémio – Prosa – Trabalho Colectivo – EB1 Filhós
in Livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”
Temos vindo a realizar uma consulta aos trabalhos galardoados no livro próprio dos jogos, editado e distribuído pela autarquia.
Desde a Expressão Literária até à Expressão Plástica, passando também pela Arte Fotográfica, verificamos que existem alguns bons trabalhos, principalmente os apresentados por algumas escolas básicas do concelho.
Destacamos um notável trabalho subordinado ao tema “Os Moinhos da Nossa Terra”, elaborado pelos alunos da Escola EB1 de Filhós. Trabalho muito bem elaborado no campo da pesquisa das vidas das gentes em tempos de outrora, no qual os alunos fazem destaque sobre a história dos moinhos de vento e azenhas que existiram naquele lugar.
Entrevistaram idosos oriundos do lugar, entre eles, destacamos a conversa que tiveram com a senhora Lucinda Pereira, que falou preciosamente sobre a vida de algumas famílias, dos moinhos e azenhas no lugar implantado num planalto com excelente vista para o vale do Alviela.
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A. Anacleto
Transcrevemos um excerto do trabalho:
- Quantos moinhos haviam na nossa terra senhora Lucinda? – Perguntámos.
- Antigamente havia quatro moinhos a vento: o do “Roque” e o do “Manuel Zigue” nos Carvalhais, que moía o cereal da povoação e arredores, que traziam o trigo ou o milho e vinham buscar farinha a pé, o do Marindo das Cabeças e o do Joaquim Mira dos Cabeceiros. Ainda havia moinhos a água no Alviela (Azenha e Sorinho) e um da família Marindo e Conde nas Nogueirinhas.
- Quais são os moinhos do Alviela? – Questionámos.
- No leito do nosso lindo Alviela ainda podemos ver as ruínas do moinho da “Azenha” ou “Acenha” porque vem do árabe “Açania” e as do Sorinho, onde viveu e trabalhou, entre outras, a minha família (dos Pereiras), vulgarmente conhecida pelos “Scalinas”. Vivemos lá, pelo menos desde 1888: primeiro na Scalina e mais tarde no Sorinho e na Azenha. O meu familiar mais conhecido foi o meu sogro, José Pereira Júnior, que morreu em 1988 com a bela idade de cem anos – explicou a senhora Lucinda.
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1º Prémio – Prosa – Trabalho Colectivo – EB1 Filhós
in Livro “XXII Jogos Florais do Concelho de Alcanena”
domingo, 12 de outubro de 2008
Opções de Vida!...
Tem 105 anos, é virgem e nunca teve uma televisão!
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Clara Meadmore é uma virgem de 105 anos que acredita que o facto de nunca ter tido sexo é o segredo da sua longevidade
«Tive várias amizades platónicas, mas nunca senti a vontade de ir mais longe, ou mesmo de casar», afirma Clara, que já viveu no Canadá e na Nova Zelândia, e há 40 anos que mora na Cornualha, região do sudoeste da Inglaterra, explica a Globo.
Para ela, o sexo sempre foi algo «complicado», que lhe atrapalharia vida. «Eu estava sempre ocupada a fazer outras coisas e nunca tive tempo de pensar em sexo», explica.
«Quando eu era criança, só era possível fazer sexo com o marido. E eu nunca me casei. Cresci numa era na qual as crianças, principalmente do sexo feminino, não eram vistas nem ouvidas pela sociedade, por isso tive que aprender por mim mesma a defender-me e a sustentar-me», diz a ex-secretária, numa entrevista ao diário britânico Telegraph.
Além de nunca ter tido relações sexuais, Clara conta que também nunca teve uma televisão, mas sempre foi «apaixonada» pela rádio.
......................................................................
in Jornal Online "Portugal Diário" - edic. 12.10.08
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Clara Meadmore é uma virgem de 105 anos que acredita que o facto de nunca ter tido sexo é o segredo da sua longevidade
«Tive várias amizades platónicas, mas nunca senti a vontade de ir mais longe, ou mesmo de casar», afirma Clara, que já viveu no Canadá e na Nova Zelândia, e há 40 anos que mora na Cornualha, região do sudoeste da Inglaterra, explica a Globo.
Para ela, o sexo sempre foi algo «complicado», que lhe atrapalharia vida. «Eu estava sempre ocupada a fazer outras coisas e nunca tive tempo de pensar em sexo», explica.
«Quando eu era criança, só era possível fazer sexo com o marido. E eu nunca me casei. Cresci numa era na qual as crianças, principalmente do sexo feminino, não eram vistas nem ouvidas pela sociedade, por isso tive que aprender por mim mesma a defender-me e a sustentar-me», diz a ex-secretária, numa entrevista ao diário britânico Telegraph.
Além de nunca ter tido relações sexuais, Clara conta que também nunca teve uma televisão, mas sempre foi «apaixonada» pela rádio.
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in Jornal Online "Portugal Diário" - edic. 12.10.08
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Coluna de Opinião
Consideramos este artigo do Jornalista e Escritor - Batista Bastos interessante.
Por esse motivo, decidimos transcrevê-lo.
A. Anacleto
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Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma:são, também, dores físicas. Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz - os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos,deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria.Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos. Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência. E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas que não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia,a ignorância, o túnel negro sem fim.Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar.Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se,diz-se.Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut,Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir. O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.A aceitação a crítica das decisões governamentais está coligada com acumplicidade. Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema coma distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás,penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero,posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existenos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, coma passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta.
.....................................
Baptista Bastos - b.bastos@netcabo.pt
Por esse motivo, decidimos transcrevê-lo.
A. Anacleto
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Cada vez mais nos afastamos uns dos outros. Trespassamo-nos sem nos ver. Caminhamos nas ruas com a apática indiferença de sequer sabermos quem somos. Nem interessados estamos em o saber. Os dias deixaram de ser a aventura do imprevisto e a magia do improviso para se transformarem na amarga rotina do viver português e do existir em Portugal.Deixámos cair a cultura da revolta. Não falamos de nós. Enredamo-nos na futilidade das coisas inúteis, como se fossem o atordoamento ou o sedativo das nossas dores. E as nossas dores não são, apenas, d'alma:são, também, dores físicas. Lemos os jornais e não acreditamos. Lemos, é como quem diz - os que lêem. As televisões são a vergonha do pensamento. Os comentadores tocam pela mesma pauta e sopram a mesma música. Há longos anos que a análise dos nossos problemas está entregue a pessoas que não suscitam inquietação em quem os ouve. Uma anestesia geral parece ter sido adicionada ao corpo da nação.Um amigo meu, professor em Lille, envia-me um email. Há muitos anos,deixou Portugal. Esteve, agora, por aqui. Lança-me um apelo veemente e dorido: 'Que se passa com a nossa terra? Parece um país morto. A garra portuguesa foi aparada ou cortada por uma clique, espalhada por todos os sectores da vida nacional e que de tudo tomou conta. Indignem-se em massa, como dizia o Soares.'Nunca é de mais repetir o drama que se abateu sobre a maioria.Enquanto dois milhões de miúdos vivem na miséria, os bancos obtiveram lucros de 7,9 milhões por dia. Há qualquer coisa de podre e de inquietantemente injusto nestes números. Dir-se-á que não há relação de causa e efeito. Há, claro que há. Qualquer economista sério encontrará associações entre os abismos da pobreza e da fome e os cumes ostensivos das riquezas adquiridas muitas vezes não se sabe como.Prepara-se (preparam os 'socialistas modernos' de Sócrates) a privatização de quase tudo, especialmente da saúde, o mais rendível. E o primeiro-ministro, naquela despudorada 'entrevista' à SIC, declama que está a defender o SNS! O desemprego atinge picos elevadíssimos. Sócrates diz exactamente o contrário. A mentira constitui, hoje, um desporto particularmente requintado. É impossível ver qualquer membro deste Governo sem ser assaltado por uma repugnância visceral. O carácter desta gente é inexistente. Nenhum deles vai aos jornais, às Televisões e às Rádios falar verdade, contar a evidência. E a evidência é a fome, a miséria, a tristeza do nosso amargo viver; os nossos velhos a morrer nos jardins, com reformas que não chegam para comer quanto mais para adquirir remédios; os nossos jovens a tentar a sorte no estrangeiro, ou a desafiar a morte nas drogas; a iliteracia,a ignorância, o túnel negro sem fim.Diz-se que, nas próximas eleições, este agrupamento voltará a ganhar.Diz-se que a alternativa é pior. Diz-se que estamos desgraçados. Diz um general que recebe pressões constantes para encabeçar um movimento de indignação. Diz-se que, um dia destes, rebenta uma explosão social com imprevisíveis consequências. Diz a SEDES, com alguns anos de atraso, como, aliás, é seu timbre, que a crise é muito má. Diz-se,diz-se.Bem gostaríamos de saber o que dizem Mário Soares, António Arnaut,Manuel Alegre, Ana Gomes, Ferro Rodrigues (não sei quem mais, porque socialistas, socialistas, poucos há) acerca deste descalabro. Não é só dizer: é fazer, é agir. O facto, meramente circunstancial, de este PS ter conquistado a maioria absoluta não legitima as atrocidades governamentais, que sobem em escalada. O paliativo da substituição do sinistro Correia de Campos pela dr.ª Ana Jorge não passa de isso mesmo: paliativo. Apenas para toldar os olhos de quem ainda deseja ver, porque há outros que não vêem porque não querem.A aceitação a crítica das decisões governamentais está coligada com acumplicidade. Quando Vieira da Silva expõe um ar compungido, perante os relatórios internacionais sobre a miséria portuguesa, alguém lhe devia dizer para ter vergonha. Não se resolve este magno problema coma distribuição de umas migalhas, que possuem sempre o aspecto da caridadezinha fascista. Um socialista a sério jamais procedia daquele modo. E há soluções adequadas. O acréscimo do desemprego está na base deste atroz retrocesso.Vivemos num país que já nada tem a ver com o País de Abril. Aliás,penso, seriamente, que pouco tem a ver com a democracia. O quero,posso e mando de José Sócrates, o estilo hirto e autoritário, moldado em Cavaco, significa que nem tudo foi extirpado do que de pior existenos políticos portugueses. Há um ranço salazarista nesta gente. E, coma passagem dos dias, cada vez mais se me acentua a ideia de que a saída só reside na cultura da revolta.
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Baptista Bastos - b.bastos@netcabo.pt
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Meio Ambiente

As cabras das serras de Aire e Candeeiros podem salvar a gralha-de-bico-vermelho
Os queijos e a carne de cabra das serras de Aire e Candeeiros vão salvar a gralha-de-bico-vermelho, espécie em perigo de extinção. Pelo menos essa é a aposta da Quercus, da Vodafone e da Cooperativa Terra Chã. O projecto de cinco anos, no valor de 150 mil euros, é apresentado no sábado.
O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal tem uma página dedicada à gralha-de-bico-vermelho por razões óbvias. Apesar da espécie Pyrrhocorax pyrrhocorax existir na Europa e na Ásia central, em Portugal, as alterações ao uso do solo estão a dificultar a sua sobrevivência. Ou seja, os locais onde a ave descobria os vermes e insectos de que se alimentava tornaram-se menos acessíveis porque, com o abandono da pastorícia e agricultura extensiva, estão hoje cobertos com arbustos.
Foi por isso que, numa discussão concertada, a Quercus e a Vodafone chegaram à conclusão que podiam reverter esta situação. Mas o projecto - que se enquadra no programa “Business & Biodiversity”, lançado no ano passado pela presidência portuguesa da União Europeia - não está dentro dos cânones da conservação. “O que nós queremos é voltar a colocar as cabras que fazem a 'limpeza' do terreno”, disse ao PÚBLICO Paulo Lucas, conservacionista da Quercus que faz parte do projecto.
O empreendimento começa por adquirir um rebanho de 50 cabras, que poderá chegar aos 200 animais, para uma área de 300 hectares. Vão ser restaurados estábulos e, sempre que for necessário, utilizar-se-á o desbaste mecânico para áreas com vegetação demasiado densa. As raízes do negócio ficam lançadas: com as cabras pode vender-se a carne, o leite e produzir queijos.
“Será preciso fazer o processo de certificação da carne”, diz Júlio Ricardo, um dos directores da Cooperativa Terra Chã. A cooperativa quer que a carne do cabrito seja considerada de qualidade, para acrescentar uma mais-valia. Quanto ao queijo, o director já está a fazer planos para uma parceria com a Cooperativa de Caprinicultura de Alcoberta que já tem as instalações para a produção do queijo.
Projecto de conservação quer promover populações locais
É este tipo de organização, sustentada em parcerias, que a Vodafone tem em mente. Quando sair do projecto, no final de cinco anos, a empresa quer que haja uma produção autónoma suficiente que mantenha o projecto. “A ideia é criar as condições económicas nos agentes locais e promover também o ecoturismo”, explica Luísa Pestana, directora de comunicação institucional e responsabilidade social da Vodafone.
O montante para os cinco anos pode parecer limitado, mas a Terra Chã diz que é suficiente. “A partir do primeiro ano articula-se com outras verbas”, sustenta Júlio Ricardo. A cooperativa já tem acordos com pastores que promovem caminhadas no contexto do ecoturismo pelas serras de Aire e Candeeiros. Depois, espera-se que a venda da carne, leite e queijo certificados seja o suficiente para manter a actividade. Todo o projecto poderá trazer uma nova dinâmica para atrair turismo à região.
Existe ainda subjacente a promoção da profissão de pastor, actualmente em declínio. No projecto, que tem também preocupações sociais e de melhoria das condições de trabalho, o rebanho vai ser tratado por mais do que um pastor, para que não se trabalhe semanas seguidas. Estes profissionais acabam por ser “agentes de conservação e de biodiversidade”, salienta Júlio Ricardo. No futuro, a Terra Chã quer envolver no projecto outros pastores da serra que já tenham rebanhos, fortalecendo o negócio e a profissão naquela região.
O projecto vai ser apresentado no sábado. A gralha-de-bico-vermelho vai ver os seus algares preservados. A manutenção das zonas onde a ave faz o ninho é uma das poucas medidas que visa directamente a ave e parece pouco para salvar a população. Mas se pensarmos que a aposta vai transformar o habitat a seu favor e que, se tudo correr bem, terá uma base económica que o tornará viável a longo prazo, então talvez dê frutos.
Hoje, a União Mundial para a Conservação (UICN) apresentou um relatório onde mostra que não deverá ser atingida a meta assumida pela comunidade internacional para, até 2010, aliviar a perda de espécies de aves. Mais. Longe de estar a abrandar, o ritmo de perda da biodiversidade está mesmo a aumentar. A gralha-de-bico-vermelho pode vir a ser uma excepção.
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In Jornal “Público” – secção Ecosfera – edic. 09.10.08
Os queijos e a carne de cabra das serras de Aire e Candeeiros vão salvar a gralha-de-bico-vermelho, espécie em perigo de extinção. Pelo menos essa é a aposta da Quercus, da Vodafone e da Cooperativa Terra Chã. O projecto de cinco anos, no valor de 150 mil euros, é apresentado no sábado.
O Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal tem uma página dedicada à gralha-de-bico-vermelho por razões óbvias. Apesar da espécie Pyrrhocorax pyrrhocorax existir na Europa e na Ásia central, em Portugal, as alterações ao uso do solo estão a dificultar a sua sobrevivência. Ou seja, os locais onde a ave descobria os vermes e insectos de que se alimentava tornaram-se menos acessíveis porque, com o abandono da pastorícia e agricultura extensiva, estão hoje cobertos com arbustos.
Foi por isso que, numa discussão concertada, a Quercus e a Vodafone chegaram à conclusão que podiam reverter esta situação. Mas o projecto - que se enquadra no programa “Business & Biodiversity”, lançado no ano passado pela presidência portuguesa da União Europeia - não está dentro dos cânones da conservação. “O que nós queremos é voltar a colocar as cabras que fazem a 'limpeza' do terreno”, disse ao PÚBLICO Paulo Lucas, conservacionista da Quercus que faz parte do projecto.
O empreendimento começa por adquirir um rebanho de 50 cabras, que poderá chegar aos 200 animais, para uma área de 300 hectares. Vão ser restaurados estábulos e, sempre que for necessário, utilizar-se-á o desbaste mecânico para áreas com vegetação demasiado densa. As raízes do negócio ficam lançadas: com as cabras pode vender-se a carne, o leite e produzir queijos.
“Será preciso fazer o processo de certificação da carne”, diz Júlio Ricardo, um dos directores da Cooperativa Terra Chã. A cooperativa quer que a carne do cabrito seja considerada de qualidade, para acrescentar uma mais-valia. Quanto ao queijo, o director já está a fazer planos para uma parceria com a Cooperativa de Caprinicultura de Alcoberta que já tem as instalações para a produção do queijo.
Projecto de conservação quer promover populações locais
É este tipo de organização, sustentada em parcerias, que a Vodafone tem em mente. Quando sair do projecto, no final de cinco anos, a empresa quer que haja uma produção autónoma suficiente que mantenha o projecto. “A ideia é criar as condições económicas nos agentes locais e promover também o ecoturismo”, explica Luísa Pestana, directora de comunicação institucional e responsabilidade social da Vodafone.
O montante para os cinco anos pode parecer limitado, mas a Terra Chã diz que é suficiente. “A partir do primeiro ano articula-se com outras verbas”, sustenta Júlio Ricardo. A cooperativa já tem acordos com pastores que promovem caminhadas no contexto do ecoturismo pelas serras de Aire e Candeeiros. Depois, espera-se que a venda da carne, leite e queijo certificados seja o suficiente para manter a actividade. Todo o projecto poderá trazer uma nova dinâmica para atrair turismo à região.
Existe ainda subjacente a promoção da profissão de pastor, actualmente em declínio. No projecto, que tem também preocupações sociais e de melhoria das condições de trabalho, o rebanho vai ser tratado por mais do que um pastor, para que não se trabalhe semanas seguidas. Estes profissionais acabam por ser “agentes de conservação e de biodiversidade”, salienta Júlio Ricardo. No futuro, a Terra Chã quer envolver no projecto outros pastores da serra que já tenham rebanhos, fortalecendo o negócio e a profissão naquela região.
O projecto vai ser apresentado no sábado. A gralha-de-bico-vermelho vai ver os seus algares preservados. A manutenção das zonas onde a ave faz o ninho é uma das poucas medidas que visa directamente a ave e parece pouco para salvar a população. Mas se pensarmos que a aposta vai transformar o habitat a seu favor e que, se tudo correr bem, terá uma base económica que o tornará viável a longo prazo, então talvez dê frutos.
Hoje, a União Mundial para a Conservação (UICN) apresentou um relatório onde mostra que não deverá ser atingida a meta assumida pela comunidade internacional para, até 2010, aliviar a perda de espécies de aves. Mais. Longe de estar a abrandar, o ritmo de perda da biodiversidade está mesmo a aumentar. A gralha-de-bico-vermelho pode vir a ser uma excepção.
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In Jornal “Público” – secção Ecosfera – edic. 09.10.08
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Promessas

Vítimas do tornado continuam à espera dos apoios
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Após seis meses da passagem do tornado que originou um rasto de destruição em povoações dos concelhos de Santarém, Alcanena e Torres Novas, as vítimas continuam à espera de ser ressarcidas dos prejuízos.
João Dâmaso, da “Carpintaria José Parreira Gabriel”, disse que a empresa teve que recorrer à banca, aceitando aumentar o endividamento no quadro das medidas de apoio prometidas pelo Governo. No entanto, as ajudas prometidas ainda não se concretizaram. O único apoio efectivo que a empresa teve até agora de entidades oficiais foi o «lay off» (medida em que a Segurança Social garante o pagamento de 70 por cento do salário).
A empresa teve cerca de dois milhões de euros de prejuízos sofridos. Não temos queixa da seguradora, já liquidou os cerca de 800.000 euros que lhe cabiam. A empresa apresentou uma candidatura à linha de crédito bonificado a disponibilizar pelo IAPMEI, para um financiamento de 500.000 euros, esperamos pela concretização daquela entidade.
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Fonte: Lusa
sábado, 4 de outubro de 2008
VI Gala Jornal "O Ribatejo"
Imagem: A. Anacleto
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Fomos convidados para assistir à VI Gala do Jornal “O Ribatejo” que se realizou ontem, sábado, no Cine Teatro de Rio Maior.
Varias figuras ribatejanas, ou com raízes nesta região, foram distinguidas durante a Gala.
Entre elas, destacamos a Cientista ELVIRA FORTUNA, com raízes familiares na freguesia de Louriceira, concelho de Alcanena. Não foi possível a presença da mesma, motivado por compromissos agendados relacionados com um congresso. Compareceu a filha Catarina, que recebeu o Troféu Investigação das mãos do Secretário de Estado do Conselho de Ministro - Dr. Jorge Lacão.
Além daquele elemento do governo, estiveram presentes o Governador Civil de Santarém, vários autarcas da região e outras figuras públicas.
Na gala, foram galardoados outros nomes que passamos a descrever:
- Troféu Cidadania – O Decano dos Provedores – JOÃO CALADO DA MAIA, Advogado, com noventa anos de idade, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Rio Maior.
- Troféu Cultura – Uma Vida de Palco – JOAQUIM NICOLAU, Actor, beirão do Fundão, mas residente em Santarém.
- Troféu Desporto – 22 Anos de Vitória – CLUBE DE NATAÇÃO DE RIO MAIOR – Grandes pergaminhos na Formação Desportiva, onde se destacam as modalidades de Atletismo e Natação.
- Troféu Empreendedorismo – MANUEL CASCÃO, Presidente da Carmin Global, empresa responsável pelo maior empreendimento turístico na região.
- Troféu Ensino – 10 Anos, 1000 Alunos – ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR – Desde 1998 que esta escola tem vindo a desenvolver-se na área do desporto, tendo presentemente cerca de 1000 alunos distribuídos por cinco licenciaturas.
- Troféu Música – 33 Anos de Música e 11 de Ribatejo – ANTÓNIO MANUEL LOPES DOS SANTOS (TIM), Sinónimo da música rock portuguesa, elemento do Grupo “Xutos & Pontapés”, reside no Ribatejo.
Durante o evento, foi também entregue um donativo à Liga dos Amigos do Hospital de Santarém, que resultou da venda de jornais realizada por jovens voluntários durante um dia na cidade scalabitana.
Animando o espectáculo, passaram pelo palco, elementos da Associação de Dança Desportiva de Tremêz, que exibiram excelentes danças de salão.
O grupo musical “Voodoo Marmalade”, encerrou o espectáculo com uma extraordinária exibição de música e animação, que levou ao rubro os convidados que preenchiam na totalidade aquela sala de espectáculos.
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A. Anacleto
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Gentes do Povo...
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Conversas na aldeia…
…motivado pela minha doença, tive que vender as «amigas cabrinhas» e a minha amiga “Macaca”. Foi difícil conter as lágrimas quando as vi partir e dizer-lhe adeus para sempre – contou-nos com tristeza o A. Salgueiro algures no campo, arrumado ao cajado. Sensibilizei-me como falava do ocorrido! Só as vi uma vez após partirem. A minha amiga “Macaca”, essa, nunca mais a vi – murmurava com mágoa o pastor…
Actualmente, distrai-se pelos campos, lembrando os tempos que trilhava vales e montes, guardando o seu rebanho na companhia da sua inseparável cadela, enquanto vai mirando as ovelhas do filho que vão pastando nos verdejantes campos da aldeia…
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A. Anacleto
* A "Macaca", é a cadela que guiava e guardava com mestria o rebanho, sendo uma amiga inseparável do dono em todos os momentos difíceis nos campos da aldeia.
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* A. Salgueiro, foi vários anos, proprietário de um rebanho de cabras de excelente raça, tendo sido galardoado várias vezes pela entidades oficiais da agricultura. Possui vários troféua e diplomas ganhos em concursos, dos quais destacamos, alguns primeiros prémios na Feira Nacional da Agricultura.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Acções Sindicais
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Imagem: A. Anacleto
CGTP - Intersindical Nacional
1 DE OUTUBRO - DIA NACIONAL DE LUTA
No dia que comemora 38 anos de existência, a CGTP-IN marcou para hoje dia 1 de Outubro, um Dia Nacional de Luta por Melhores Salários; Emprego sem Precariedade e Contra esta Revisão da Legislação Laboral, com a realização de várias greves, paralisações, concentrações e deslocações em todo o país.
Esta acção, tem como objectivos principais, a continuação da luta contra a revisão gravosa do Código do Trabalho.
Das acções que se iniciou ontem e que continua a decorrer hoje, destaca-se o itinerário a vários locais, que contará com a presença de uma delegação da CGTP-IN, chefiada pelo secretário-geral, Manuel Carvalho da Silva.
Assim, o programa de hoje, dia 1 de Outubro, é o seguinte:
- 07H00 - Plenário Geral na AutoEuropa
- 09H15 - Impormol (Azambuja)
- 10H30 - Rodoviária do Tejo (Torres Novas)
- 13H00 - Escola Secundária do Restelo
- Em Torres Novas, Carvalho da Silva, foi recebido pelo Coordenador da União de Sindicatos de Santarém – Valdemar Henriques e por vários delegados sindicais, falou para os trabalhadores da Rodoviária Tejo que estão em greve, alertando para a perigosidade das alterações, já elas gravosas, do Código de Trabalho e da crise financeira mundial, que vai complicar a situação social dos trabalhadores e da população em geral.
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A. Anacleto
sábado, 27 de setembro de 2008
Cultura Popular
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Imagem: A.Anacleto
Mais uma vez, fizemos reportagem na simpática aldeia da Barrenta, na freguesia de Alvados, concelho de Porto de Mós.
Pela sétima vez, os cerca de cinquenta habitantes, daquela pacata aldeia serrana inserida no Parque Natural das Serras Aire e Candeeiros, acolheram hoje de braços abertos, os milhares de forasteiros que ali acorreram, para assistirem ao VII Encontro Nacional de Tocadores de Concertinas.
Viajaram de vários cantos do país cerca de cento e vinte instrumentistas, que deslumbraram a enorme assistência com acordes e cantes da música popular portuguesa.
Surpreendeu-nos o elevado número de jovens a executarem com elevada mestria estes instrumentos musicais de cariz popular.
De França, veio o Trio Lopes, um grupo de emigrantes que fizeram furor com o reportório apresentado.
Em suma, música popular, alegria, convívio, animação e boa gastronomia, marcaram presença em terras de Serra D´Aire.
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A. Anacleto
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Baú de Memórias...
Fui ao baú das minhas memórias e encontrei!...
…foi na cidade “tripeira”, cidade de boa gente, que passei uma noite de S. João. Era uma imensidão de povo ordeiro que festejava o “seu santo”. Era o batuque dos martelinhos, o cheiro da alcachofra e da sardinha assada, o som da música popular, o “pé de dança” e a troca de olhares com as meninas “vaidosas” nos bailes populares nas ruelas da cidade!...
…foi na cidade “tripeira”, cidade de boa gente, que passei uma noite de S. João. Era uma imensidão de povo ordeiro que festejava o “seu santo”. Era o batuque dos martelinhos, o cheiro da alcachofra e da sardinha assada, o som da música popular, o “pé de dança” e a troca de olhares com as meninas “vaidosas” nos bailes populares nas ruelas da cidade!...
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in "Meio Século de Vida" - Memórias
A. Anacleto
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Taxas Municipais
Concelho de Alcanena vai ter as mesmas taxas de IMI e derrama em 2009
O executivo da Câmara Municipal de Alcanena deliberou na passada segunda-feira, as taxas de IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis e derrama para o próximo ano de 2009. Seguindo a política do presente ano, a derrama fixar-se-á em 1,5 por cento sobre o volume de negócios tributável das empresas do concelho, com excepção dos empresários com volume de negócios até 150 mil euros. O IMI mantém as taxas de 0,7 por cento para os imóveis não avaliados e de 0,4 por cento no caso dos imóveis avaliados ao abrigo do código de IMI.
O executivo camarário, decidiu ainda sobre a participação variável do município no IRS – a receber em 2010, que será de 4 %.
Todas as deliberações foram votadas por unanimidade.
O executivo da Câmara Municipal de Alcanena deliberou na passada segunda-feira, as taxas de IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis e derrama para o próximo ano de 2009. Seguindo a política do presente ano, a derrama fixar-se-á em 1,5 por cento sobre o volume de negócios tributável das empresas do concelho, com excepção dos empresários com volume de negócios até 150 mil euros. O IMI mantém as taxas de 0,7 por cento para os imóveis não avaliados e de 0,4 por cento no caso dos imóveis avaliados ao abrigo do código de IMI.
O executivo camarário, decidiu ainda sobre a participação variável do município no IRS – a receber em 2010, que será de 4 %.
Todas as deliberações foram votadas por unanimidade.
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A. Anacleto
História

Caminhos-de-Ferro
A partir do ano de 1840 começou a falar-se de comboios no nosso País. Alguns não acreditavam que seria possível a existência de comboios no “cantinho à beira mar plantado”!
Mas havia expectativas à volta dos mesmos, baseado nas descrições jornalísticas da época sobre o desenvolvimento ferroviário no estrangeiro.
Com coragem, Fontes Pereira de Melo, que era Primeiro-ministro das Obras Públicas, iniciou o lançamento da rede ferroviária nacional, à base de empréstimos de capital estrangeiro, creditando-se que viria a ser pagos pelo enriquecimento do País.
Em 28 de Outubro de 1856, no reinado de D.Pedro V, foi solene e festivamente inaugurado o primeiro troço da rede ferroviária nacional entre Lisboa e o Carregado, demorando sessenta e cinco anos a conclusão da rede.
A linha da Beira Baixa foi inaugurada no dia 06 de Setembro de 1891, pelo Rei D. Carlos e pela Rainha D. Amélia, a qual permitiu enormemente para o desenvolvimento industrial e comercial da região.
A partir do ano de 1840 começou a falar-se de comboios no nosso País. Alguns não acreditavam que seria possível a existência de comboios no “cantinho à beira mar plantado”!
Mas havia expectativas à volta dos mesmos, baseado nas descrições jornalísticas da época sobre o desenvolvimento ferroviário no estrangeiro.
Com coragem, Fontes Pereira de Melo, que era Primeiro-ministro das Obras Públicas, iniciou o lançamento da rede ferroviária nacional, à base de empréstimos de capital estrangeiro, creditando-se que viria a ser pagos pelo enriquecimento do País.
Em 28 de Outubro de 1856, no reinado de D.Pedro V, foi solene e festivamente inaugurado o primeiro troço da rede ferroviária nacional entre Lisboa e o Carregado, demorando sessenta e cinco anos a conclusão da rede.
A linha da Beira Baixa foi inaugurada no dia 06 de Setembro de 1891, pelo Rei D. Carlos e pela Rainha D. Amélia, a qual permitiu enormemente para o desenvolvimento industrial e comercial da região.
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A. Anacleto
domingo, 21 de setembro de 2008
Roteiros
Imagem: A. Anacleto
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Visitámos o certame “XII Festival da Enguia”, que se realizou este fim-de-semana no lugar de Boquilobo, na freguesia de Brogueira – concelho de Torres Novas.
Apesar da crise, notava-se alguma afluência de público aos vários restaurantes existentes naquele lugar, para saborear este saboroso peixe de água doce.
Diz o povo: é sempre bom “juntar o útil ao agradável”. Foi o que fizemos. Depois de visitar o certame, no qual marcava também presença o artesanato e alguma animação com Ranchos Folclóricos e Filarmónicas da região, aproveitámos para visitar a Casa Memorial do General Humberto Delgado.
Encontrámos lá vários elementos importantes da vida e da luta do “General Sem Medo”. Se ainda não visitou, sugerimos uma vista a esta casa cultural!
A. Anacleto
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HUMBERTO DELGADO – o General Sem Medo
Humberto da Silva Delgado nasceu em Boquilobo freguesia de Brogueira, Torres Novas a 15 de Maio de 1906 e faleceu em Villanueva del Fresno,« - Espanha a 13 de fevereiro de 1965 foi um militar português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube da ditadura salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas, num processo eleitoral que deu a vitória ao candidato do regime ditatorial vigente, Américo Tomás.
Frequentou o Colégio Militar, cujo curso concluiu em 1922. Em 1925 entrou na Escola Prática de Artilharia, de Vendas Novas. Participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926, que derrubou a República liberal e implantou em Portugal a Ditadura Militar que, poucos anos mais tarde, em 1933, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por Salazar. Durante muitos anos apoiou as posições oficiais do regime salazarista, particularmente o seu anticomunismo. A sua atitude política favorável ao regime e as qualificações técnicas obtidas nos Estados Unidos levam-no a ascender rapidamente na escala hierárquica (será o general mais jovem da Força Aérea, ascendendo a este posto com apenas 47 anos) e a ocupar posições de destaque.
Foi procurador da Câmara Corporativa entre 1951 e 1952. Representou Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores. Apesar de ser originalmente conotado com as franjas ultras do regime (ultra apoiante ao regime, conservador), a partir da década de 1950 e após ter sido preterido por Salazar para um importante cargo que ambicionava (Salazar procurou compensá-lo nomeando-o Chefe da Missão Militar Portuguesa a Washington, de 1952 a 1957), passou a defender o ideal democrático e participou activamente na oposição.
Participou nas eleições presidenciais de 1958, contra o almirante Américo Tomás (apoiado por Salazar), reunindo em torno da sua candidatura toda a oposição ao regime. Numa famosa entrevista realizada pelo jornalista Mário Neves em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, quando lhe foi perguntado que postura tomaria face ao primeiro-ministro (Presidente do Conselho dos Ministros) António de Oliveira Salazar, respondeu com a célebre frase “obviamente, demito-o”, que ainda hoje é frequentemente citada na política portuguesa em diversos contextos e variações. Foi a frase de declaração de guerra ao regime. Devido à sua coragem de dizer em público palavras pouco respeitosas e agressivas para o regime e para Salazar, ele foi cognominado ora de “General sem Medo” ora de “General sem Juízo”. Esta frase célebre incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha (com particular destaque para a entusiástica recepção popular no Porto).
Nas eleições presidenciais de 1958 acabou por ser derrotado graças à gigantesca fraude eleitoral montada pelo regime.
Em 1959, na sequência da derrota, vítima de represálias por parte da polícia política, pede asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo depois para o exílio na Argélia.
Convencido de que o regime não poderá ser derrubado pelos meios pacíficos procura atrair as chefias militares para um golpe de Estado. Este golpe foi por fim executado em 1962 e planeou tomar de assalto o quartel de Beja e outras posições estratégicas e importantes de Portugal. A revolta fracassou.
Desiludido com os sucessivos fracassos procura reconciliar-se com Salazar, que por fim o convoca. Ao seu encontro, na fronteira Espanhola em Villanueva del Fresno (Espanha, nos arredores de Olivença), é enviado um comando da PIDE, liderado por Rosa Casaco que o assassinou a tiro, bem como à sua secretária. Morre assim na fronteira, sem ter conseguido regressar a Portugal, no dia 13 de Fevereiro de 1965.
Em 1990 foi nomeado Marechal da Força Aérea. O seu corpo está, agora, no Panteão Nacional.
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in Wikipédia
Artistas
Imagem: A. Anacleto
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Fizemos uma visita ao Cine Teatro S. Pedro em Alcanena, onde está a decorrer uma exposição do escultor João Carvalho.
Ficámos fascinados com a exposição de arte daquele autor, baseado em peles curtidas, que demonstram de facto um “Nu Eterno” de imaginação profunda.
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JOÃO CARVALHO
João Carvalho nasceu na cidade de Torres Novas, em 1962. É neto de Luís Pereira, um pintor retratista desconhecido, descendendo de uma contínua linhagem de familiares com fortes veias artística, pelo lado materno.
Adquiriu o gosto e o conhecimento pelas peles curtidas por parte avô e do pai, revelando-se um verdadeiro entendido na matéria. Mais tarde, em 1983, decidiu obter formação como técnico de curtumes, na Alemanha. Paralelamente à sua longa experiência técnica nas peles curtidas, João Carvalho passa a criar, as suas extraordinárias obras esculturais com o - “Nu Eterno”.
Já realizou exposições no Europarque, em Santa Maria da Feira (2006), Espaço Fatimae, em Fátima (2006), Museu de História Natural, Lisboa (2007), e Centro Náutico, em Constância (2008), João Carvalho apresenta-se na Galeria de Exposições do Cine-Teatro São Pedro, em Alcanena.
A exposição estará patente ao público até 26 de Outubro, de terça a domingo, no horário das 14:00h às 20:00h, e entre as 11:00h e as 21:30h, nos dias de espectáculos.
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A. Anacleto
Artistas

Eugénia Lima
Nasceu na cidade albicastrense de Castelo Branco em Abril de 1926. Reside à vários anos no concelho de Rio Maior.
É diplomada com o Curso Superior de Acordeão na categoria de Professora pelo Conservatório de Acordeão de Paris.
Foi no Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco, aos quatro anos de idade que fez a primeira actuação. Pela qualidade da arte do tocar o acordeão valeu-lhe o epíteto de "Miúda de Castelo Branco".
No teatro de revista, estreou-se no Teatro Variedades na revista "Peixe Espada".
Actuou em Portugal de lés-a-lés, inclusivé no Ribatejo onde sempre foi bem acarinhada.
No estrangeiro, fez digressões pela Europa, África e América.
Em décadas remotas, era assídua na televisão portuguesa a realizar espectáculos. Passou também por diversas televisões estrangeiras.
Escreveu melodias para vários artistas consagrados. Tem vários discos gravados.
Foi uma das fundadoras da "Orquestra Típica Albicastrense".
O seu nome figura no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis de Américo Lopes de Oliveira e Mário Gonçalves Viana.
É Cooperadora da SPA desde Maio de 1977.
Distinções/Prémios
. 1º lugar no Concurso de Acordeonistas, Emissora Nacional, 1947.
. "Óscar da Imprensa" para a melhor solista de música ligeira, 1962.
. Inúmeras medalhas, placas e diplomas atribuídas por entidades portuguesas e estrangeiras.
. Grau de "Dama da Ordem Militar de Santiago da Espada", 1980.
. Diploma Honorífico atribuído pela União Nacional dos Acordeonistas de França, 1984.
. Condecorada com a Medalha de Mérito Cultural, 1986.
. Grau de "Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique", 1995.
Nasceu na cidade albicastrense de Castelo Branco em Abril de 1926. Reside à vários anos no concelho de Rio Maior.
É diplomada com o Curso Superior de Acordeão na categoria de Professora pelo Conservatório de Acordeão de Paris.
Foi no Teatro Vaz Preto, em Castelo Branco, aos quatro anos de idade que fez a primeira actuação. Pela qualidade da arte do tocar o acordeão valeu-lhe o epíteto de "Miúda de Castelo Branco".
No teatro de revista, estreou-se no Teatro Variedades na revista "Peixe Espada".
Actuou em Portugal de lés-a-lés, inclusivé no Ribatejo onde sempre foi bem acarinhada.
No estrangeiro, fez digressões pela Europa, África e América.
Em décadas remotas, era assídua na televisão portuguesa a realizar espectáculos. Passou também por diversas televisões estrangeiras.
Escreveu melodias para vários artistas consagrados. Tem vários discos gravados.
Foi uma das fundadoras da "Orquestra Típica Albicastrense".
O seu nome figura no Dicionário Mundial de Mulheres Notáveis de Américo Lopes de Oliveira e Mário Gonçalves Viana.
É Cooperadora da SPA desde Maio de 1977.
Distinções/Prémios
. 1º lugar no Concurso de Acordeonistas, Emissora Nacional, 1947.
. "Óscar da Imprensa" para a melhor solista de música ligeira, 1962.
. Inúmeras medalhas, placas e diplomas atribuídas por entidades portuguesas e estrangeiras.
. Grau de "Dama da Ordem Militar de Santiago da Espada", 1980.
. Diploma Honorífico atribuído pela União Nacional dos Acordeonistas de França, 1984.
. Condecorada com a Medalha de Mérito Cultural, 1986.
. Grau de "Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique", 1995.
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Pesquisa: A. Anacleto
sábado, 20 de setembro de 2008
Ainda Há Homens!...

Reforma
Eanes prescinde de um milhão de euros
Ramalho Eanes prescindiu dos retroactivos a que tinha direito relativos à reforma como general, que nunca recebeu. O Governo diz ter sondado o ex-Presidente, que não aceitou auferir essa quantia (a qual ascenderia a mais de um milhão de euros). A reforma só começou a ser paga em Julho, mas sem qualquer indemnização relativa ao passado.
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in Revista “Sol” – online 13.09.08 - Helena Pereira e Manuel A. Magalhães
Eanes prescinde de um milhão de euros
Ramalho Eanes prescindiu dos retroactivos a que tinha direito relativos à reforma como general, que nunca recebeu. O Governo diz ter sondado o ex-Presidente, que não aceitou auferir essa quantia (a qual ascenderia a mais de um milhão de euros). A reforma só começou a ser paga em Julho, mas sem qualquer indemnização relativa ao passado.
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in Revista “Sol” – online 13.09.08 - Helena Pereira e Manuel A. Magalhães
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Artistas
Zulmira Bento expõe no átrio do hospital de Torres Novas
No átrio principal do hospital de Torres Novas, está patente, uma exposição de pintura de Zulmira Bento.
Natural da Vila de Minde - Alcanena, a artista incide principalmente trabalhos de pintura sobretudo retratos a óleo sobre tela.
Autodidacta, pinta há cerca do 30 anos. Tem procurado ao longo dos tempos evoluir por sua conta, no entanto também tem frequentado alguns cursos de pintura.
A artista já participou em diversas exposições, com destaque na cidade de Coimbra, tendo esta sido promovida pelo Movimento Artístico de Coimbra e pela Associação de Solidariedade Social dos Professores. Na sede do seu concelho – Alcanena, também já expôs na Galeria de Arte da Casa Municipal da Cultura em Junho de 2004. Os trabalhos estarão patentes até ao dia 1 de Outubro.
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A. Anacleto
No átrio principal do hospital de Torres Novas, está patente, uma exposição de pintura de Zulmira Bento.
Natural da Vila de Minde - Alcanena, a artista incide principalmente trabalhos de pintura sobretudo retratos a óleo sobre tela.
Autodidacta, pinta há cerca do 30 anos. Tem procurado ao longo dos tempos evoluir por sua conta, no entanto também tem frequentado alguns cursos de pintura.
A artista já participou em diversas exposições, com destaque na cidade de Coimbra, tendo esta sido promovida pelo Movimento Artístico de Coimbra e pela Associação de Solidariedade Social dos Professores. Na sede do seu concelho – Alcanena, também já expôs na Galeria de Arte da Casa Municipal da Cultura em Junho de 2004. Os trabalhos estarão patentes até ao dia 1 de Outubro.
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A. Anacleto
Vida Desportiva Ribatejana
ALEX VIEIRA – Português de Ourém um campeão do mundo de motos
Mesmo com os franceses a levarem anos e anos, a chamarem-lhe um dos seus, adiantando apenas que se tratava de um produto “made in France””, embora de origem portuguesa, com outros, a definirem-no ainda, como um cidadão cem por cento gaulês, Alércio Vieira conhecido no mundo do motociclismo como ALEX VIEIRA, jamais renegou a sua condição de português, nada e criado nos arredores de Vila Nova de Ourém, até à altura que seus pais decidiram partir para Paris, aí tentando iniciar uma nova vida.
Isso mesmo e muito mais, diria Alex Vieira, ao diário desportivo “Record”, em 23 de Abril de 1995, ao referir ao jornalista Paulo Quental “sou português”, não estou naturalizado francês, mas a minha vida é toda feita aqui…
Excerto do livro “Ribatejo – Terra de Campeões” – Carlos Arsénio
Biografia:
Nome: ALÉRCIO da Silva VIEIRA
Nasceu: 14.12.1956 – Vila Nova de Ourém
Modalidade: Motociclismo
Palmarés:
Tendo triunfado em várias provas de motociclismo no mundo, destacamos:
* Campeão do Mundo de Resistência em 1989, 1990 e 1991;
* Vice-Campeão do Mundo de Resistência em 1986;
* Vencedor das “24 Horas de Le Mans” em 1986, 1987, 1989, 1990 e 1995;
* 2º Classificado nas “24 Horas de Le Mans” em 1994;
* Vencedor dos “100 Km de Jerez” em 1986;
* Vencedor dos “100 Km de Hockenheim” em 1986;
* Vencedor da “Taça FM de Resistência” em 1989;
* Vencedor da Prova “Bol d´Or” em 1989
* Vencedor das “8 Horas de Suzuka e Liege” em 1989;
* Vencedor do Campeonato de França de Produção;:
* Vencedor do Mundial de Superbikes, na Áustria em 1989,
in livro “Ribatejo – Terra de Campeões”
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A. Anacleto
Mesmo com os franceses a levarem anos e anos, a chamarem-lhe um dos seus, adiantando apenas que se tratava de um produto “made in France””, embora de origem portuguesa, com outros, a definirem-no ainda, como um cidadão cem por cento gaulês, Alércio Vieira conhecido no mundo do motociclismo como ALEX VIEIRA, jamais renegou a sua condição de português, nada e criado nos arredores de Vila Nova de Ourém, até à altura que seus pais decidiram partir para Paris, aí tentando iniciar uma nova vida.
Isso mesmo e muito mais, diria Alex Vieira, ao diário desportivo “Record”, em 23 de Abril de 1995, ao referir ao jornalista Paulo Quental “sou português”, não estou naturalizado francês, mas a minha vida é toda feita aqui…
Excerto do livro “Ribatejo – Terra de Campeões” – Carlos Arsénio
Biografia:
Nome: ALÉRCIO da Silva VIEIRA
Nasceu: 14.12.1956 – Vila Nova de Ourém
Modalidade: Motociclismo
Palmarés:
Tendo triunfado em várias provas de motociclismo no mundo, destacamos:
* Campeão do Mundo de Resistência em 1989, 1990 e 1991;
* Vice-Campeão do Mundo de Resistência em 1986;
* Vencedor das “24 Horas de Le Mans” em 1986, 1987, 1989, 1990 e 1995;
* 2º Classificado nas “24 Horas de Le Mans” em 1994;
* Vencedor dos “100 Km de Jerez” em 1986;
* Vencedor dos “100 Km de Hockenheim” em 1986;
* Vencedor da “Taça FM de Resistência” em 1989;
* Vencedor da Prova “Bol d´Or” em 1989
* Vencedor das “8 Horas de Suzuka e Liege” em 1989;
* Vencedor do Campeonato de França de Produção;:
* Vencedor do Mundial de Superbikes, na Áustria em 1989,
in livro “Ribatejo – Terra de Campeões”
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A. Anacleto
Músicos Ribatejanos
O MÚSICO “XAREPA” VAI COMEMORAR 40 ANOS DE CARREIRA
”No dia em que deixar de sentir prazer em tocar, deixo a música”, disse “Xarepa” em entrevista ao Jornal Torrejano.
A música ajudava – na juventude – a atrair namoradas?
A nossa geração é muito diferente da geração de hoje. Lembro-me de uma festa onde fomos tocar, em que estavam muitas miúdas com o cartaz do concerto e já tinham escolhido entre os músicos, com quem queriam namorar. Antigamente os grupos eram muito bem vistos. Não havia local onde fôssemos que não éramos recebidos com foguetes. Era uma novidade, não é como hoje que há televisão, videos, etc.
(Excerto da entrevista)
Clik aqui para ler a entrevista na íntegra...
A. Anacleto
”No dia em que deixar de sentir prazer em tocar, deixo a música”, disse “Xarepa” em entrevista ao Jornal Torrejano.
A música ajudava – na juventude – a atrair namoradas?
A nossa geração é muito diferente da geração de hoje. Lembro-me de uma festa onde fomos tocar, em que estavam muitas miúdas com o cartaz do concerto e já tinham escolhido entre os músicos, com quem queriam namorar. Antigamente os grupos eram muito bem vistos. Não havia local onde fôssemos que não éramos recebidos com foguetes. Era uma novidade, não é como hoje que há televisão, videos, etc.
(Excerto da entrevista)
Clik aqui para ler a entrevista na íntegra...
A. Anacleto
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Vida Desportiva Ribatejana
Temos vindo a ler o livro recentemente publicado, “Ribatejo – Terra de Campeões”, da autoria de Carlos Arsénio.
Verificamos, que foi um longo trabalho de pesquisa daquele jornalista, para a elaboração desta obra literária da vida desportiva ribatejana ao longo de várias décadas.
No entanto, em nossa opinião, existem várias lacunas, com falta de referências sobre algumas figuras ribatejanos que sobressaíram no desporto nacional. Refiro-me a casos de meu conhecimento referente ao concelho de Alcanena.
Estamos conscientes, que em tudo na vida são difíceis as perfeições. Louvo o trabalho deste jornalista pela elaboração desta enorme obra e, decerto, se um dia surgir uma nova versão, as faltas serão referenciados.
A. Anacleto
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JOSÉ MENDES
Natural de Alcanena, onde poucos se recordam das suas proezas, José Mendes, então atleta do Centro Desportivo Universitário do Porto, o prestigioso CDUP, fica com o seu nome muito directamente ligado a uma presença nos Jogos Olímpicos, facto sempre de assinalar…
…para o velocista olímpico natural de Alcanena, mas, desde cedo, radicado no Porto, para além dos êxitos desportivos, muitos deles conseguidos, depois de Barcelona, em provas disputadas em pista coberta, o grande sonho de se tornar arquitecto, viria mesmo a concretizar-se…
- Nome: JOSÉ Paulo de Almeida MENDES
- Nasceu: 13.04.1972, em Alcanena
- Modalidade: Atletismo
- CLUBE: Centro Desportivo Universitário do Porto (CDUP)
- Palmarés:
* 4 Vezes campeão nacional;
* Campeão Nacional de nos 400 m (1990 e 1993);
* Campeão Nacional na estafeta 4x100m (1993)
* Campeão Nacional na estafeta 4x400m
* 3 Títulos de campeão nacional nos 400m;
* Participou nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992), na estafeta de 4x400m, com Pedro Corvelo, Álvaro Silva e Pedro Rodrigues, onde Portugal se classificou em 18º lugar, entre 24 concorrentes.
* Internacionalizações: 6
Excertos do livro “Ribatejo – Terra de Campeões” – Carlos Arsénio
Verificamos, que foi um longo trabalho de pesquisa daquele jornalista, para a elaboração desta obra literária da vida desportiva ribatejana ao longo de várias décadas.
No entanto, em nossa opinião, existem várias lacunas, com falta de referências sobre algumas figuras ribatejanos que sobressaíram no desporto nacional. Refiro-me a casos de meu conhecimento referente ao concelho de Alcanena.
Estamos conscientes, que em tudo na vida são difíceis as perfeições. Louvo o trabalho deste jornalista pela elaboração desta enorme obra e, decerto, se um dia surgir uma nova versão, as faltas serão referenciados.
A. Anacleto
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JOSÉ MENDES
Natural de Alcanena, onde poucos se recordam das suas proezas, José Mendes, então atleta do Centro Desportivo Universitário do Porto, o prestigioso CDUP, fica com o seu nome muito directamente ligado a uma presença nos Jogos Olímpicos, facto sempre de assinalar…
…para o velocista olímpico natural de Alcanena, mas, desde cedo, radicado no Porto, para além dos êxitos desportivos, muitos deles conseguidos, depois de Barcelona, em provas disputadas em pista coberta, o grande sonho de se tornar arquitecto, viria mesmo a concretizar-se…
- Nome: JOSÉ Paulo de Almeida MENDES
- Nasceu: 13.04.1972, em Alcanena
- Modalidade: Atletismo
- CLUBE: Centro Desportivo Universitário do Porto (CDUP)
- Palmarés:
* 4 Vezes campeão nacional;
* Campeão Nacional de nos 400 m (1990 e 1993);
* Campeão Nacional na estafeta 4x100m (1993)
* Campeão Nacional na estafeta 4x400m
* 3 Títulos de campeão nacional nos 400m;
* Participou nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992), na estafeta de 4x400m, com Pedro Corvelo, Álvaro Silva e Pedro Rodrigues, onde Portugal se classificou em 18º lugar, entre 24 concorrentes.
* Internacionalizações: 6
Excertos do livro “Ribatejo – Terra de Campeões” – Carlos Arsénio
Coluna Literária...
“A SERRA LILÁS”
Era uma serra diferente. Não se podia olhar para ela e dizer “que lindos montes” ou “está tudo verdinho”ou ainda “está branca de neve” ou então “tem tantas flores-cores…” Olhando em volta e ao percorrer os caminhos das cabras, quer se subisse em direcção ao céu, quer se descesse até avistar o mar, tudo era pedra recortada, cheiinha de buracos-olhos de onde saíam tufos de alecrim.
Excerto do livro “A Serra Lilás” da autora Maria de Lourdes Soares
Trabalho literário dedicado ao Parque Natural das Serras D´Aire e Candeeiros.
A. Anacleto
Era uma serra diferente. Não se podia olhar para ela e dizer “que lindos montes” ou “está tudo verdinho”ou ainda “está branca de neve” ou então “tem tantas flores-cores…” Olhando em volta e ao percorrer os caminhos das cabras, quer se subisse em direcção ao céu, quer se descesse até avistar o mar, tudo era pedra recortada, cheiinha de buracos-olhos de onde saíam tufos de alecrim.
Excerto do livro “A Serra Lilás” da autora Maria de Lourdes Soares
Trabalho literário dedicado ao Parque Natural das Serras D´Aire e Candeeiros.
A. Anacleto
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Grande Reportagem - SIC
Amanhã, quarta-feira, a SIC vai transmitir na "Grande Reportagem" a seguir ao Jornal da Noite um trabalho alargado sobre o trabalho científico de ELVIRA FORTUNATO.
Clik aqui
A. Anacleto
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A. Anacleto
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Vida Literária...
Imagem: A. Anacleto
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“RIBATEJO – TERRA DE CAMPEÕES”
“Este livro é um marco histórico relativo ao desporto do Ribatejo” – Escreveu o Dr. António Gentil Martins no Prefácio do livro “Ribatejo – Terra de Campeões” da autoria do Jornalista Carlos Arsénio, numa edição de “Edições Cosmos”.
Este livro é uma obra de pesquisa que o autor realizou no “seu” Ribatejo durante cerca de quatro anos. A obra com cerca de cerca de oitocentas e trinta páginas, retrata os atletas ribatejanos que mais se destacaram no desporto nacional e internacional, nas várias modalidades desportivas desde o ano de 1892 até aos tempos actuais.
O acto solene de lançamento, realizou-se hoje ao fim da tarde no salão nobre do Governo Civil de Santarém. Além do governador, estiveram presentes vários convidados, entre os quais várias entidades oficiais do distrito, autarcas, dirigentes desportivos e grande número de amigos do autor.
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Carlos Arsénio
Nasceu na vila da Golegã no ano de 1936 tendo iniciado a carreira na Comunicação Social em 1960. Passou pelo "Rádio Clube Português" e depois na "Rádio Renascença". Mais tarde, passou a integrar vários jornais nomeadamente pelo "Diário Popular", "Gazeta dos Desportos", "Benfica Ilustrado","Diário de Lourenço Marques", Século de Joanesburgo", "A Meta", "Bancada","Equipa", "O Benfica" e o "Record".
Foi distinguido com inúmeros prémios desportivos, tem uma quota-parte da sua vida dedicada ao estudo dos problemas da arbitragem, o que o levou a participar em dezenas de conferências e colóquios temáticos. Em 2005 foi distinguido pelo Governo, com a Medalha de Mérito Desportivo.
A. Anacleto
domingo, 14 de setembro de 2008
Gentes e Locais...
Imagem: A. Anacleto
Marcámos presença nas Festas Anuais da Gançaria.Desde o passado dia 8, que a animação tem sido forte nas festas anuais desta freguesia ribatejana. Ontem à noite, houve forte animação com a artista Ana Malhoa em palco.
Hoje, último dia dos festejos, durante a tarde desfilaram e exibiram-se no palco principal os Ranchos Folclóricos da Benedita e de Viegas.
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FREGUESIA DE GANÇARIA
Esta freguesia do concelho de Santarém, é limitada por Alcobertas, Fráguas do Concelho de Rio Maior e Alcanede.
Gançaria é a freguesia mais jovem do concelho de Santarém, criada em Junho de 1985 por desanexação da freguesia de Alcanede.
Tem uma área de 4,730 Km2, uma grande parte desta área é constituída por floresta de pinheiros e eucaliptos.
Tem uma população cerca de 600 habitantes, distando da sede do concelho (Santarém), 32 Km.
A agricultura, a pecuária, a indústria de transformação de madeiras, a indústria extractiva de caulinos e a cerâmica, desempenham, em termos económicos um papel importante na ocupação das gentes desta freguesia.
Tem tradição desde há duzentos e cinquenta anos a romaria em honra de Nossa Senhora da Saúde. Continua a ser visitada por milhares de devotos de todo o país, que ali acorrem em veneração a esta santa. Esta romaria é celebrada anualmente no dia 8 de Setembro.
A. Anacleto
sábado, 13 de setembro de 2008
Novo Livro
“Ribatejo - Terra de Campeões” - Livro do Jornalista Carlos Arsénio
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Na próxima 2ª feira, dia 15.09.08, pelas 18h30m, no Salão Nobre do Governo Civil de Santarém, será lançado o livro “Ribatejo – Terra de Campeões”, da autoria do Jornalista Carlos Arsénio, sob a chancela das Edições Cosmos.
Desta forma este jornalista quis prestar uma homenagem aos atletas e agentes desportivos que se salientaram no Ribatejo durante décadas.. Ao longo de 850 páginas o jornalista Carlos Arsénio retrata os feitos dos atletas ribatejanos até aos nossos dias.
Carlos Arsénio, foi jornalista do Jornal Record várias décadas, chegando a integrar a chefia de redacção deste jornal. Profundo conhecedor do fenómeno desportivo, que acompanhou de perto ao longo de muitos anos. Também como enviado-especial de Record, realizou várias coberturas de grandiosos eventos internacionais.
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A. Anacleto
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Na próxima 2ª feira, dia 15.09.08, pelas 18h30m, no Salão Nobre do Governo Civil de Santarém, será lançado o livro “Ribatejo – Terra de Campeões”, da autoria do Jornalista Carlos Arsénio, sob a chancela das Edições Cosmos.
Desta forma este jornalista quis prestar uma homenagem aos atletas e agentes desportivos que se salientaram no Ribatejo durante décadas.. Ao longo de 850 páginas o jornalista Carlos Arsénio retrata os feitos dos atletas ribatejanos até aos nossos dias.
Carlos Arsénio, foi jornalista do Jornal Record várias décadas, chegando a integrar a chefia de redacção deste jornal. Profundo conhecedor do fenómeno desportivo, que acompanhou de perto ao longo de muitos anos. Também como enviado-especial de Record, realizou várias coberturas de grandiosos eventos internacionais.
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A. Anacleto
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Gentes e Locais...
A CIENTISTA QUE TRANSFORMOU VIDROS DE JANELAS EM ECRÃS TFT
Elvira Fortunato passou do anonimato a figura pública após ganhar um prémio europeu em engenharia, atribuído pelo Conselho Europeu de Investigação. A cientista, natural de Almada mas com raízes familiares na Louriceira (Alcanena), entrou assim para o top 5 dos melhores cientistas do mundo em electrónica transparente.
COUVES DE ALMADA PARA PASSAR O NATAL NA LOURICEIRA
Como recorda os seus tempos na Louriceira?
Os meus pais são naturais da Louriceira mas foram cedo para Almada, onde eu nasci. Nunca cá vivi mas passei sempre as férias aqui na Louriceira até aos meus tempos de universidade. Recordo que costumava andar de festa em festa com a minha tia, que gostava de passear com as minhas amigas aqui da terra, de andar aqui pelos matos e de tomar banho no Alviela.
Costuma visitar a nossa região?
Regra geral fico por aqui, pela casa dos meus pais na Louriceira, não faço grandes roteiros.
Gosto de ir almoçar aqui a algum restaurante da região, como foi o caso do Tia Alice em Fátima desta vez, ou do Malho no Malhou onde vou com alguma frequência. Gosto também muito de ir a Santarém.
Habitualmente venho cá também na época da apanha da azeitona para acompanhar os trabalhos nas propriedades dos meus pais.
Também gosta de cultivar legumes no seu quintal: como lhe sobra tempo para isso?
Temos um jardineiro que cuida disso. Mas o meu marido é que é o entusiasta. Ele gosta muito de produtos cultivados lá na horta. Gostávamos de ter mais coisas mas saímos muito em conferências internacionais e as coisas acabam por se estragar. Costumámos até trazer couves para o Natal que passamos na Louriceira com a família.
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in Jornal “O Ribatejo” edic. De 12.09.08 (excertos) – Trabalho do Jornalista Bruno Oliveira
Elvira Fortunato passou do anonimato a figura pública após ganhar um prémio europeu em engenharia, atribuído pelo Conselho Europeu de Investigação. A cientista, natural de Almada mas com raízes familiares na Louriceira (Alcanena), entrou assim para o top 5 dos melhores cientistas do mundo em electrónica transparente.
COUVES DE ALMADA PARA PASSAR O NATAL NA LOURICEIRA
Como recorda os seus tempos na Louriceira?
Os meus pais são naturais da Louriceira mas foram cedo para Almada, onde eu nasci. Nunca cá vivi mas passei sempre as férias aqui na Louriceira até aos meus tempos de universidade. Recordo que costumava andar de festa em festa com a minha tia, que gostava de passear com as minhas amigas aqui da terra, de andar aqui pelos matos e de tomar banho no Alviela.
Costuma visitar a nossa região?
Regra geral fico por aqui, pela casa dos meus pais na Louriceira, não faço grandes roteiros.
Gosto de ir almoçar aqui a algum restaurante da região, como foi o caso do Tia Alice em Fátima desta vez, ou do Malho no Malhou onde vou com alguma frequência. Gosto também muito de ir a Santarém.
Habitualmente venho cá também na época da apanha da azeitona para acompanhar os trabalhos nas propriedades dos meus pais.
Também gosta de cultivar legumes no seu quintal: como lhe sobra tempo para isso?
Temos um jardineiro que cuida disso. Mas o meu marido é que é o entusiasta. Ele gosta muito de produtos cultivados lá na horta. Gostávamos de ter mais coisas mas saímos muito em conferências internacionais e as coisas acabam por se estragar. Costumámos até trazer couves para o Natal que passamos na Louriceira com a família.
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in Jornal “O Ribatejo” edic. De 12.09.08 (excertos) – Trabalho do Jornalista Bruno Oliveira
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Meio Ambiente
Praia dos Olhos de Água com vestígios de contaminação!
Há cerca de dois meses que as análises realizadas na nascente do Alviela, têm demonstrado a existência de alguns resíduos desconhecidos na água que serve a praia fluvial dos Olhos de Água na freguesia de Louriceira - concelho de Alcanena. A notícia foi avançada pelo Presidente da Câmara Municipal - Luís Azevedo, , durante a última reunião camarária, ontem segunda-feira.
O assunto está entregue ao INAG – Instituto Nacional da Água.
Esta Praia, está interdita desde o último tornado em Maio que assolou a região.
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A. Anacleto
Há cerca de dois meses que as análises realizadas na nascente do Alviela, têm demonstrado a existência de alguns resíduos desconhecidos na água que serve a praia fluvial dos Olhos de Água na freguesia de Louriceira - concelho de Alcanena. A notícia foi avançada pelo Presidente da Câmara Municipal - Luís Azevedo, , durante a última reunião camarária, ontem segunda-feira.
O assunto está entregue ao INAG – Instituto Nacional da Água.
Esta Praia, está interdita desde o último tornado em Maio que assolou a região.
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A. Anacleto
in "Justiça Social"...
Mais 207 reformas milionárias
Dois funcionários dos CTT contam com valores mais altos
O número de beneficiários da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com reformas mensais superiores a quatro mil euros, o escalão mais alto para os trabalhadores ligados à Administração Pública, está a revelar um ritmo de crescimento imparável: só entre Janeiro e Outubro deste ano reformaram-se 207 funcionários do Estado com pensões «douradas».
Entre os novos reformados milionários contam-se, a partir de Outubro, João Pedro Barros, Simoneta Luz Afonso e Alfredo Bruto da Costa, presidente do Institututo Politécnico de Viseu, do Instituto Camões e do Conselho Económico e Social, respectivamente, avança o «Correio da Manhã».
Ao todo, segundo os dados da CGA, desde 1997 o universo de indivíduos com reformas superiores a quatro mil euros já aumentou 640%, uma média de 358 novos reformados milionários por ano.
CTT lideram salários mais altos
O valor mais alto das reformas não foi atribuído a magistrados ou professores, como é habitual, mas funcionários dos CTT: Francisco Viegas, inspector-geral, vai receber a partir de Outubro uma pensão mensal de 8.093 euros e Elídeo Abreu, especialista em organização receberá uma reforma de 6.109 euros.
................................................
in Jornal Portugal Diário – edic online 09.08.08
Pois é!...após tanta “propaganda” de justiça social, o sistema continua na mesma…com a mesma injustiça social…!
A. Anacleto
Dois funcionários dos CTT contam com valores mais altos
O número de beneficiários da Caixa Geral de Aposentações (CGA) com reformas mensais superiores a quatro mil euros, o escalão mais alto para os trabalhadores ligados à Administração Pública, está a revelar um ritmo de crescimento imparável: só entre Janeiro e Outubro deste ano reformaram-se 207 funcionários do Estado com pensões «douradas».
Entre os novos reformados milionários contam-se, a partir de Outubro, João Pedro Barros, Simoneta Luz Afonso e Alfredo Bruto da Costa, presidente do Institututo Politécnico de Viseu, do Instituto Camões e do Conselho Económico e Social, respectivamente, avança o «Correio da Manhã».
Ao todo, segundo os dados da CGA, desde 1997 o universo de indivíduos com reformas superiores a quatro mil euros já aumentou 640%, uma média de 358 novos reformados milionários por ano.
CTT lideram salários mais altos
O valor mais alto das reformas não foi atribuído a magistrados ou professores, como é habitual, mas funcionários dos CTT: Francisco Viegas, inspector-geral, vai receber a partir de Outubro uma pensão mensal de 8.093 euros e Elídeo Abreu, especialista em organização receberá uma reforma de 6.109 euros.
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in Jornal Portugal Diário – edic online 09.08.08
Pois é!...após tanta “propaganda” de justiça social, o sistema continua na mesma…com a mesma injustiça social…!
A. Anacleto
Meio Ambiente
A MALIGNIDADE CONTINUA!...
Centenas de peixes agonizam e morrem no Alviela!...
O Presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros denunciou esta segunda-feira que apareceram centenas de peixes mortos no rio Alviela.
Firmino Oliveira, disse à Agência Lusa, que a situação se verificou ao princípio da tarde, altura em que centenas de peixes, alguns deles com elevado peso, começaram a aparecer dando sinais de agonia por falta de oxigénio.
Segundo explicou à agência noticiosa, tudo indica que houve mais uma descarga, que atribui à estação de tratamento de águas residuais de Alcanena, uma vez que «não há pecuárias a montante da freguesia e o forte cheiro que se sente é a crómio».
Mais frisou Firmino Oliveira que os moradores da zona do Moseiro começaram a sentir «um forte cheiro» de manhã, tendo começado a aparecer, ao princípio da tarde, peixes em angústia. «É um inferno assistir a este agonizar dos peixes», afirmou.
No local estiveram dois elementos dos serviços da protecção da natureza da GNR.
Recordamos que no passado Domingo, o “Diabo”, grande defensor do Rio Alviela até finais da década de oitenta, foi homenageado pela C.M. de Santarém, com reconhecimento pela heróica luta travada em prol da defesa do rio.
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A. Anacleto
Centenas de peixes agonizam e morrem no Alviela!...
O Presidente da Junta de Freguesia de Vaqueiros denunciou esta segunda-feira que apareceram centenas de peixes mortos no rio Alviela.
Firmino Oliveira, disse à Agência Lusa, que a situação se verificou ao princípio da tarde, altura em que centenas de peixes, alguns deles com elevado peso, começaram a aparecer dando sinais de agonia por falta de oxigénio.
Segundo explicou à agência noticiosa, tudo indica que houve mais uma descarga, que atribui à estação de tratamento de águas residuais de Alcanena, uma vez que «não há pecuárias a montante da freguesia e o forte cheiro que se sente é a crómio».
Mais frisou Firmino Oliveira que os moradores da zona do Moseiro começaram a sentir «um forte cheiro» de manhã, tendo começado a aparecer, ao princípio da tarde, peixes em angústia. «É um inferno assistir a este agonizar dos peixes», afirmou.
No local estiveram dois elementos dos serviços da protecção da natureza da GNR.
Recordamos que no passado Domingo, o “Diabo”, grande defensor do Rio Alviela até finais da década de oitenta, foi homenageado pela C.M. de Santarém, com reconhecimento pela heróica luta travada em prol da defesa do rio.
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A. Anacleto
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Espaço Poético...
A SETA DO TEMPO
é sempre nas madrugadas que arrefece
na deriva das carícias em pedaços
nesse halo que ainda resplandece
nos relâmpagos finais do desenlace
permanece um feitiço flutuante
na frequência luminosa dos sentidos
fascínio de neutrinos despendidos
na singularidade nua dos amantes
o tempo num tiquetaque bífido
rasteja na incerteza das manhãs
e o sol que aqui nasce e morre ali
decai num torpor insípido
move-se brandamente a realidade
nos quarks represados do sentir
escoa-se dos corpos colapsados
a radiação de fundo do prazer
.....................................
Do livro “Caosmologia” de Mário Rui Silvestre
.....................................
Mário Rui Silvestre, nasceu na vila de Pernes, concelho de Santarém. Desde 1994 tem publicado vários livros entre aos quais um dedicado ao rio Alviela – “Alviela, do Rio à Margem”.
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A. Anacleto
é sempre nas madrugadas que arrefece
na deriva das carícias em pedaços
nesse halo que ainda resplandece
nos relâmpagos finais do desenlace
permanece um feitiço flutuante
na frequência luminosa dos sentidos
fascínio de neutrinos despendidos
na singularidade nua dos amantes
o tempo num tiquetaque bífido
rasteja na incerteza das manhãs
e o sol que aqui nasce e morre ali
decai num torpor insípido
move-se brandamente a realidade
nos quarks represados do sentir
escoa-se dos corpos colapsados
a radiação de fundo do prazer
.....................................
Do livro “Caosmologia” de Mário Rui Silvestre
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Mário Rui Silvestre, nasceu na vila de Pernes, concelho de Santarém. Desde 1994 tem publicado vários livros entre aos quais um dedicado ao rio Alviela – “Alviela, do Rio à Margem”.
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A. Anacleto
domingo, 7 de setembro de 2008
Coluna Literária...
Estrela – Terra-Mãe
…à minha frente, vales desvairados de mil cores, numa primavera que irrompe por socalcos de pinheiros, arbustos rasteiros e uma música leve que os agita num infinito de tempos e espaços de serenidade sem fim.
Afasto as nuvens, procuro o azul do céu, e, no castanho húmido das montanhas, a floresta densa do zimbro verde, escuro, estendida pelas paredes geométricas do teu corpo, pleno de frio invernio que orla o meu desejo por ti.
Brancas montanhas, de brancos contidos nos covões da tua vitalidade, neves perenes salpicadas do negro dos teus vales profundos, absintos verdes que me levam ao teu tempo escasso, retraído pelos ventos do preconceito do amor…
.................................................................................
Excerto do livro “Este Zimbro que nos aquece a Alma” da autoria de Artur Aleixo
…………………………………………………….
A. Anacleto
…à minha frente, vales desvairados de mil cores, numa primavera que irrompe por socalcos de pinheiros, arbustos rasteiros e uma música leve que os agita num infinito de tempos e espaços de serenidade sem fim.
Afasto as nuvens, procuro o azul do céu, e, no castanho húmido das montanhas, a floresta densa do zimbro verde, escuro, estendida pelas paredes geométricas do teu corpo, pleno de frio invernio que orla o meu desejo por ti.
Brancas montanhas, de brancos contidos nos covões da tua vitalidade, neves perenes salpicadas do negro dos teus vales profundos, absintos verdes que me levam ao teu tempo escasso, retraído pelos ventos do preconceito do amor…
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Excerto do livro “Este Zimbro que nos aquece a Alma” da autoria de Artur Aleixo
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A. Anacleto
Concerto...
Imagens: A. Anacleto
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Largo do Rossio, na Vila de Pernes, foi palco de espectáculo de qualidade! …
Fernando Tordo aos sessenta anos, brilhou em Pernes com um concerto de elevada qualidade.
Acompanhado pela Stardust Orchestra, que conta com 24 músicos e sob a direcção artística do Maestro Pedro Duarte, Fernando Tordo realizou um espectáculo de quase duas horas para uma elevada assistência que marcou presença na noite de ontem no Largo do Rossio em Pernes.
Escutámos excelentes temas daquele artista, que está a comemorar o 44º aniversário de carreira artística. Fernando Tordo, cantou entre outros, os temas “Lisboa de Feira”, “Tourada”, “Adeus tristeza” e “Só ficou o amor por ti”, melodias, que encantaram a assistência.
........................................
A. Anacleto
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